05 de janeiro de 2009, às 13h51min
Crise Econômica: logo agora?
O Brasil estava vivendo um momento há muito tempo esperado quando, então, a crise ecônomica se agravou. A nossa economia apresentava sinais de crescimento e estabilidade, influenciada pelo controle inflacionário, queda da taxa de desemprego, aumento da produção industrial, valorização da moeda e outros fatores. Mérito do governo atual? Talvez. Não é minha preocupação refletir sobre isto agora. Porém, interessa-me perceber a influência da atual crise sobre o desenvolvimento do nosso país e seus impactos na economia e nas empresas.
Felizmente, o "epicentro" da crise não é o Brasil, todavia nossa dependência de outras economias - reflexo da globalização - afeta o nosso país de forma inevitável.
O primeiro grande impacto está sendo sentido pelas montadoras e revendas de veículos, com queda expressiva de vendas e preços, aos empresários deste segmento parece não restar outra alternativa senão reduzir suas margens de lucro e custos, ocasionando redução da mão-de-obra e - macroeconomicamente - aumento da taxa de desemprego.
Aparentemente, todos os setores de atividade, sejam eles, primário, secundário ou terciário, estão sendo afetados pelo cenário atual. Nem mesmo as companhias como Petrobrás e Vale, apesar de sua dimensão, estão imunes ao efeitos da crise, mas pelo contrário, a recessão acompanhada nas economias desenvolvidas vem afetando de forma poderosa o preço dos produtos comercializados pela Petrobrás e a demanda (principalmente da China) por minério de ferro, principal fonte de receitas da Vale. Não que estas companhias estejam mal economicamente - como tem-se comentado - mas estão muito bem, obrigado.
O desafio é grande, porém não é só para o Brasil, mas para todos os países globalizados. Acredito que nosso país esteja no rumo certo, apesar dos diversos problemas que ainda fazem parte da realidade do dia-a-dia de todos nós brasileiros, no entanto, cabe ao Brasil retomar o ritmo de crescimento que foi vivenciado até meados de setembro de 2008, quando houve a quebra do banco Lemon Brothers - fato inicial do agravamento da crise. Continuo, também, torcendo para que nossos governantes trabalhem em prol do país, deixando de lado suas medíocres richas diárias, às quais, estas sim, retardam o desenvolvimento do Brasil.
Luciano Bertol de Moura
Bancário
Graduado em Comércio Exterior pela FTEC Brasil.
Felizmente, o "epicentro" da crise não é o Brasil, todavia nossa dependência de outras economias - reflexo da globalização - afeta o nosso país de forma inevitável.
O primeiro grande impacto está sendo sentido pelas montadoras e revendas de veículos, com queda expressiva de vendas e preços, aos empresários deste segmento parece não restar outra alternativa senão reduzir suas margens de lucro e custos, ocasionando redução da mão-de-obra e - macroeconomicamente - aumento da taxa de desemprego.
Aparentemente, todos os setores de atividade, sejam eles, primário, secundário ou terciário, estão sendo afetados pelo cenário atual. Nem mesmo as companhias como Petrobrás e Vale, apesar de sua dimensão, estão imunes ao efeitos da crise, mas pelo contrário, a recessão acompanhada nas economias desenvolvidas vem afetando de forma poderosa o preço dos produtos comercializados pela Petrobrás e a demanda (principalmente da China) por minério de ferro, principal fonte de receitas da Vale. Não que estas companhias estejam mal economicamente - como tem-se comentado - mas estão muito bem, obrigado.
O desafio é grande, porém não é só para o Brasil, mas para todos os países globalizados. Acredito que nosso país esteja no rumo certo, apesar dos diversos problemas que ainda fazem parte da realidade do dia-a-dia de todos nós brasileiros, no entanto, cabe ao Brasil retomar o ritmo de crescimento que foi vivenciado até meados de setembro de 2008, quando houve a quebra do banco Lemon Brothers - fato inicial do agravamento da crise. Continuo, também, torcendo para que nossos governantes trabalhem em prol do país, deixando de lado suas medíocres richas diárias, às quais, estas sim, retardam o desenvolvimento do Brasil.
Luciano Bertol de Moura
Bancário
Graduado em Comércio Exterior pela FTEC Brasil.
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