O preço da mensalidade sempre é uma das principais dúvidas, mas como chegar a um preço ideal sem perder competitividade? A resposta é sem contra-argumentos, jamais use apenas o índice médio de reajuste divulgado pela imprensa ou órgãos do setor, é impossível dizer se este índice, que girou entre 7% e 15% dependendo da região do Estado de São Paulo, irá atender sua estrutura de custos, ou evitar prejuízo diante sua concorrência. Obviamente que o preço não significa qualidade, mas onde quero chegar é em outra “ferida”, a do desequilibro financeiro acumulado ao longo de anos. Se uma escola teve durante os últimos cinco anos reajuste de 10% sem nenhuma análise crítica, e sua necessidade real era de 12%, ela terá uma defasagem no preço. Escolas não podem mudar sua realidade de mensalidades (anualidade) ao longo do ano, muito menos ter um reajuste demasiadamente alto, por motivos comerciais, a única saída é assumir o prejuízo e reorganizar em longo prazo suas operações administrativas. Se o dinheiro não sobra, como encontrar a fonte? É preciso entender os indicadores do mercado educacional, aqui também vale a regra da individualidade de dados, você pode usar estatísticas, mas uma analise específica é fundamental. Não podemos comparar os custos de uma escola regular com uma de educação bilíngue, são públicos alvo, regiões e profissionais diferentes. Temos uma pequena tabela de gastos/faturamento que pode lhe ajudar a olhar para suas despesas de outra forma: Folha de pagamento de 40% a 55% do faturamento. Se seu custo com mão de obra ultrapassar essa faixa a lucratividade da escola poderá estar comprometida. Tendo em vista que ainda existem: SUPERSIMPLES (maior parte das escolas) – de 6% a 17,42%, o índice pode variar de acordo com o faturamento.Despesas gerais, como aluguel, água, luz, telefone, marketing – de 15% a 25% Lembre-se, isto é apenas um exemplo, jamais tente adequar sua escola a dados como o acima para tentar ter um guia, é preciso analisar e verificar onde está o problema. Em uma consultoria financeira realizada pela B.W. , por exemplo, constatou-se que o prejuízo estava concentrado em grande parte no aluguel da escola, pois ele representava 18% do faturamento, isso era resultado da capacidade ociosa, ou seja, ainda suportava o triplo de nº de alunos. Mas a mantenedora repassava isto à anualidade atual, o que a tornava cara e pouco ou menos competitiva. Não podemos repassar custos próprios para os atuais alunos. Levando em consideração toda estrutura de custos, região, investimentos, capacidade do prédio, segmento atuante e outros indicadores, você poderá chegar a uma conclusão óbvia sobre sua saúde empresarial, e assim ter maior chance de sucesso!