Cultura Participativa e a Liderança Orientada para os Resultados
A busca por um modelo gestão que seja capaz de gerar resultados sempre foi um ponto significativo no perfil das organizações, desde os primórdios da Administração Científica. Um dos principais componentes da sabedoria é conhecer os limites do seu conhecimento. É preciso saber o que se sabe, e também saber o que não se sabe. As pessoas realmente inteligentes são aquelas que sabem e entendem que elas não têm todas as respostas. Pessoas realmente inteligentes estão sempre dispostas a perguntar, aprender e crescer, vendo as coisas como deveriam ser, não apenas como são.
A Gestão Participativa é um dos campos mais complexos da moderna teoria geral da administração, envolvendo diversos conceitos, técnicas, experiências práticas e um profundo conteúdo filosófico-doutrinário. De maneira abrangente, a Cultura da Administração Participativa é uma filosofia ou doutrina que valoriza a participação das pessoas no processo de tomada decisões sobre diversos aspectos da administração das organizações. Administrar participativamente consiste em partilhar as decisões que afetam a organização, não apenas com funcionários, mas também com clientes ou usuários, fornecedores, no geral, com os stakeholderes da empresa. A meta da Administração Participativa é construir uma cultura de que busque por meio de um ambiente sadio de aprendizado e convivência, a participação em todas suas interfaces.
Se analisarmos, veremos que a Gestão Participativa nas empresas vem se apresentando, ainda hoje, como uma vantagem competitiva visto que, na busca permanente pela qualidade e eficiência, as organizações necessitam do investimento das (e nas) pessoas no trabalho. Nas organizações onde há um perfil participativo, é dada aos empregados a oportunidade de saber o que esta ocorrendo, de pensar construtivamente sobre importantes questões, de buscar oportunidades para aprender novas coisas e procurar soluções criativas e eficientes dos problemas; e elas também estão comprometidas com a abertura a novas idéias, com a geração de soluções inovadoras e com a divulgação de informações e conhecimentos. Estas organizações buscam altos níveis de colaboração entre pessoas de diferentes áreas do negócio.
Se uma organização quer mudar seu mundo deve mudar seus pensamentos, pois acabará transformando-se em tudo aquilo em que acredita. É primordial envolver empresa e colaboradores em um momento de divulgação e transmissão de conhecimentos, envolvimento suficiente para favorecer a compreensão dos dados que compõem o problema e/ou do desafio a ser lançado. O engajamento das pessoas em torno de um novo sistema somente se tornará evidente no momento em que o nível de consciência — não só de ciência do fato, tornar-se concreto.
A presença do gestor junto às suas equipes, no desempenho dos papéis já tradicionais, tais como o interventor, diagnosticador, integrador, são muito conhecidas e existem formas e fórmulas desenvolvidas há tempos para torná-las eficazes. É fundamental transformar os gestores internos em agentes da consolidação do aumento dos níveis de sociabilidade (comunicação) e solidariedade (busca de resultado) internas, e nesse sentido, a discussão ainda se faz necessária. É possível constatar que indivíduos bem informados participam, colaboram, resolvem problemas, apontam soluções alternativas, enfim, vivem mais intensamente as suas vidas na organização.
Toda empresa que se preze, para obter os melhores resultados mercadológicos, além de um ambiente profissional favorável, precisa desenvolver equipes comprometidas com os resultados da organização, buscando a melhor forma de relacionar os conhecimentos tanto empíricos, quanto cognitivos à habilidades e personalidades dos colaboradores envolvidos. Segundo a psicóloga Meredith Belbin, uma equipe bem sucedida precisa ter as seguintes características:
• Diversidade entre os membros
• Metas em comum e desafiante
• Envolvimento dos membros da equipe
• Uma boa comunicação
O grande desafio dos gestores, dos líderes e das empresas, portanto, não é apenas estimular o desenvolvimento de profissionais competentes, mas de criar um ambiente organizacional de envolvimento capaz de aliar fatores motivacionais inerentes à personalidade das pessoas que formam sua equipe. Cria-se, assim, uma "química” otimizada de relacionamento para o resultado. Encontrar os recursos certos, desenvolver os talentos e inspirar a motivação das pessoas, serão um diferencial estratégico definitivo de qualquer organização que pense e aja de forma inteligente.
A cultura participativa é de certa forma considerada como indicativo de empresa de cultura aberta, que através de processos participativos, estimulam a motivação, a cooperação e desenvolvimento do potencial criativo e de desempenho da equipe, onde, saber agir tendo em mente o senso de responsabilidade e respeito consigo mesmo, com os colegas de trabalho e da relação Empresa x Sociedade, com o cuidado das conseqüências e resultados de suas decisões, é fundamental para a construção de um mundo mais igual, justo e com mais oportunidades
ADM. Daniel Martins
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Administrador, Estrategista Empresarial e Facilitador em Desenvolvimento Gerencial
Administrador de Empresas - UFPA. Pós-graduando em MBA em Planejamento e Gestão Estratégica. Com atuação profissional de mais de 09 anos e experiências em empresas como: TELECHEQUE, BANCO DO BRASIL, ECAJ – UFPA, MICROLINS, ATENTO S/A (site MICROSOFT), ETNA Home Store, ATACADÃO (empresa do Grupo CARREFOUR). Há 05 anos atuo também como facilitador/instrutor e palestrante nas áreas de Liderança, Gestão Empresarial e Estratégica, Vendas, Inteligência Emocional no Trabalho, Motivação, Atendimento, Relacionamento com o Cliente, Marketing e PNL - Programação Neurolingüística (básico).
Criador do blog "O BLOG DO ADM" : http://oblogdoadm.wordpress.com/
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