A rede é social e não pessoal
Muito se tem falado sobre a exposição dos profissionais na rede social. E como o próprio nome diz, ela é social, razão pela qual muitas pessoas ainda acham que as informações são restritas à sua rede de amigos.
Dessa forma, nossa rede vai se formando com velocidade tamanha, que quando nos damos conta, estamos com números assustadores de podem superar a casa de 1000 pessoas. Existem ocasiões que nem mais nos lembramos de pessoas e quem são essas pessoas que fazem parte de nossa rede de amigos virtuais. No geral, o que fica em nossa mente é de que a rede tem caráter informal e sem visibilidade.
Porém, sem que ao menos possamos perceber, as informações sobre nossa vida social, a vida amorosa, a vida família, a vida acadêmica, do nosso modo de pensar (através de frases ou do que você está pensando agora), de situações ocorridas em nosso trabalho naquele dia específico, a expressão de nossas angústias, de nossas alegrias, conquistas, de nossas decepções, expressando-as através dos manifestos online e infinitas outras situações que estão sendo compartilhadas a todo o momento com todos os que fazem parte da nossa rede e correndo soltas pelo mundo afora.
Para a nova geração, tudo isso pode parecer normal, porque na verdade todos estão experimentando nova cultura de comunicação e de relacionamentos, desconhecendo seus malefícios. Ainda há certo encantamento das pessoas, principalmente porque podem falar, podem se expressar, se relacionar, flertar e até namorar a distância, visto que a grande maioria dos jovens sofre com a questão da timidez e descobrir na rede social, mais chance de obter sucesso, esquecendo-se de que o teto de vidro que a expõe, é muito maior do que a tela do computador onde tenta se esconder.
Mas afinal, até que ponto essa exposição exacerbada no mundo virtual é benéfica ou não?
Não quero afirmar que a rede social não é benéfica, porém, mesmo que irrestrita ao número de amigos, ela deve ser restrita há algumas informações pessoais, as quais podem prejudicar sua carreira.
Enquanto consultora de Recursos Humanos venho presenciando empresas utilizando-se cada vez mais das páginas pessoais nas redes de relacionamentos para obter mais informações dos candidatos a emprego, buscando dados sobre seus costumes, suas preferências políticas, religiosas, de como se expressam e de como se relacionam no mundo virtual.
O fato é que a liberdade de expressão, defendida pela própria constituição federal, conforme o seu artº 5º; da questão do preconceito; da proibição por discriminação; do bullyng corporativo, se é que assim podemos denominar, são instrumentos que impedem o empregador de relatar o real motivo da não admissão e até da muitas demissões que ocorrem no dia-a-dia das organizações.
E é nesse jogo que internautas e empregadores vivem sem saber como se comportar frente a esse novo modelo de relações sociais, sem saber ao certo o limite entre benefícios e malefícios.
Dessa forma, sugere-se aos internautas que afinem o seu "senso crítico", que parem para analisar seu comportamento e suas atitudes frente a esse "novo mundo" que, dependendo do grau de intensidade de sua exposição, acabará acarretando prejuízos tanto para a vida pessoal como na carreira profissional, conscientizando-se cada vez mais de que a rede é social é não pessoal.
Curta o Administradores no Facebook e siga os nossos posts no @admnews.
As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.







