26 de julho de 2010, às 12h59min

Alta Disponibilidade: sua empresa vai alçar vôo

Sistemas nunca podem parar. Por isso, Ricardo Villas Boas, diretor de projetos especiais da B2Br, fala sobre alta disponibilidade. Como as empresas podem fazer proveito desse recurso para manter sua TI funcionando.

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* Por Ricardo Villas Boas

Muito se fala sobre a necessidade de chegar aos mais altos níveis de disponibilidade dos sistemas. Hoje não é, nem mesmo considerável que um internet banking fique fora do ar durante a madrugada para manutenção do sistema e é totalmente impensável que ele apresente uma falha ,por segundos que seja, durante o horário comercial.


Ao contrário do que muitos acreditam, entretanto, alta disponibilidade não significa obrigatoriamente buscar 0% de tempo de parada. Claro que certas atividades demandam tamanha exigência. Porém, o que determina realmente a disponibilidade a ser buscada pela empresa é o casamento de três fatores: a importância do serviço oferecido, a necessidade do negócio e o recurso financeiro que a mesma está disposta a gastar.


Essa relação determinará o tamanho e a intensidade das ações de alta disponibilidade. Por exemplo, é a conjunção desses fatores que determinará se a empresa adotará um simples no break para que seja possível o desligamento do sistema antes da queda de energia ou implementará sistemas sofisticados com geração própria de energia. Ou seja, quanto mais os usuários necessitam, utilizam e confiam no seu negócio que está suportado por soluções de TI, mais resistente a falhas e seguras essas soluções precisam ser.


Segundo dados do Gartner e também do IDC, as tecnologias apontadas como as que mais tendem a crescer dentro desse aspecto são: redundância, consolidação, virtualização, backups gerenciados e automatizados, aplicativos de segurança, aplicações em camadas em ambiente WEB e utilização de data centers.


Alta disponibilidade não corresponde somente a uma tecnologia específica e sim a um conjunto de fatores que influencia seu nivel. A tecnologia (hardware e software), os processos (gerenciamento) e as pessoas (serviços). Esse tripé deve estar adequado e preparado às necessidades de negócio. É preciso não esquecer das políticas e processos que promovem o gerenciamento da continuidade dos serviços e minimizam o tempo de parada e de recuperação das soluções de TI que suportam a operação.


O elo mais fraco do tripé são as pessoas. Quanto mais automatizado for o seu sistema, com hardwares redundantes e softwares mais robustos, maior será sua disponibilidade. Mas precisamos deixar claro que de alguma forma esse sistema será controlado por pessoas. Nesse caso, o fator humano deve seguir processos e procedimentos definidos para a alta disponibilidade, assim como estar totalmente preparado para o trabalho que irá realizar.


* Ricardo Villas Boas é diretor de projetos especiais da B2Br – integradora do Grupo TBA.

 

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