22 de fevereiro de 2011, às 15h01min

A relevância da gestão para empresas de pequeno porte

O mercado está cada vez mais competitivo e as pequenas empresas devem se adequar as mudanças se quiserem se estabilizar neste cenário globalizado.

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A busca cada vez maior por estabilidade de empresas de pequeno porte trás consigo uma complexidade talvez desnecessária.


Com a eminente e já estabelecida competitividade de mercado proveniente da globalização, as menores empresas tendem a ser abocanhadas por concorrentes de maior expressão. Tendem, o que não quer dizer que devem ou precisam se sujeitar aos "caprichos'' deste novo e cada vez mais ágil modelo
capitalista.


Para tornar uma empresa estável e lucrativa, a gestão do negócio deve sempre abordar de forma sistêmica a organização. Para que isto funcione, deve-se sempre atentar para o uso correto das técnicas de gestão aplicadas na diferentes áreas, como marketing, gestão de pessoas, financeiro, tecnologia da informação dentre outras.


É o ponto onde esbarramos no certo amadorismo de algumas empresas de pequeno porte, que desconhecem o uso de técnicas que visam auxiliar o gerenciamento das operações realizadas dentro da empresa.


Para uma melhor reflexão vale à pena ressaltar algumas áreas da empresa onde ocorrem possíveis falhas de planejamento ou até mesmo de operação.


Inicialmente, pode-se avaliar o papel do marketing nesta situação. Esta ferramenta de divulgação tem como principal função conhecer as necessidades do cliente, onde mais adiante, oferta produtos e serviços que supram essas eminentes necessidades. Entretanto, para que isto funcione, deve-se utilizar uma ferramenta proveniente do próprio marketing, que é a propaganda. O ato de divulgação é de vital relevância para tal processo, pois ninguém irá até empresa alguma, adquirir o que ela oferece se não souber que ela existe. Isto acarreta outro processo importante na corriqueira batalha em um mercado competitivo: a solidificação da marca. A simples entrega dos famosos calendários ou folinhas de fim de ano, cartões em datas comemorativas como aniversários, já são suficientes para se alcançar e cativar uma parcela do público. Anúncios em rádios e jornais, que costumam ter custos maiores, devem ser analisados com calma, pois deve-se sempre levar em consideração o público o qual se quer atingir.


Outro ponto primordial para uma gestão de qualidade é a utilização de um Sistema de Gestão Integrada, que possibilite a rapidez e qualidade das informações, onde tais dados podem se tornar essenciais para uma tomada de decisão que vise melhoria de processos na empresa. Além disso, um sistema informatizado propicia organização e ganho de tempo, o que poderá interferir no lucro da empresa, através de medidas rápidas que organizem e melhorem os processos da organização.


É evidente que alguns sistemas operacionais têm um custo elevado, mas soluções simples como a utilização de programas gratuitos ou até mesmo planilhas no Excel, tendem a suprir a necessidade por agilidade e qualidade de informações, onde relatórios podem ser elaborados a fim de conhecer a real situação da empresa, tomando medidas corretivas emergenciais, se necessário.


Dois pontos são tidos como talvez os mais importantes, porém os mais delicados dentro de uma organização: Gestão Financeira e Gestão de Pessoas.


O primeiro deles sempre traz a impressão de poder no mundo capitalista. Trabalhar com dinheiro sempre gera um sentimento de força, pois sem dinheiro não se consegue nada! Às vezes se consegue sim! Um bom planejamento financeiro deve ter sempre a premissa da organização conciliada com uma dose de bem grande de segurança. A saúde financeira da empresa tem a demonstrar, pelo menos em números, se a empresa está crescendo ou não. Quanto melhor a empresa estiver econômica e financeiramente, mais imponente está será.


É obvio que uma organização que está com suas finanças em ordem tende a se manter mais tempo no mercado. Entretanto a falta de organização e de um planejamento a longo prazo pode iludir o gestor da empresa. Como fora dito acima, a organização tende a precisar de dinheiro para a maioria das ações, porém idéias que minimizem riscos e aumentem as vendas podem surgir sem uma injeção de dinheiro monstruosa. Cabe neste momento citar o exemplo clássico de uma empresa de creme dental, onde suas vendas haviam caído. Após uma longa reunião, os diretores quase quem em comum acordo decidiram por investir cifras gigantescas em propaganda, ou seja, divulgação do produto. Todavia, um ''simples '' funcionário, que servira café (se não me falha a memória), apareceu com uma idéia brilhante que poderia alavancar as vendas. E o mais interessante, sem custos astronômicos. Ao invés de se investir maciçamente em propaganda, a empresa optou (através da idéia do funcionário) por alargar a boca do tubo de creme dental, pois quanto mais creme saísse, mais rápido o cliente teria que repor o produto.


Idéias como esta, podem ser aplicadas no universo de pequenas empresas, basta apenas um olhar um pouco mais interessado de seu gestor quanto aos processos de sua organização.


Como mencionou há pouco tempo o consultor Max Gehringer, muitas pessoas esperam por idéias milionárias e se esquecem que pequenas idéias juntas podem formar um império a longo prazo.


No que diz respeito à gestão de pessoas, fica redundante falar da importância desta área, pois é visível que quem faz uma empresa são as pessoas. Quem trabalha? Quem vende os produtos? Quem melhora os processos? Quem pensa? Quem analisa relatórios? Os colaboradores têm papel fundamental na vida útil de uma empresa. São eles que iram ajudar a empresa a consolidar sua marca, através do conhecimento que trazem consigo, aplicando-os dentro da organização. Até por isso, incentivar sempre que o colaborador melhore sua condição técnica ou acadêmica, torna-se viável para ambas as partes.


Por fim, devemos sempre salientar que o gestor de uma pequena empresa deve sempre buscar se especializar, buscar mais conhecimento que o ajude a torna sua empresa um destaque, aquele a qual apresente um diferencial dentro de um mercado tão concorrido e por vezes desigual.

 

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Autor
Formado em Administração pelo Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé - UNIFEG.

Cursando MBA em Auditoria e Controles Internos - UNIFEG
Cursando Especialização em Gestão Pública - IFSULDEMINAS
Cursando Especialização em Docência para Educação Profissional -SENAC/MG

Instrutor de cursos sobre Administração e Contabilidade.



 
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