15 de março de 2010, às 10h10min

Desafios sobre a prática de Head Hunting no varejo

O presente artigo sintetiza os desafios atuais encontrados pelo profissional Head Hunting que dedica-se a prestação de serviços em Recrutamento e Seleção no segmento do varejo.

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A prática de Head Hunting pode ser definida como a prestação de serviços em subsistemas de Recrutamento e Seleção destinados a identificação, atração e avaliação de profissionais especializados e / ou destinados a ocupar postos executivos e estratégicos dentro de uma organização. A forte e marcante característica deste trabalho é a conduta específica do Consultor de RH no audacioso processo de rastreamento destes talentos, mesmo que eles já estejam trabalhando.

 


O Head Hunting que presta este tipo de serviço no varejo, tende e tenderá nos próximos anos a encontrar alguns desafios em sua jornada, singelamente, eles podem ser organizados nos seguintes tópicos / eixos:

 


-Os salários do varejo são menores do que diversos setores (Financeiro, Indústrias, etc). Localizar alguém que já está trabalhando em outro seguimento e tentar trazê-lo para o Varejo, pressupõe no mínimo uma equiparação salarial ou pacote de benefícios mais atrativo;

 


-Embora haja formalmente leis que vetem a solicitação de experiência profissional em um mesmo cargo, informalmente, ainda encontramos empresas solicitando estabilidade profissional superior a isso. O varejo é um dos pioneiros nesta exigência, neste sentido, trazer pessoas que já estejam empregadas há anos, pressupões no mínimo que este profissional foi submetido a 1 dissídio por ano de estabilidade, o que encarece mais ainda o valor do seu ordenado;

 


-O varejo é referência em mudanças (Processos, pessoas, estrutura, estratégias, outros) e seu dinamismo. Há riscos que estão diretamente ligados a instabilidade profissional que possam vetar um executivo do segmento industrial ou financeiro por exemplo, de trocarem a sua cômoda posição, pelos riscos, instabilidades e desafios do varejo;

 


-Partindo do princípio de que estas pessoas teoricamente não estão buscando emprego, ou seja, são localizadas pelo Hunting, elas passam a se sentir valorizadas, tendo esta consciência, passam a exigir altas propostas salariais, o que para o varejo é ruim, na medida em que ele tem trabalhado com remunerações variáveis;

 


-Há no varejo um elevado índice de turn over. Esta rotatividade traz como conseqüência a rápida e dinâmica circulação de informações empresariais entre os concorrentes, o que conseqüentemente, afetam os Huntings do seguimento, fazendo por exemplo, com que eles disputem não apenas profissionais intra - setores, mas também, entre setores.

 


-O porte das empresas do varejo são extremamente desiguais, há empresas de 20.000 funcionários, como há empresas de 1.000 funcionários. O Hunting pouco tem a oferecer ao colocar na balança que o executivo está sendo convidado à vir para um seguimento dinâmico, de baixo ordenado fixo, onde ele trabalhará dobrado e terá mais desafios, no qual os erros do negócio e de sua gestão afetam diretamente a remuneração variável de seu ordenado final;

 


-Para a maioria dos empresários do setor, essa prática não é bem vista, pois pode desestruturar uma empresa que está indo bem em sua administração, bem como o mercado consumidor e os preços, com isso, seus Altos executivos tem feito acordos "de cavalheiros" que impedem o hunting de captar profissionais entre e intra setores;

 


-O tempo gasto para mapear empresas concorrentes no varejo é muito maior do que os outros seguimentos devido à quantidade de unidades de negócio presentes na Diretoria Comercial, Negócios e Expansão;

 


-Executivos a serem "huntiados" para o Backoffice de empresas do varejo, tenderão a dar mais trabalho e maior dificuldade para o hunting, na medida em que a "prata da casa" do varejo são as vendas, ou seja, há  desproporcionalidade de salário e benefícios em uma mesma empresa ao falarmos de postos na diretoria comercial x diretoria financeira por exemplo.

 


Enfim, ao olhar para os desafios diretamente ligados a esta prática, podemos concluir que do ponto de vista do hunting, o profissional que trabalha com a prática e que por ventura, venha a se especializar no varejo, tenderá cobrar um preço mais elevado / diferenciado pela sua prestação de serviços, na medida em que desafios peculiares no processo de recrutamento e seleção de executivos para este segmento, tem se tornado cada vez mais complexo, árduo e extenso. Novas ferramentas não apenas direcionadas ao rastreamento, mas à venda da proposta aos candidatos deverão ser pensadas para o Hunting Varejista da próxima década. Cursos ligados a inteligência de mercado certamente complementam o currículo deste profissional.

 


Pensando no lado dos executivos que pretendem migrar de outros setores para o comércio varejista, penso que eles terão que trabalhar certos comportamentos, bem como a flexibilidade, afim de se adaptarem aos novos cenários. O Hunting, antes de tudo é um profissional de RH e pode muito bem indicar profissionais com restrições e estratégias de desenvolvimento vinculadas a ela, como por exemplo, um coaching.

 


O varejo é uma grande porta para executivos de 3º idade que tem encontrado dificuldades em recolocação. Ao flexibilizar sua pretensão salarial, ele adéqua os valores ao que é oferecido no setor, o varejo por sua vez, devido a dificuldade em oferecer salários fixos atrativos, acabará flexibilizando aspectos como a possível resistência em trazer profissionais de mais idade, como é freqüentemente acompanhado pelos consultores de RH no setor industrial.

 


Por fim, pensando pelo lado das empresas do varejo, penso que os seus Diretores e executivos, em especial a Diretoria de RH, tem um grande desafio pela frente, na medida em que terão que trabalhar melhores planos de cargos, salários, remuneração, sucessão, atração e retenção de talentos, caso mantenham suas audaciosas metas de crescimento e permanência no mercado.

 


Sobre o Autor: Eduardo Alencar é Consultor de RH e Hunting de empresa líder na comercialização varejista de artigos esportivos em toda América Latina, colunista de portais de psicologia e administração de empresas, moderador dos sites http://dicionarioderh.blogspot.com e htt://videosparaensino.blogspot.com, membro e pesquisador associado da ABPMC (Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental) desde 2004, possui formação técnica em administração de empresas, graduação em psicologia pela UNINOVE/SP, Pós graduação em Terapia Cognitiva e Comportamental pela USP, Extensão universitária em Organizational Behavior Management e em Acompanhamento Terapêutico pelo Núcleo Paradigma de Analise do Comportamento/SP, Especialização em Grafologia pelo Instituto Paulo Sérgio, formação complementar em Metodologia de Vendas Friedman e Analista de Treinamento pela Integração Consultoria.

 

 

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Autor

Psicólogo Comportamental do Centro Assistência de Inclusão Social do Genoma USP, cursando pós graduação em gestão de pessoas pela Flamingo, pós graduado em Psicologia Comportamental e cognitiva pela USP, especialista em grafologia pelo IPSC, técnico em administração de empresas pelo ETE Beka, com extensão universitária em organizational behavior management e em Acompanhamento Terapêutico pelo Núcleo Paradigma, Formação em analista de T&D pela Integração Consultoria, Formação em metodologia Fridman, Profissional com mais de 8 anos de experiência em subsistemas de atração (triagem de currículos, gestão de parceiros de recrutamento e redes sociais, convocação de candidatos, criação e atualização de políticas de anúncio e divulgação em nome do RH), Seleção (Entrevistas comportamentais / competência, individuais / coletivas, dinâmcias de grupo, role - playing, confecção de laudos e pareceres, aplicação e correção de testes psicológicos e não psicológicos, coordenação de projetos gerenciando dead line, orçamentos, equipes, hunting, indicadores de RH, bem como turn over, retenção, absenteísmo, outros), Treinamento (Levantamento de necessidades, atualização de apostilas, logística de treinamento, captação a orientação de palestrantes, condução de workshops, treinamentos comportamentais, criação de biblioteca corporativa, gestão de indicadores de desempenho) e Desenvolvimento (Avaliação de desempenho, Avaliação em 360º/180º, implementação de feedback, entrevistas de desligamento e analise de seus indicadores, confecção de relatórios de turn over e demais indicativos de RH, Organizational behavior Management, convênio com instituições de ensino para estabelecimento de convênios), colunista dos sites www.rh.com.br, www.redepsi.com.br, www.administradores.com.br, www.artigonal.com, www.psicologia.com.pt, www.portaldapsique.com.br, www.mondoredondo.com.br e www.rh.com.br, membro da ABPMC (Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental) desde 2004.

Currículo lattes:

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4229599D6

Linkedin:

http://br.linkedin.com/pub/eduardo-alencar/23/42a/a8a

Capítulos de livro:

1. ALENCAR, E. T. S. ; DIAS, E. ; SILVA, D. R. S. ; MENEZES, F. G. . Transtorno Obsessivo - Compulssivo (TOC): características, classificação, sintomas e tratamento. Revista Conscientia e Saúde. 2 ed. São Paulo: Uninove, 2008, v. 6, p. 351-359.
2. ALENCAR, E. T. S. . Análise do Comportamento: do que estamos falando?. Revista Conscientia e Saúde. 2 ed. São Paulo: Uninove, 2008, v. 6, p. 261-267.
3. ALENCAR, E. T. S. ; SILVA, D. R. S. ; DIAS, E. ; THOMAZ, C. R. C. ; Cavalcante, L.S.B . Algumas possibilidades de investigação sobre a prática de acompanhamento terapêutico: relatos de pesquisas. In: Denis Zamignani, Roberta Kovac e Joana Singer Vermes. (Org.). A clínica de portas abertas: experiências e fundamentação do acompanhamento terapêutico e da prática clínica em ambiente extraconsultório.. 1 ed. São Paulo: ESETec Editores Associados, 2007, v. 1, p. 365-385.

 
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que saco, to loco atraz de uma jaqueta dessas
 
Exelente material
 
gostaria de saber quem trabalha em banco que não trabalha sabado e domingo se os três dias ja começa...
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