25 de janeiro de 2012, às 13h06min

Akio Morita - lições de inovação do "cara" da Sony

Através do seu espírito empreendedor, Akio Morita conseguiu ser um dos homens de negócios mais influentes do século 20

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Era a década de 1970. O japonês Akio Morita notava a paixão de seus filhos e amigos em ouvir música de manhã até a noite. Ele percebeu que a maioria das pessoas adorava escutar canções em seus carros e levar grandes aparelhos de som para as praias e parques. Foi dessa percepção que Morita teve uma grande sacada e pensou em um produto que possuísse som estéreo de alta qualidade, fosse facilmente transportável e permitisse ao usuário ouvir música enquanto fizesse outra coisa.


O departamento de engenharia da empresa que Morita dirigia era contra o conceito de um toca-fitas, sem uma função de gravação. Diziam que não iria vender. Porém, Morita declarou que, se 30 mil dessas máquinas não fossem vendidas, ele iria renunciar ao cargo de presidente. Em 1978, o produto foi lançado e em 2000, alcançou a marca de 200 milhões vendidos. Ah, a máquina que Akio Morita imaginou era o Walkman e a empresa que ele ajudou a fundar foi a Sony Corporation.

AkioMorita
A força de negócio de Akio Morita estava em sua capacidade de estudar ambas as culturas, a ocidental e a oriental, e combinar as melhores partes de cada uma.  foto: Divulgação


O início da empresa está ligado diretamente ao fim da 2ª guerra mundial. O Japão estava em um estado de turbulência e a maioria das fábricas foi destruída pelos bombardeios. Akio Morita, um apaixonado por tecnologia e que havia se tornado tenente da Marinha, reuniu-se ao engenheiro Masaru Ibuka e os dois fundaram a Tokyo Telecommunications Engineering Corporation, a precursora da Sony. Ao longo dessa parceria, Ibuka dedicou suas energias à pesquisa tecnológica e desenvolvimento de produtos, enquanto Morita foi fundamental nas áreas de marketing, globalização, finanças e recursos humanos.

Muitos dos produtos que foram lançados ao longo da história da Sony podem ser creditados à criatividade de Morita e aos seus conceitos inovadores. Suas ideias deram origem a estilos de vida totalmente novos e foram responsáveis pelo crescimento espantoso da indústria eletrônica japonesa no século 20. A Sony abriu caminho para as empresas japonesas levantarem capital estrangeiro, quando a prática comum era pedir emprestado aos bancos.

Em 1949, a empresa desenvolveu a fita de gravação magnética e, em 1950, vendeu o primeiro gravador no Japão. Em 1957, produziu um rádio de bolso e, três anos depois, o primeiro transistor de televisão do mundo. No ano de 1961 a Sony se tornou a primeira empresa japonesa a vender suas ações na Bolsa de Nova York. O sucesso continuou com o lançamento do Betamax, primeiro gravador de vídeo em casa, além do Walkman, Discman e da compra da Columbia Pictures.

Walkman
Mais de 200 milhões de produtos foram vendidos desde sua criação em 1978. Foto: Divulgação


Empenhado em criar produtos de qualidade, Akio estava determinado a mudar a percepção do mundo, que via o Japão como um país capaz de fabricar apenas guarda-chuvas de papel, kimonos e brinquedos baratos. Além disso, também passou boa parte de sua vida buscando melhorar as relações comerciais entre o Japão e o resto do mundo. Ele foi presidente do Grupo relações Japão-EUA Económica e através da publicação de obras como Made in Japan se tornou um dos mais conhecidos japoneses no mundo.

Morita, além de um workaholic, era também um playaholic. Ao longo da vida, praticou windsurf, mergulho e começou a esquiar. Em 25 de novembro de 1994, deixou o cargo de presidente da Sony, depois de sofrer uma hemorragia cerebral enquanto jogava tênis. Em 3 de outubro de 1999, faleceu após pegar uma forte pneumonia.

| Esse artigo foi publicado na Revista Administradores.

 

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Autor

Editor da Revista Administradores 

 

É redator do portal Administradores.com.br e colunista de cinema pelo portal www.maisacao.net

 

Faz especialização em Jornalismo Digital pela Faculdade Internacional de Curitiba.

 

Formado em Comunicação Social com bacharelado em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

 

- Diretor do documentário "A retomada" com a trajetória do Cinema Brasileiro a partir da década de 90 até hoje.

 

- Co-diretor do documentário-poético “7:23”, sobre o cotidiano dos passageiros de trens urbanos

 

Contato: fabio@administradores.com.br

 
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