14 de julho de 2009, às 22h50min

Desafio para uma vida nova

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Não existe quantidade segura de tabaco, e até os fumantes esporádicos correm riscos. Se a nicotina e seus efeitos de prazer são a principal razão para os fumantes continuarem comprando maços e mais maços, há pelo menos outros 4,7 mil motivos para fazê-los interromper o hábito imediatamente. Esse número é a quantidade de substâncias que vêm a reboque na nicotina – responsável pela dependência – em cada cigarro. Na lista extensa, há raticidas, agrotóxicos, alcatrão, acetona e até naftalina. São inspiradas com a fumaça e se espalham por todo o corpo, causando várias doenças.

– Não existe quantidade segura de tabaco. Os usuários esporádicos têm o dobro de risco de sofrer um infarto do miocárdio ou desenvolver hipertensão arterial do que os não fumantes – explica o pneumologista José Miguel Chatkin.

Para piorar a situação, os fumantes desenvolvem outros comportamentos contraindicados por qualquer médico. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), de 2007 a 2009, entrevistou 1.024 jovens entre 18 e 32 anos. Os resultados apontam para uma rotina nem um pouco saudável. Comparados com os não fumantes, os tabagistas tendem mais ao sobrepeso, não tomam café da manhã regularmente, bebem mais café e álcool, comem menos frutas e verduras, têm mais depressão e ansiedade. Além disso, aumenta a frequência de prisão de ventre e de glicose elevada no sangue.

– Os tabagistas ainda levam uma vida que agride a saúde. Os desdobramentos vão desde doenças cardiovasculares até aceleração do envelhecimento – diz a coordenadora do estudo, a bióloga geneticista Ivana da Cruz.

Mas nem sempre é pensando nas consequências à saúde que uma pessoa abandona o cigarro, como mostra o exemplo de Rosana Kasper Cubas, 37 anos. Depois de 20 anos fumando, os argumentos baseados em doenças e agressão ao corpo não faziam mais efeito. Ela sabia de tudo. A força para largar a dependência veio por uma questão moral.

– Não aceitava que eu, estudante de Pedagogia, uma faculdade de ensino, e participante de atividades de conscientização ambiental, fumasse todos os dias. Isso não era possível. Então resolvi largar – conta.

A ideia surgiu após ler, no caderno Vida, que as inscrições para um programa para largar o cigarro estavam abertas. Ela recortou a nota, colocou na carteira do cigarro para não esquecer e se inscreveu. Rosana, há dois meses sem fumar, ainda está no início da luta.

– Toda vez que tomo cerveja, a vontade vem forte. Tenho de evitar até estar muito bem – afirma.

No time dos aliados está a Praça da Matriz, no centro de Porto Alegre, em frente ao trabalho. Antes, o local era cenário para várias tragadas. Hoje, o espaço serve para relaxar e respirar ar puro.

Dicas para começar

- Evite festas e bares. Ambientes onde se fuma muito despertam a vontade de acender um cigarro. Deixar de frequentá-los poupa o ex-fumante de lutar contra a tentação.
- Outros hábitos também despertam o desejo, como um cafezinho com colegas nos intervalos do trabalho. Fuja dessas ocasiões.
- Evite ficar muito tempo na presença de fumantes. Procure a companhia de quem não está sempre com um cigarro aceso entre os dedos.
- Faça uma lista dos seus momentos mais delicados. Cada pessoa deve saber o horário em que a tentação é maior. Relacione essas situações em um papel e trace suas estratégias.
- Movimentar-se faz bem para o corpo, para a saúde e para reduzir a ansiedade nos momentos de aflição. Em vez de relaxar acendendo um cigarro, quem luta contra a dependência pode descarregar caminhando, nadando ou correndo.

Categorias de fumante

- Fumante grave: acendem muitos cigarros diariamente, às vezes, mais de três maços. É altamente dependente e encontra muita dificuldade para interromper o hábito. É a categoria que apresenta maior risco de desenvolver doenças cardiorespiratórias, por exemplo.
- Fumante leve: fuma de um a quatro cigarros por dia. Também se enquadra nessa categoria aquele que fuma em algumas ocasiões, como festas, encontros com amigos ou finais de semana.
- Fumante: quem fumou pelo menos cem cigarros durante a vida e mantém o hábito atualmente. Pode ainda não ser dependente, mas o processo já começou.
- Ex-fumante: é considerado um paciente que abandonou a dependência aquele que, nos últimos meses, cortou totalmente o consumo. Especialistas divergem quanto à duração do período mínimo de abstinência. Alguns consideram seis meses tempo suficiente, outros acreditam que só vale para quem parou há pelo menos dois anos.
- Não fumante: quem nunca encostou um cigarro, charuto ou cachimbo na boca. Aquele que acendeu menos de cem cigarros na vida e hoje se mantém longe do hábito também se encaixa neste grupo.

Substâncias aliadas

Além de terapia, grupos de apoio e força de vontade, fumantes têm como aliados os medicamentos, que ampliam em quatro vezes as chances de sucesso na luta contra a dependência. Confira quais são as principais prescrições dos médicos:

- Medicamento de reposição da nicotina: como o fumante sente muito a falta dessa substância, a ideia é dar doses cada vez menores por outros meios, como adesivos e gomas de mascar. Assim, ganha-se mais força para resistir à fissura.
- Cloridrato de bupropiona: antidepressivo que causa aversão, é a opção mais utilizada atualmente. Com o tempo, os usuários vão criando repulsa ao cigarro, sentem nojo e largam.
- Vareniclina: lançado recentemente, trata-se do primeiro produto específico para pacientes que pretendem largar o cigarro. Libera vários neurotransmissores no cérebro que promovem sensações semelhantes às obtidas com a nicotina. Com o tempo, o usuário deixa de ver no cigarro sua fonte de prazer e se livra da dependência.

# Fonte: Zero Hora


 
 

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Autor

1.Graduação
Terapia Ocupacional pela U.S.P.


 >Atua como Terapeuta Ocupacional em Psiquiatria foco Transtorno Mental e Dependência Química
>Experiência de trabalho em Hospital Integral do SUS, CAPS II ,Comunidade Terapêutica AD e Ambulatório de Saúde Mental
>Experiência em Oficinas Terapêuticas em Hospital Psiquiátrico e CAPS II
>Atuou como Terapeuta Ocupacional no Programa de Cultivo de Plantas Medicinais voltado ao tratamento do portador de transtorno mental crônico
>Atuou como Terapeuta Ocupacional: Geriatria, Neuro-Ortopedia , Neurologia Adulto/Infantil , Deficiência Visual

2.Especialização
MBA-Administração Hospitalar com complementação em Magistério Superior


 >Coordenação do Serviço de Atendimento ao Usuário e Familiares de Álcool e Drogas em Ambulatório de Saúde Mental
>Exerceu cargo de Diretora Administrativa de Hospital Psiquiátrico Integral Estadual
>Pesquisadora na área de Administração Hospitalar com ênfase em Saúde Mental na Gestão de  Recursos Humanos. Pesquisa dos Fatores de Risco que Interferem na Qualidade de Vida dos Profissionais de Enfermagem e suas Estratégias Defensivas

3.Magistério

>Coordenadora e professora de Cursos de Extensão e Capacitação presenciais na área da Saúde
>Atuou como docente no ensino superior nas disciplinas Clínica Médica e Deficiência Visual na Faculdade de Terapia Ocupacional e Supervisora de estágios no ensino superior nas disciplinas Psiquiatria - Geriatria/Gerontologia da Universidade Metodista

4. Consultoria e Projetos

Agente Sócio-Ambiental -UFPR

Consultora em Feng-Shui


>Consultoria e implantação de Projetos em Serviços de Saúde e Programas de Prevenção às Drogas nas Empresas 

>Coordenação do Programa de Cultivo de Plantas Medicinais  voltado ao tratamento do portador de transtorno mental crônico.
>Implantação e Coordenação de Programas nas Oficinas Terapêuticas em Hospitais e Clínicas >Implantação e gerenciamento hospitalar de Resíduos Sólidos e Orgânicos
>Consultoria na arte-milenar do Feng-Shui aplicada ao indivíduo e empresas

5.Voluntariado
> Implantação do Programa Ação Voluntária em Hospital Psiquiátrico
>Ações de Prevenção às Drogas na SEJÚ-CEAD/PR e no IPAD/PR

6. Outras Atividades
>Organização de eventos institucionais e na comunidade
>Artigos em jornais e internet

>Autora de Livros

 www.marialucialacanna.blogspot.com

 lucialacanna@terra.com.br

 
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que saco, to loco atraz de uma jaqueta dessas
 
Exelente material
 
gostaria de saber quem trabalha em banco que não trabalha sabado e domingo se os três dias ja começa...
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