20 de novembro de 2008, às 16h55min

Análise do documento denominado “NOSSO CREDO” da organização multinacional Johnson e Johnson.

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Apresento um estudo do caso concreto de uma organização, a multinacional Johnson e Johnson, mediante a análise do documento denominado “NOSSO CREDO”, que traz os princípios dessa organização. Busco estabelecer relação das teorias (abordagens das escolas da administração) da disciplina de Estudos Organizacionais I (1º semestre - Universidade Católica de Brasília-UCBV), com o conteúdo do documento.

CONTEÚDO DO DOCUMENTO (ASSOCIAÇÕES E JUSTIFICATIVAS)
Abaixo, trechos retirados da carta “NOSSO CREDO” da Johnson e Johnson que julgo estar associados com escolas, abordagens ou teoria estudadas através da disciplina de  Estudos Organizacionais I, e devidas justificativas desta associação:
Nos dois primeiros parágrafos (início do texto) temos um enfoque das abordagens mais recentes pela gestão da qualidade com ênfase na melhoria da qualidade do produto e, sobre tudo, no aumento da satisfação do consumidor:
"Cremos que nossa primeira responsabilidade é para com os médicos, enfermeiras e pacientes, para com as mães, pais e todos os demais que usam nossos produtos e serviços. Para atender suas necessidades, tudo o que fazemos deve ser de alta qualidade. Devemos constantemente nos esforçar para reduzir nossos custos, a fim de manter preços razoáveis. Os pedidos de nossos clientes devem ser pronta e corretamente atendidos. Nossos fornecedores e distribuidores devem ter a oportunidade de auferir um lucro justo".
Continuando minha análise, verifico que o segundo parágrafo complementa o primeiro para uma abordagem sistêmica abrangendo as relações humanas de que as pessoas têm suas necessidades de aceitação, status e reconhecimento. Também está relacionado com a abordagem comportamental, pois nesta visão de mundo o papel do administrador também se modifica, para ser eficaz ele deve oferecer além de remuneração e tratamento justo; deve procurar fazer com que os funcionários se sintam membros da organização e importantes como tal:
"Somos responsáveis para com nossos empregados, homens e mulheres, que conosco trabalham em todo o mundo. Cada um deve ser considerado em sua individualidade. Devemos respeitar sua dignidade e reconhecer seus méritos. Eles devem sentir-se seguros em seus empregos. A remuneração deve ser justa e adequada e o ambiente de trabalho limpo, e ordenado. Devemos ter em mente maneiras de ajudar nossos empregados a atender às suas responsabilidades familiares. Os empregados devem sentir-se livres para fazer sugestões e reclamações. Deve haver igual oportunidade de emprego, desenvolvimento e progresso para os qualificados"
.
É importante observar a presença de algumas citações à abordagem clássica inserida tanto no primeiro parágrafo quanto no segundo, por exemplo, no primeiro parágrafo temos: “Devemos constantemente nos esforçar para reduzir nossos custos”. Temos uma associação com a abordagem Clássica (é um dos objetivos da Teoria da Administração de Frederick W. Taylor).
No segundo parágrafo temos: “A remuneração deve ser justa e adequada e o ambiente de trabalho limpo, e ordenado”. Este trecho está associado a um dos princípios gerais da administração da teoria clássica de Henry Fayol para balizar procedimentos considerados corretos e capazes de garantir eficiência e eficácia da administração.
No quarto parágrafo temos um complemento do primeiro e segundo, favorecendo uma visão global sistêmica recente, expressada muito bem por uma Política de Qualidade, Meio Ambiente, Segurança, Saúde Ocupacional e Responsabilidade Social:
"Somos responsáveis perante as comunidades nas quais vivemos e trabalhamos, bem como perante a comunidade mundial. Devemos ser bons cidadãos – apoiar boas obras sociais e de caridade e arcar com a nossa justa parcela de impostos. Devemos encorajar do desenvolvimento do civismo e a melhoria da saúde e da educação. Devemos manter em boa ordem as propriedades que temos o privilégio de usar, protegendo o meio ambiente e os recursos naturais".

Elaborado em 1943, o Nosso Credo possuía uma visão de futuro, contemplando aspectos que não estavam correlacionados às abordagens e as escolas da época.
Os aspectos que não estavam correlacionados às abordagens da época estão contidos praticamente em todo o texto, trata-se de uma visão bem presente aos dias atuais, a começar pelo primeiro parágrafo onde a organização assume responsabilidade com seus empregados, considerando sua individualidade, respeito à dignidade, e reconhecimento de méritos de cada um. Expressa também cooperação com seus empregados e seus familiares, incentivando a liberdade e uma maior participação através de sugestões e reclamações.
O exposto no quarto parágrafo considero que ainda seja uma visão de futuro, pois não está completamente assimilado por muitas organizações, trata-se responsabilidade perante as comunidades nas quais vivemos e trabalhamos, bem como perante a comunidade mundial. “Devemos ser bons cidadãos – apoiar boas obras sociais e de caridade e arcar com a nossa justa parcela de impostos. Devemos encorajar do desenvolvimento do civismo e a melhoria da saúde e da educação. Devemos manter em boa ordem as propriedades que temos o privilégio de usar, protegendo o meio ambiente e os recursos naturais”.

VISÃO DE FUTURO - Atualização:
Essa costuma ser uma premissa básica do bom administrador. Neste sentido fiz algumas atualizações do credo da Johnson e Johnson, que implique numa visão de futuro. Reescrevi o documento em questão, incorporando alguns princípios dos paradigmas atuais das organizações.

NOSSO CREDO
Cemos que nossa primeira responsabilidade é para com o bem estar, higiene e saúde, com o alto grau de satisfação de todos os usuários / cliente que usam nossos produtos e serviços. Para atender suas necessidades, tudo o que fazemos deve ser de alta qualidade. Devemos constantemente nos esforçar para reduzir nossos custos, a fim de manter preços razoáveis. Os pedidos de nossos clientes devem ser pronta e corretamente atendidos. Nossos fornecedores e distribuidores devem ter a oportunidade de auferir um lucro justo sendo socialmente responsáveis e solidários com os interesses da comunidade mundial agindo com ética e responsabilidade social.
Somos responsáveis para com nossos empregados, devemos mantê-los integrados e comprometidos como parte integrante do todo, homens e mulheres, que conosco trabalham em todo o mundo. Devemos respeitar sua dignidade e reconhecer seus méritos. Eles devem sentir-se seguros em seus empregos. A remuneração deve ser justa e adequada e o ambiente de trabalho limpo, e ordenado. Devemos ter em mente maneiras de ajudar nossos empregados a atender às suas responsabilidades familiares. Os empregados devem sentir-se livres para fazer sugestões e reclamações. Deve haver igual oportunidade de emprego, desenvolvimento e progresso para os qualificados.
Devemos ter uma administração competente, e nossas ações devem ser justas com ética e responsabilidade social.
Devemos fazer tudo pelo social. Somos responsáveis perante as comunidades nas quais vivemos e trabalhamos, bem como perante a comunidade mundial. Devemos ser bons cidadãos – apoiar boas obras sociais e de caridade e arcar com a nossa justa parcela de impostos. Devemos encorajar do desenvolvimento do civismo e a melhoria da saúde e da educação. Devemos manter em boa ordem as propriedades que temos o privilégio de usar, protegendo o meio ambiente e os recursos naturais.
Somos uma empresa por excelência, nossa responsabilidade é para com a hegemonia do interesse social, benefício dos clientes, funcionários e fornecedores. Os negócios devem proporcionar lucros adequados. Devemos experimentar novas idéias. Pesquisas devem ser levadas avante, programas inovadores desenvolvidos e os erros reparados.
Novas tecnologias de ponta devem ser adquiridas, novos produtos lançados. Reservas devem ser criadas para enfrentar tempos adversos. Ao operarmos de acordo com esses princípios, os acionistas devem receber justa recompensa.
 

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Autor
Administrador de empresas formado junto à Universidade Católica de Brasília-UCB. Como profissional, desenvolvi atividades por mais de vinte anos em empresa privada de grande porte, atuando nos departamentos de materiais, compras, patrimônio, recursos humanos, financeiro, departamento tributário, fiscal e gestão de contratos.
Atualmente reside em Manaus, empresário no ramo do varejo,  presta serviços de assessoria e consultoria administrativa e financeira para micro e pequenas empresas no seguimento de prestação de serviços e comércio varejista.
- Controle Gerencial
- Estratégia;
- Finanças;
- Gestão de Operações;.
- Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho
 
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