20 de abril de 2008, às 21h24min

Afinal, o que é Ansiedade ?

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      O termo ansiedade provém do grego Anshein que significa oprimir/sufocar, sendo a angústia termo correlato a qual exprime a experiência subjetiva estando ambas sempre associadas a manifestações de sintomas corporais. A ansiedade existe desde os primórdios da humanidade acompanhando a maior parte das pessoas no processo existencial surgindo como embate de algum sofrimento físico e mental ou em situações que exijam mudanças da vida cotidiana. A ansiedade é provocada sempre que houver um aumento inesperado e/ou previsto de tensão ou desprazer, desenvolvendo-se em qualquer situação, seja real ou imaginária, quando a ameaça parece imensa para ser ignorada, dominada ou canalizada.
      No ser humano os estímulos que desencadeiam a ansiedade costumam ter duas origens, classificadas em externas e internas. Os estímulos internos são oriundos dos conflitos intrapsíquicos ou interpessoais e os estímulos externos, por sua vez, representam as ameaças concretas do cotidiano de cada um. A capacidade de vivenciar e conhecer o mundo proporciona uma percepção pessoal da realidade; essa percepção da realidade peculiar em cada indivíduo, é chamada de procepção. Conclui-se que a realidade será sempre representada intimamente e de acordo com a personalidade de cada um e permeia toda a maneira do ser humano ver e sentir o mundo, relacionando-se não só com a concepção percebida do externo como do subjetivo e, também dos conceitos que traz dentro si, incluindo a sua auto-imagem ou auto-estima que dependendo do nível poderá gerar estímulos agressivos que provocam a ansiedade. Na ansiedade crônica as ameaças internas são constantes e emocionais por inúmeras vezes incompatíveis com as possibilidades reais de dano àquele indivíduo naquele momento, passando a alcançar níveis patológicos decorrente de uma afetividade comprometida, da insegurança e do pessimismo, ocasionando sensação de ameaça permanente que culminará no esgotamento.
      Dejours (1992, p.78) define a ansiedade como a seqüela psíquica ao risco que a nocividade das condições de trabalho impõe ao corpo. Os laços criados pela organização do trabalho, tanto com as chefias como com os demais trabalhadores são consideradas relações de trabalho, variando de níveis agradáveis até altamente insuportáveis provocadas pelo ritmo imposto pelas relações hierárquicas, sendo fonte de ansiedade e estresse. Observa-se nas organizações técnicas específicas de comando, principalmente as técnicas de discriminação onde as chefias durante a divisão de trabalho utilizam repreensão e favoritismos. A avaliação dos chefes nesse caso é relativa onde só poucos conseguem fazer hora extra ou se ausentar sem justificativa, externando atitudes de benevolência e paternalismo, enquanto outros são extremamente cobrados. As relações de trabalho acabam sendo prejudicadas por oscilações políticas e jogos de poder, utilizando de hostilidade e perversidade para conduzir a equipe de trabalho gerando frustração, revolta e agressividade reativa do trabalhador que não consegue visualizar uma saída, passando rapidamente do estresse ao esgotamento. Os conflitos de poder em sentido vertical dão lugar ao plano horizontal, sendo a rivalidade e a discriminação consideradas pelas chefias como grande poder de supervisão, cujas informações são obtidas de funcionários muitas vezes mal-intencionados, vindo a constituir um sistema de relações de trabalho extremamente patológicas fazendo com que a suspeita e espionagem seja o principal objetivo do trabalhador, tornando-se difícil evitar a conivência pelo clima gerado, até mesmo os mais inexperientes participam dessa rede como forma de autodefesa. Todo esse ciclo vicioso gera desorganização dos investimentos afetivos na organização do trabalho, causando alto nível de ansiedade e conseqüente degradação do funcionamento mental do trabalhador, colocando em risco o equilíbrio psíquico do indivíduo; como não é politicamente adequado descarregar a agressividade no ambiente interno da organização, muitos resolvem fazê-lo no ambiente externo durante as relações familiares; outros se utilizam de álcool e drogas para atenuar as tensões internas causadas pela ansiedade ou ainda, consomem medicamentos para melhor controle da agressividade. 


Maria Lúcia Lacanna
http:// marialucialacannablogspot.com

 

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Autor

1.Graduação
Terapia Ocupacional pela U.S.P.


 >Atua como Terapeuta Ocupacional em Psiquiatria foco Transtorno Mental e Dependência Química
>Experiência de trabalho em Hospital Integral do SUS, CAPS II ,Comunidade Terapêutica AD e Ambulatório de Saúde Mental
>Experiência em Oficinas Terapêuticas em Hospital Psiquiátrico e CAPS II
>Atuou como Terapeuta Ocupacional no Programa de Cultivo de Plantas Medicinais voltado ao tratamento do portador de transtorno mental crônico
>Atuou como Terapeuta Ocupacional: Geriatria, Neuro-Ortopedia , Neurologia Adulto/Infantil , Deficiência Visual

2.Especialização
MBA-Administração Hospitalar com complementação em Magistério Superior


 >Coordenação do Serviço de Atendimento ao Usuário e Familiares de Álcool e Drogas em Ambulatório de Saúde Mental
>Exerceu cargo de Diretora Administrativa de Hospital Psiquiátrico Integral Estadual
>Pesquisadora na área de Administração Hospitalar com ênfase em Saúde Mental na Gestão de  Recursos Humanos. Pesquisa dos Fatores de Risco que Interferem na Qualidade de Vida dos Profissionais de Enfermagem e suas Estratégias Defensivas

3.Magistério

>Coordenadora e professora de Cursos de Extensão e Capacitação presenciais na área da Saúde
>Atuou como docente no ensino superior nas disciplinas Clínica Médica e Deficiência Visual na Faculdade de Terapia Ocupacional e Supervisora de estágios no ensino superior nas disciplinas Psiquiatria - Geriatria/Gerontologia da Universidade Metodista

4. Consultoria e Projetos

Agente Sócio-Ambiental -UFPR

Consultora em Feng-Shui


>Consultoria e implantação de Projetos em Serviços de Saúde e Programas de Prevenção às Drogas nas Empresas 

>Coordenação do Programa de Cultivo de Plantas Medicinais  voltado ao tratamento do portador de transtorno mental crônico.
>Implantação e Coordenação de Programas nas Oficinas Terapêuticas em Hospitais e Clínicas >Implantação e gerenciamento hospitalar de Resíduos Sólidos e Orgânicos
>Consultoria na arte-milenar do Feng-Shui aplicada ao indivíduo e empresas

5.Voluntariado
> Implantação do Programa Ação Voluntária em Hospital Psiquiátrico
>Ações de Prevenção às Drogas na SEJÚ-CEAD/PR e no IPAD/PR

6. Outras Atividades
>Organização de eventos institucionais e na comunidade
>Artigos em jornais e internet

>Autora de Livros

 www.marialucialacanna.blogspot.com

 lucialacanna@terra.com.br

 
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