Cansei de ler a matéria política nos jornais e nos sites. Quase sempre fico indignado. O quê? Você também? Pois é, Brasil, muitos de nós estão com o mesmo sentimento de insatisfação. Mais aí, vem alguém e lhe fala daquele pensamento que, há poucos anos, parece termos alcançado: os políticos são o reflexo da população. O brasileiro é assim, sempre querendo trapacear, aproveitar vantagens públicas em benefício próprio ou de amigos e amigas, parentes. Isso pode ser verdade; porém, não deve servir de justificativa para cruzarmos os braços e assistirmos, na 1ª fila, ao jogo político que resulta no desperdício e aproveitamento indevido do dinheiro do povo, das pessoas, dos pseudo-cidadãos. Eu afirmo falsos cidadãos porque, segundo Marcos Silvio de Santana, ser cidadão é: “…ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum…” Paremos de reclamar entre nós mesmos da atual situação política. A condição a que estamos expostos hoje é consequência da nossa ignorância quanto ao tema. Brasil, o dinheiro que paga o salário dos políticos é nosso, mas nós precisamos cobrá-los para que eles apresentem resultados. Meu irmão afirmou: “as pessoas só se preocupam com o que lhes é cobrado”. Nós precisamos nos mobilizar para que nossos representantes prestem contas de suas atividades. Poxa vida, nós lotamos os estádios de futebol, damos relevância extrema a temas exibidos nos meios de comunicação que não, necessariamente, são importantes para o bem comum. Milhares de lares brasileiros estão ligados na Globo assistindo à eliminação do Big Brother. E a política? Ninguém quer saber. Se continuar assim temos, mesmo, que permanecer sendo eleitores de aproveitadores. É imperativo que reclamemos contra as pessoas certas, aqueles que assumem o poder. Está em nossas mãos mudar o que é dinâmico. Portanto, sim, nós podemos. Há como mudar o cenário político brasileiro; contudo, é preciso dar-lhe mais atenção. Uma planta não cresce se não for bem tratada e um filho não se torna uma boa pessoa se não for bem educada. Para que algo funcione, é preciso tomar conta. Claro, nós não temos consciência de cidadãos, porque não fomos educados para tal. Mas isso é outra questão que é vital, é necessário começar a tratar da cidadania desde a educação infantil, para que as próximas gerações sejam preenchidas por cidadãos. Porém, para que isso aconteça, precisamos cobrar, fiscalizar hoje as ações dos políticos, tornarmos reais cidadãos, aqueles com direitos e deveres. Isso é cultura, precisamos difundi-la!