O mais interessante a comentar é que este tipo de planejamento está intimamente relacionado à administração governamental. O Planejamento Situacional tem haver com as decisões presentes que afetam o futuro dos objetivos e metas a serem alcançados, Matus chama de mediação entre o presente e o futuro. Prever possibilidades quando a predição é impossível é um outro aspecto do PES, ou seja o gestor governamental deve abandonar a simples previsão por alinhamento de estratégias a cenários inesperados, saindo de uma previsão apenas determinística, meramente normativa e totalmente tradicional.
Como o futuro é cheio de incertezas e dúvidas deve-se aplicar técnicas de governo apropriadas, com planos de contingência rápidos e que cheguem a resultados positivos. Mais uma vez o PES é um instrumento que permite desenvolver mais segurança institucional.
Entendo que a prática governamental favorece o exercício do planejamento estratégico, como o este é apoiado em acertos e erros do passado alertando, segundo o autor, para um outro aspecto, a mediação entre o passado e o futuro.
Convém destacar a mediação entre o conhecimento e a ação, pois o planejamento não substituiria a experiência e nem a perícia, nem o carisma da liderança dos gestores políticos. Então Matus nos fala: "O enfoque proposto de planejamento, portanto, não é um rito burocrático ou um conhecimento que possa ser revelado a alguns e não a outros, mas uma capacidade pessoal e institucional de governar – que envolve a um só tempo perícia e arte -, de fazer política no sentido mais original deste termo."
O PES serve à gestão governamental e tem a sua importância destacada porque trabalha uma direção estratégica com orçamento por programas, alia esse mecanismo de gerenciamento ao de orçamento por programas, que formaliza a definição de recursos orçamentários aos módulos operacionais do plano, além de estabelecer os procedimentos e critérios de avaliação que se exigirão na prestação de contas, permitindo acumular informação sobre os resultados da gestão.