18 de março de 2010, às 12h40min
Confiança
Confie no motorista ou peça para descer no próximo ponto
Lao -Tsé
No final do ano passado fiz uma pequena viagem, saindo de Goiânia fui até Brasília assistir a última etapa da fórmula Truck-2009, no autódromo da capital federal.
Quando digo pequena é porque a distância percorrida é de pouco mais de 400 quilômetros (ida e volta), portanto um pequeno passeio. Como de costume nestas breves viagens, fomos alguns companheiros de trabalho em poucos carros, pensando em diminuir custos e tornar a viagem mais agradável e prazerosa.
Especialmente nesta viagem, fui de passageiro, e, no banco de trás do veículo. No carro estava além de mim, meu amigo de sala Kaê, o companheiro de trabalho Mercedão, sua esposa Kelly e o seu filho ainda bebezinho de colo.
A missão de nos conduzir até o destino ficou a cargo do "pé de chumbo", senhor Mercedão. Fizemos uma ótima viagem, fomos e voltamos sem nenhum incidente. Porém o nosso motorista era meio afoito e avexado. Em determinado momentos interferíamos dizendo:
- Você esta correndo muito!
- Vá mais devagar, o importante é chegar!
- Não tenha pressa, nós estamos no horário previsto!
Passamos alguns sustos, mas ficamos bem. Este breve relato é para ilustrar os muitos momentos em que temos que confiar nos outros. Na viagem em questão, confiamos inteiramente no nosso motorista, entregamos em suas mãos a nossa vida, o nosso destino, o nosso futuro.
Já ouvi muitas vezes a frase: um motorista não confia em outro motorista. Se for verdade, nenhum motorista pode ser passageiro, pois ser passageiro é confiar, naquele que tem a direção, é acreditar naquele que tem a missão de conduzir, de gerir, de programar, de projetar os próximos momentos.
Na viagem nós acreditamos no motorista, pois ele conhecia a estrada, estava no banco da frente e tinha uma visão privilegiada, conhecia o carro, seus limites e possibilidades. Acreditamos que ele sabia o que estava fazendo e saberia o que fazer em um momento de risco.
Deixando um pouco de lado os motoristas e passageiros, os condutores e os caronas, eu gostaria de transpor a mesma idéia para o mundo corporativo e começarei perguntando. Você confia no seu líder? Você acredita que ele tem capacidade para direcionar a sua vida profissional? Você acha que ele esta no caminho certo? Você acredita que ele saberá reagir nas situações de risco?
Se você esta em uma organização onde você não confia no líder, no comandante, você esta no lugar errado, trabalhando com as pessoas erradas. Quando digo confiar não é confiar cegamente, é confiar baseado nos limites da razão. Confiar é acreditar que o seu líder é capaz, que possui os conhecimentos necessários para realizar aquilo que se propõe a fazer. Confiar é compreender que o líder tem uma visão privilegiada, mais alta, mais ampla, mais longa. Confiar é acreditar no sonho do outro, e fazer do projeto, um projeto coletivo, inclusive seu. Confiar é fazer dar certo.
Se você não confia no seu líder, comece a repensar a sua posição, pois não será possível mantê-la por muito tempo sem compreender que é preciso acreditar naquele que tem o volante nas mãos. Sendo você o líder imagine que aqueles que estão com você devem confiar na sua capacidade ou então não devem embarcar no seu projeto, pois em tudo há risco.
Confie na capacidade do seu líder, acredite que ele sabe o que faz. Confie que a visão dele é diferente da sua, e que ele tem informações privilegiadas, ou então embarque em outra aventura, procure outro caminho e outro líder. + Luz
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Autor
Sou Joel Gonzaga de Sousa, tenho 33 anos, casado.
Sou formado em pedagogia pela UFG.
Sou Psicanalista e especialista em psicanálise Infantil.
Sou pós garduado em Psicopedagogia.
Sou Gerente de Compras do Grupo Reis.
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