O combate à crise durante estes dois últimos anos custou aos estados e às grandes instituições envolvidas (como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu) 13 triliões de dólares, o equivalente a um ano de PIB americano, segundo os dados oficiais apurados até Setembro de 2009 pela Grail Research, uma empresa de investigação estratégica de Boston.
Este valor de envolvimento anticrise soma-se a uma destruição de valor financeiro e de quebra do produto interno mundial e do comércio internacional na ordem dos 53 triliões de dólares, segundo um apuramento provisório com base em diversas fontes. Em suma, foi a 12ª maior recessão mundial desde 1850 e a 4ª maior quebra do comércio mundial desde 1900. A destruição de activos financeiros foi mais de 8 vezes superior ao crash das tecnológicas de 2000. Só no caso dos Estados Unidos, o fosso entre o PIB real actual e o PIB real potencial é de 1 trilião de dólares (um gap de 8%), segundo os cálculos de Mark Thoma, professor da Universidade do Oregão, editor de Economist’s View.
A contabilidade da crise
calculada neste artigo aqui: a) Perdas globais de 52,9 triliões de dólares e 13 triliões de dólares em estímulos estatais;
b) Perdas financeiras: 50 triliões de dólares;
c) Quebra do PIB em 2009: 490 biliões de dólares; 12ª maior recessão mundial desde 1850;
d) Quebra no comércio internacional em 2009: 2,4 triliões de dólares;4ª maior contracção do comércio mundial desde 1900;
e) Estímulos públicos: 13 triliões de dólares (mais de 9 biliões de euros).
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/crise-ja-custou-66-trilhoes-de-dolares/39194/