26 de setembro de 2008, às 17h24min

Conseguindo resultados através de Pessoas: Como se tornar um gestor de gestores

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Você quer alcançar resultados através das pessoas, certo? Elas é que deverão fazer as coisas acontecerem, atingir os resultados a serem alcançados, essas pessoas é que serão seu recurso principal. Então é necessário definir o tipo de indivíduo, de profissional que vai atender a essas expectativas.

Por melhor líder que você seja, se não compuser uma equipe de acordo com seus objetivos dificilmente chegará a algum lugar. A boa liderança requer também boa equipe. Não existem bons gestores que tirem “leite de pedra”, esse é um conceito no mínimo infantil. Um bom trabalho requer instrumentos bons, matéria prima boa e certamente mão de obra, pessoas adequadas. Aliás, uma característica do empresário bem sucedido está na sua habilidade em escolher colaboradores, em identificar talentos que realmente agreguem valores, idéias, criatividade e principalmente capacidade de levar a cabo as tarefas, as missões e os desafios mais difíceis. Isso é que faz a diferença.

A formação das pessoas depende fundamentalmente da matéria prima da qual elas são feitas. Seu perfil comportamental é parte fundamental no processo pois é fator quase que determinante sobre o quanto o indivíduo tem as aptidões naturais necessárias para desenvolver-se sob a sua batuta. Como qualquer chefe de equipe, você deve procurar a melhor matéria prima possível e isso quer dizer gente. As melhores pessoas, as que tenham a melhor condição de frutificar, de se desenvolver sob seu comando. Por isso é tão importante conhecer o estilo, o perfil comportamental das pessoas que trabalham ou pretendem trabalhar para você.

Alguns grandes empreendedores são experts em identificar e coordenar talentos, principalmente talentos gerenciais, talentos de liderança, de forma a que multipliquem fecundidade de idéias, de criatividade, de responsabilidade pessoal com o trabalho, com a empresa. Esse é um tópico interessante. Existe uma linha, uma fronteira entre os empresários centralizadores, que constroem um empreendimento onde eles são a única cabeça pensante, e aqueles outros empresários que conseguem criar uma estrutura pensante abaixo deles, com pessoas que tomam decisões e vêem o negócio como seu também.

Um exemplo de gestão centralizadora está nas empresas familiares antigas, onde só o pessoal da família tem voz ativa e mesmo assim, apenas o patriarca ou os mais velhos. Outro exemplo, como foi mencionado na introdução deste livro, profissionais que galgam um primeiro posto de chefia e nele ficam para o resto da vida. Essa é a linha divisória que mencionamos, ou seja, esses profissionais não cruzaram a divisa que separa o pequeno do grande gestor.

Podemos definir assim: o pequeno empresário ou gerente é o que administra, gerencia diretamente uma operação. A partir do momento em que ele identifica, prepara e delega essa função de gerenciamento para alguém que também tenha a aptidão de formar pessoas, está cruzando a linha que separa o pequeno do grande gestor. Esse é o processo que transforma pequenas em grandes organizações e supervisores iniciantes em diretores de grandes divisões nas empresas.
 

 
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