09 de fevereiro de 2010, às 00h15min

Assistencialismo relacionado a política e a finanças públicas

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Todo o tema ao qual se esteja relacionada à palavra ‘‘público’’, será cercado por polêmica. E não é diferente quando se trata das finanças dos órgãos governamentais.
Deve-se relacionar o fato da aplicação dos recursos obtidos por tributos pagos pelos contribuintes, as políticas públicas voltadas para o desenvolvimento e conseqüentemente para o bem estar social.
O ex- presidente do banco central Gustavo Franco matou a charada de o porquê o assistencialismo cresce no país, mas traz drásticas conseqüências ao sistema financeiro público.
Todos querem mais investimentos sociais, mas ninguém quer pagar mais impostos.
(Gustavo Franco, ex- presidente do Banco Central)
Um defensor ferrenho do assistencialismo, o presidente Lula, tem seu governo focado na prestação desse tipo de benefício, o que para muitos soa como de políticas de fins eleitoreiros. Certo disso ou não, o que vemos é a aprovação do Governo Lula disparar, mais ou igual aos gastos públicos do Governo, ao qual se deve o motivo de que para se fazer investimentos sociais, deve-se gastar uma boa parcela dos recursos arrecadados.

O assistencialismo como opção dificulta corte de despesas. Há uma opção no Brasil por criar uma ampla base de programas sociais. A idéia de cortes não encontra guarida partidária no país.
(Carlos Kawall, então secretário do Tesouro Nacional, Gazeta Mercantil, 6 de dezembro de 2006)
O fato ou não de ser uma política de fundo eleitoreiro não inibe sua importância e nem mesmo a preocupação de quem gosta do tema sobre finanças públicas. O primeiro ponto é que foi uma tacada de mestre, digna a grandes personagens da vida pública, usar uma política assistencialista à um Governo de um partido que provém de suas origens de uma classe que tem menos acesso as oportunidades para se ter uma vida qualificada. Em hipótese alguma deve-se tirar o mérito de tal política, tendo em vista que nosso país vive uma discrepância social enorme e nesse mérito da questão essa política social cai como uma luva, tendo em vista que resgata e da o direito a dignidade à uma parcela da população tão sofrida. Mas o ponto que deveria chamar atenção olhando do ponto de vista da Gestão fiscal, e de que uma hora devido a um aumento substancial nos gastos públicos de certa forma desenfreada, a mina pode secar e os mesmo que dão sustento a políticas assistencialistas, não o poderão mais fazer.
Não adianta somente aumentar a arrecadação, dar maior autonomia de decisão as menores esferas, deve-se aplicar os recursos de forma seria e que visem o desenvolvimento das regiões inseridas no Estado. Ao invés de ficar só dando assistência, será que não seria o momento de se investir em infra-estrutura, em profissionalização? Será que tais investimentos não trariam um desenvolvimento para o país, o que em contrapartida abriria novos mercados, e que é ajudado hoje teria condições de se sustentar?
Nunca se pode defender a idéia de dar as costas aos mais necessitados, mas também não podemos viver só de assistencialismos. Para corroborar essa afirmação, agarre-se ao fato da Previdência Social, que há anos tem um déficit crescente.
No âmbito das finanças públicas, os recursos excedentes devem-se ser aplicados em prol de políticas públicas que visem o desenvolvimento do país, o que conseqüentemente, irá dar a chance de uma melhora substancial na vida dos brasileiros.
Por fim, vale ressaltar a autonomia dos municípios, em questão de sua arrecadação própria, que lhes dá o suporte necessário a tomada de certas decisões que são de sua inteira responsabilidade. Ainda, deve-se reforçar que os mesmos não são inteiramente independentes, mas com o movimento de municipalização instituído pela reforma tributária na Constituição de 1988, foi dado um grande avanço no que tange a implementação de políticas voltadas para o desenvolvimento usando seus próprios recursos.
O caminho para uma gestão fiscal eficiente passa pela adoção de medidas de redução do déficit público, que assombra as contas brasileiras há muitos anos. Melhoramos esse prognóstico, é verdade, mas ainda há muito que ser feito no combate ao mau uso dos recursos públicos.

 

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Autor
Formado em Administração pelo Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé - UNIFEG.

Cursando MBA em Auditoria e Controles Internos - UNIFEG
Cursando Especialização em Gestão Pública - IFSULDEMINAS
Cursando Especialização em Docência para Educação Profissional -SENAC/MG

Instrutor de cursos sobre Administração e Contabilidade.



 
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sou pne por acidente do trabalho posso, ha vagas para mom.
 
ta bom. mas preciso enderecos de microempresas da grande Para. Como posso conseguir? manda pro meu e...
 
Pertinente. Portugal está na merda mesmo.
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