11 de março de 2010, às 09h35min

Brasil: cemitério de empresas nascentes

No globo terrestre, visto de fora, se destaca uma grande nação, a 5ª maior do mundo em área, de frente para o Sol, recebendo talvez a maior de todas as cargas de energia, a energia da vida na Terra, a energia dos alimentos e dos combustíveis. Não há como não sermos otimistas com o Brasil.

Por Eduardo Buys
 
BRASIL: Cemitério de Empresas Nascentes

 

No globo terrestre, visto de fora, se destaca uma grande nação, a 5ª maior do mundo em área, de frente para o Sol, recebendo talvez a maior de todas as cargas de energia, a energia da vida na Terra, a energia dos alimentos e dos combustíveis. Não há como não sermos otimistas com um Brasil destes, que tem tudo para ser uma nação tão grande em prosperidade quanto é geometricamente. E o que nos amarra? Temos que aprender a transformar em realidade os nossos potenciais, deixarmos de ser uma promessa e transformarmos nossas riquezas em prosperidade.

 

Uma pista muito forte do que tem para ser feito, melhorado ecorrigido vem dos estudos realizados a nivel mundial, comparando os países não mais só sob o aspecto econômico, mas agora também sobre qualidade de vida e operacionalidade da economia. Em termos de tamanho de economia, estamos entre as dez maiores do planeta. Em qualidade de vida, estamos com um IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, por volta de 65º e em 'modus operandi' da economia, o ambiente sob o qual se nascem empresas e se desenvolvem negócios, estamos em 129º lugar, entre 183 países.

 

Este desequilíbrio é, em grande parte, resultante da nossa incapacidade, como povo, como sociedade organizada, em transformar riquezas em prosperidade. Se no topo da pirâmede fazemos isto bem (estamos em décimo, não?) com as grandes empresas, na base é uma tragédia, com um ambiente de negócios que enche o cemitério de empresas nascentes, num cenário que estamos em 129º, em dificuldade de realizar negócios. Não há empreendedorismo que resista.

 

Esta assimetria gritante que ocorre noBrasil mostra, por sí, uma parte importante do problema e, também, nos dá a pista mencionada acima,para sua solução.No próprio estudo Doing Business do IFC/Banco Mundialcria mecanismos para estimular melhorias em cada um dos processos analisados.O quadro abaixomostra a posição do Brasilem cada item objeto do mencionado estudo.

 

Abertura de empresas 126 Obtenção de alvarás de construção 113 Contratação de funcionário 138 Registro de propriedades 120 Obtenção de crédito 87 Proteção de investidores 73 Pagamento de impostos 150 Comércio entre fronteiras 100 Cumprimento de contratos 100 Fechamento de empresas 131

 

Como ensinam as boas técnicas de Administração, vamos estudar os nossos pontos fortes e os nossos pontos fracos e partir para potencializar nossas capacidades. Nunca foi tão fácil entender como e porque outras nações andam tão rápido, está tudo descortinado, pronto para que realizemos um sério trabalho de benchmarking. É preciso que a sociedade se mobilize para que as transformações ocorram. Não há mais desculpas, as informações estão todas aí. Énecessário um trabalho de conscientização que depende de todos e de cada um. De resto, é trabalhar em cima e forçar na direção do império do bom senso. Até os privilegiados de hoje hão de convir que há um mundo melhor pela frente, quando desatarmos este nó, na direção da prosperidade geral.
Eduardo Buys


ps: envie sugestões e críticas para edubuys@uol.com.br
-também publicado no Blog do Varejo  www.varejototal.zip.net 

 
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/brasil-cemiterio-de-empresas-nascentes/43149/