25 de outubro de 2008, às 20h43min
Administração, ciência ? (III)
Quando se fala em Ciência ou Técnica o termo acreditar não tem serventia , é preciso saber.
Para se reconhecer ou ser reconhecido como situação ótima , é preciso aprender primeiro o que é correto , os parâmetros aceitáveis como corretos dados pela história econômica e administrativa das sociedades. Por exemplo, sei que existe uma crise financeira mundial porque princípios elementares de Administração , Contabilidade e de Regualação Pública foram negligenciados por um misto de ignorância técnica , arrogância , negligência política e ganância desmedida ; transformando-se em crise econômica e política. Executivos-deuses estão , agora , entregando seus cargos pelas apostas erradas (a chamada crise imobiliária) , equivocadas pela não-observância de séculos de evolução econômica e administrativa , tentaram criar uma economia de banco imobiliário, o resultado não poderia ser outro que não o desastre. Infelizmente, parte da sociedade mais pobre dos EUA (e do mundo) vai financiar os resultados gerados por esses executivos-deuses.
As bobagens que profissionais sem qualificação costumam dizer não devem ser motivo de preocupação para os administradores profissionais , mas , para eles mesmos. Isso se explica pelo fato da economia brasileira (não somente ela) ainda tolerar ineficiências no seu conjunto , existe muito espaço para esses profissionais (e empresários) , pelo fato de que passamos muito tempo fechados ao mundo e não me refiro somente à economia , mas às mentes também. Ou seja , precisamos ter em conta que nem governos nem empresas se mantêm eficientes indefinidamente , mesmo nos países desenvolvidos , processo que acaba por comportar profissionais despreparados principalmente se considerarmos as carências sociais e econômicas do Brasil , um país onde tudo está por ser feito , ainda.
Quanto mais determinado ramo de atividade se desenvolve à luz de uma economia moderna , mais se exigirá do profissional. Também , é preciso considerar as relações de parentesco , amizade e política (e as conseqüências) quanto aos cargos de gerência ou administração geral nas empresas familiares que compõem a maior parte da economia brasileira.
Em suma , não existe trabalho bem feito e de longa duração que não se fundamente na criação de equipes engajadas com os fins estabelecidos pela organização e com a sinergia necessária para tal.
"Há mais ferramentas do que operários, e entre estes, há mais maus que excelentes: que pensar de quem queira serrar com uma plaina e tome o serrote para aplainar ? Não há no mundo trabalho mais penoso que o de fazer nome ilustre : a vida acaba quando apenas se esboçou a obra."
(La Bruyére)
A tragédia (ou comédia) é que no Brasil a ignorância deixou de ser pontual e passou a ser meio e modo de vida para muitas pessoas. A involução do pensamento e atitudes não ocorre apenas quando deixa de existir evolução , para só depois dominar todos os cenários , não , ela existe e disputa na mesma linha temporal.
O que se costuma encontrar nas empresas brasileiras é uma demonstração de autoritarismo (que alguns denominam de liderança) com base nas prerrogativas dos cargos ocupados, liderança imposta pelo organograma, o peso do cargo.
Autoritarismo travestido de liderança em defesa da incompetência e da ignorância comuns em todo o território nacional. Temos muitos imperadores e poucos profissionais na acepção da palavra.
Devemos trabalhar e estudar para mudar esse quadro nada favorável ao desenvolvimento do Brasil.
Para se reconhecer ou ser reconhecido como situação ótima , é preciso aprender primeiro o que é correto , os parâmetros aceitáveis como corretos dados pela história econômica e administrativa das sociedades. Por exemplo, sei que existe uma crise financeira mundial porque princípios elementares de Administração , Contabilidade e de Regualação Pública foram negligenciados por um misto de ignorância técnica , arrogância , negligência política e ganância desmedida ; transformando-se em crise econômica e política. Executivos-deuses estão , agora , entregando seus cargos pelas apostas erradas (a chamada crise imobiliária) , equivocadas pela não-observância de séculos de evolução econômica e administrativa , tentaram criar uma economia de banco imobiliário, o resultado não poderia ser outro que não o desastre. Infelizmente, parte da sociedade mais pobre dos EUA (e do mundo) vai financiar os resultados gerados por esses executivos-deuses.
As bobagens que profissionais sem qualificação costumam dizer não devem ser motivo de preocupação para os administradores profissionais , mas , para eles mesmos. Isso se explica pelo fato da economia brasileira (não somente ela) ainda tolerar ineficiências no seu conjunto , existe muito espaço para esses profissionais (e empresários) , pelo fato de que passamos muito tempo fechados ao mundo e não me refiro somente à economia , mas às mentes também. Ou seja , precisamos ter em conta que nem governos nem empresas se mantêm eficientes indefinidamente , mesmo nos países desenvolvidos , processo que acaba por comportar profissionais despreparados principalmente se considerarmos as carências sociais e econômicas do Brasil , um país onde tudo está por ser feito , ainda.
Quanto mais determinado ramo de atividade se desenvolve à luz de uma economia moderna , mais se exigirá do profissional. Também , é preciso considerar as relações de parentesco , amizade e política (e as conseqüências) quanto aos cargos de gerência ou administração geral nas empresas familiares que compõem a maior parte da economia brasileira.
Em suma , não existe trabalho bem feito e de longa duração que não se fundamente na criação de equipes engajadas com os fins estabelecidos pela organização e com a sinergia necessária para tal.
"Há mais ferramentas do que operários, e entre estes, há mais maus que excelentes: que pensar de quem queira serrar com uma plaina e tome o serrote para aplainar ? Não há no mundo trabalho mais penoso que o de fazer nome ilustre : a vida acaba quando apenas se esboçou a obra."
(La Bruyére)
A tragédia (ou comédia) é que no Brasil a ignorância deixou de ser pontual e passou a ser meio e modo de vida para muitas pessoas. A involução do pensamento e atitudes não ocorre apenas quando deixa de existir evolução , para só depois dominar todos os cenários , não , ela existe e disputa na mesma linha temporal.
O que se costuma encontrar nas empresas brasileiras é uma demonstração de autoritarismo (que alguns denominam de liderança) com base nas prerrogativas dos cargos ocupados, liderança imposta pelo organograma, o peso do cargo.
Autoritarismo travestido de liderança em defesa da incompetência e da ignorância comuns em todo o território nacional. Temos muitos imperadores e poucos profissionais na acepção da palavra.
Devemos trabalhar e estudar para mudar esse quadro nada favorável ao desenvolvimento do Brasil.
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As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
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Autor
Carlos Cesar D'Arienzo
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cesar-darienzo@uol.com.br
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Áreas de interesse : Análise econômica conjuntural e estrutural de cenários..
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