21 de dezembro de 2010, às 10h49min

A vitória da discórdia

Neste ano tivemos um fato importante que poderá marcar uma nova era na poítica nacional : a eleição de um palhaço! Podemos tirar algumas lições desta situação.

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No início de outubro de 2010 o país viveu o ápice de um regime tido como democrático, o qual comprova-se através da eleição direta de nossos agente políticos.


Seria um tanto quanto interessante fomentar a discussão sobre os rumos do país após tal ''festa popular'', onde tivemos um cenário á típico no que tange da disputa presidenciável. Três principais figuras com peculiaridades interessantes, onde a eleita Dilma Rousseff tende a continuar o trabalho social enfatizado por seu antecessor, José Serra tende a continuar a disseminação sobre suas visões na área tributária e de saúde e finalmente, Marina Silva, continuar a luta pela sustentabilidade eminente e necessária pelo país.


Entretanto, o foco não é este. O maior acontecimento neste pleito eleitoral soa como uma piada. E por certo prisma, fora. A eleição de um palhaço para ocupar uma das cadeiras da câmara dos deputados caiu como bomba moral no colo de alguns parlamentares. Nem tanto assim para outros.

No início, até quem vos escreve, criticará veementemente o fato de um homem, sem instrução, o qual nunca havia participado de qualquer movimento em prol da sociedade ou político, fora eleito com mais de um milhão de votos. Palhaçada?! Desculpem o trocadilho, mas tal piada tem uma função social por incrível que pareça.


É claro e evidente (assim espero) que a maioria dos eleitores do palhaço Tiririca, destinou seu voto como um protesto contra a palhaçada que ocorre no cotidiano de Brasília. Palhaçada consumada com a piada proferida na semana passada, precisamente dia 16/12/2010, onde um parlamentar ousou afirmar que não se vive com um salário de R$ 11.000,00! Ora, acho que a maioria dos leitores deste artigo não tem o privilégio de ganhar mais de 15 ou 20 salários mínimos, pelo contrário, a maioria de nossa população vive com uma renda menor ou equivalente a dois salários mínimos.


Fazendo justiça, o absurdo exposto acima não fora explanado em Brasília, mas sim em um Estado de nossa federação.


O sentimento inicial de descrença na eleição de um palhaço fica amenizada a partir do momento em que podemos presenciar certas atitudes de ''intelectuais'' da política, que tem a audácia de fazer uma piada tão grande como a explanada acima.


A discórdia pela eleição de um cidadão ao qual leva a vida na brincadeira, para um cargo de suma importância no cenário nacional, tem sim, sua relevância. Os agentes políticos influem de forma decisiva no cotidiano da sociedade. São os mesmos que fiscalizam a aplicação dos recursos provenientes dos tributos, os quais são pagos direta e indiretamente pelo cidadão, além do que, criam leis que podem onerar ainda mais a vida do mesmo. Neste ponto, vale enfatizar a relevância de se escolher pessoas capacitadas para tais cargos, onde as mesmas poderiam contribuir com qualidade para a melhoria do convívio social.


Para tanto, vejo (hoje) com bons olhos, a eleição de uma figura que nada tem a ver com o cenário político do país (alguns podem achar até bom), por duas, entre tantas razões, em especial. A primeira delas é o fato de que ele não estará, ao menos por enquanto, por práticas conhecidas do cotidiano parlamentar, como a politicagem, a qual é a ''mania'' de usar a força do cargo em benefício próprio. (Só uma ressalva: o mesmo usou destes artifícios a época da eleição, dizendo que iria entrar na política para ajudar a família. Entendo que realmente o fará, mas ao mesmo tempo, vejo com certo cinismo certa declaração). A segunda soa como a mais importante. Popularmente, o excelentíssimo deputado, deu um tapa na cara de alguns congressistas, mostrando a descrença das pessoas com as atitudes as quais os senhores parlamentares tomam corriqueiramente.


A população não é boba. Não iria eleger um palhaço para deputado simplesmente por brincadeira. Tal afirmação se confirma pela não eleição de nomes como Maguila, Melancia, Morango dentre tantos outros aventureiros.


O voto de protesto se for entendido, marcará a ebulição de um protesto veemente contra a corrupção e mau uso dos recursos públicos, onde o próximo passo será a avaliação de eleições futuras, não sendo eleitos candidatos de má índole que fazem nosso país derrapar aos olhos do mundo.

 

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Autor
Formado em Administração pelo Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé - UNIFEG.

Cursando MBA em Auditoria e Controles Internos - UNIFEG
Cursando Especialização em Gestão Pública - IFSULDEMINAS
Cursando Especialização em Docência para Educação Profissional -SENAC/MG

Instrutor de cursos sobre Administração e Contabilidade.



 
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