18 de março de 2010, às 14h07min

Coragem e covardia

Entre os vários comportamentos tidos como importantes para a atuação profissional, a coragem é um dos menos citados. Mas ela pode ser uma das competências mais importantes para o sucesso de qualquer profissional!

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Entre os vários comportamentos tidos como importantes para a atuação profissional, a coragem é um dos menos citados. O que é uma pena porque atitudes covardes ainda são comuns nas empresas, e acabam por comprometer as relações e os resultados organizacionais.

 

Dentre os inúmeros sintomas de covardia empresarial, os mais comuns são:

 

Negar um erro, ou pior, atribuí-lo à outra pessoa. Dificilmente alguém se recusa aceitar que “errar é humano”, nas, na hora se assumir a própria falha, recua, com medo de comprometer desde a própria imagem, até o status social mantido por um bom emprego. E, o que é pior, muitas vezes, o atribui a pares, superiores e, até mesmo, aos subordinados – o que não deixa de ser uma insensatez pois o que faz um subordinado é responsabilidade total do gestor, já que é ele quem tem a palavra final da contratação, é ele quem ensina, indica e orienta o desenvolvimento e, ao final, é dele a escolha pela demissão. 

 

Centralizar atividades que poderiam ser perfeitamente delegáveis. Existem apenas cinco conjuntos de atividades que recomendamos manter nas mãos do gestor: o estabelecimento de metas e objetivos; acompanhamento e análise dos resultados; gestão de equipe; motivação; comunicação; desenvolvimento dos subordinados. Ironicamente, não é difícil encontrar gerentes que delegam estas atividades e mantém outras tarefas administrativas e burocráticas, acreditando que contribuem mais para a empresa quando estão com seus narizes encostados nas telas dos micros do que gerindo a área e a equipe.

  

Evitar novas atividades. Próximo ao gestor centralizador, é possível encontrar também aquele funcionário que não quer assumir as novas tarefas que seriam delegadas pelo superior. Fazer sempre as mesmas atividades que domina e sente-se totalmente seguro de realizar, é sua zona de conforto – que, aliás, é mantida com muito zelo. Mas, o mais interessante neste profissional é que, muitas vezes, queixa-se de sua situação, da atitude centralizadora de seu gestor e, até mesmo, recorre a este argumento para justificar sua desmotivação.

 

Fugir de decisões. Se o covarde puder não tomar a decisão e adiá-la indefinidamente é sempre melhor. Mas, se este atalho não está disponível, sempre existe a opção de pedir “orientações” e “conselhos” a outros, que serão utilizados na hora de decidir, além de serem amplamente usados como desculpas para o caso da decisão trazer alguma conseqüência negativa para a empresa. “Fiz porque (alguém) me disse para fazer desta forma...”

 

Reter informações relevantes ao andamento das atividades, afinal, conhecimento é poder. É impressionante que isto ainda aconteça nas empresas, mas acontece.

 

Atribuir à outra área ou às regras da empresa medidas impopulares. Dizer a um funcionário que ele não foi promovido porque o RH ou a Diretoria não aprovou, ou dizer à equipe que não pode acessar redes sociais na empresa porque são essas são as regras da organização, são exemplos clássicos de covardia empresarial. O gestor que faz isso esquece-se de que representa a empresa para o funcionário, portanto, o mínimo que se espera é uma explicação plausível para a regra ou para a decisão com relação à carreira do funcionário. De qualquer forma, não se pode negar que isto aconteça e, o mais interessante é que, normalmente, tais atitudes são coroadas com frases do tipo “por mim seria feito, mas (alguém) não permite”.

 

Evitar feedbacks. Por incrível que pareça isto também é mais comum do que se imagina. Muitos profissionais ainda titubeiam muito para dar feedbacks para pares, superiores e (pasmem!) até para subordinados. O “olho-no-olho”, o diálogo transparente e franco é cada vez mais raro nas empresas. Existe um grande receio de que o feedback não seja bem recebido pelo outro, e acabe por estremecer a relação e, até mesmo, gerar um conflito. Ou seja, em nome da popularidade, evitar feedbacks e conversas abertas seria justificável. Será?

 

Enfim, é preciso coragem. Coragem para correr riscos, para se posicionar, assumir novos projetos e empreendimentos. Se observarmos bem, é possível notar que os grandes empresários carregam consigo uma aura de coragem, sustentada pela segurança de quem tem consciência de seus talentos e suas limitações.

 

Coragem consciente, racional e refletida. Esta é uma das competências vitais para qualquer profissional que anseia pelo próprio crescimento. Desafio o leitor a ter coragem para discordar.

 

 

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Psicóloga, MBA em Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (FGV), 17 anos na área de Recursos Humanos.
 
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que saco, to loco atraz de uma jaqueta dessas
 
Exelente material
 
gostaria de saber quem trabalha em banco que não trabalha sabado e domingo se os três dias ja começa...
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