O que distingue os empreendedores revolucionários dos empresários e dos executivos não são traços de personalidade. É a forma de estar no mundo e de pensar, diz Hal Gregersen do INSEAD, que estudou durante seis anos casos de carne e osso.
Para pensar diferente é preciso, primeiro, agir diferente – não o contrário, que habitualmente ouvimos repetir a alguns gurus de management. “Não se pensa diferente a partir do nada”, sublinha-nos Hal B. Gregersen, um professor norte-americano de liderança que dá aulas no campus do INSEAD, uma escola francesa de negócios, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
O agir diferente parece ser uma das características distintivas dos empreendedores que mudaram a economia, “que provocaram disrupções”, refere Gregersen, numa entrevista que concedeu á janelanaweb.com. Gregersen acabou, recentemente um estudo de seis anos sobre os inovadores, em conjunto com outros dois professores norte-americanos, Jeffrey Dyer, da Brigham Young University do Utah, e Clayton Christensen, da Harvard Business School em Boston, um reputado especialista nesta área.
Os três académicos estudaram em profundidade 25 casos de inovação das décadas mais recentes que não suscitam grande polémica – como, por exemplo, os americanos Steve Jobs (que saiu e reentrou na empresa que fundou, um caso surpreendente, diz o nosso interlocutor), da Apple, Jeff Bezos da Amazon, Michael Dell da Dell, Herb Kelleher da Southest Airlines, Pierre Omidyar da eBay, a que juntaram o canadiano Mike Lazaridis criador do Blackbarry, o europeu Niklas Zennstrom co-fundador do Skype e o indiano Ratan Tata, do Grupo Tata, ainda, recentemente em foco pelo lançamento do ‘Nano’, o carro low cost. Gente com quem falaram, inquirindo os detalhes da forma de agirem e de pensarem para sobre eles poderem traçar um perfil comum. Validaram-no depois em 4000 inquéritos junto de executivos e empreendedores de todo o mundo.
Descubra as seis manias que você pode "emitar".