20 de novembro de 2008, às 23h11min

Desenvolvimento de atitudes de respeito, acolhimento da diversidade e abertura para o diálogo inter-religioso. Reconhecer a importância de um ambiente pautado pela cultura da paz.

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Antropologia da Religião - busca pelo entendimento da diversidade étnica e cultural que caracteriza a cultura brasileira,
Diante de um mundo globalizado o processo de religiosidade e organizações das religiões vem sofrendo profundas reflexões. É parte da pesquisa de campo na Antropologia exercitar o acolhimento à diversidade cultural, sem pré-julgar suas instituições, usos e costumes.

Diferenças religiosas, questões do racismo/intolerância/discriminação, sobre o sincretismo e o pluralismo religioso no Brasil:
O estudo da disciplina Antropologia da Religião proporciona um contato maior com as religiões no sentido de conhecimento e entendimento da diversidade religiosa presente na cultura brasileira, as diferenças de cada uma devem ser respeitadas no sentido de proporcionar o bom convívio social das pessoas, seja na escola, no trabalho, e onde quer que se relacionem. Infelizmente a falta de educação religiosa acaba por criar certos conflitos entre praticantes de religiões diferentes, em conseqüência acaba surgindo discriminação, muitas vezes provocadas pela própria ingenuidade das pessoas que costumam pré-julgar praticantes de outras religiões pro lado profano como ocorre com os praticantes do Candomblé, dentre outras.
Este panorama acaba por proporcionar sentimentos relacionados à intolerância, discriminação e o racismo religioso, presente mesmo dentro da própria igreja, gerando conflitos no dia-a-dia, pela falta de conhecimento, orientação e estudo. Outro fator agravante é a existência de certa rivalidade entre igrejas e “ganância” com o intuito de enriquecerem a custa dos menos esclarecidos. Tudo isso é um campo fértil para germinar um grande conflito religioso pela diversidade de religiões presentes no Brasil. Neste sentido vejo a necessidade de reestruturação do ensino (com inclusão do ensino religioso) considerando esta diversidade, como forma de melhor esclarecer e proporcionar o entendimento, contribuindo para a maturidade das pessoas em entender a diversidade religiosa, sem esta educação muitas pessoas acabam mergulhando em seu mundo como sendo o único, sendo muitas vezes intolerante diante de outra vivência religiosa.
O sincretismo religioso aqui no Brasil é uma realidade, bem mais visível na religiosidade afro-brasileira por haver paralelismo entre divindades africanas e santos católicos adotando o calendário de festas do catolicismo, valorizando a freqüência aos ritos e sacramentos da Igreja, de forma tal, que os freqüentadores dos templos católicos ou dos terreiros, muitas vezes, não conseguem distinguir um do outro. Podemos encontrar em uma família de católicos, por exemplo, pessoas que freqüentam uma entidade espírita ou pessoas pertencentes a outras religiões, também é comum o católico ir a uma igreja evangélica sem discriminação ou ter preconceitos. Quando falamos em sincretismo religioso, não devemos esquecer em destacar o pluralismo como o reconhecimento do valor da diversidade como traço e riqueza da experiência humana e manutenção da paz entre tantas religiões no Brasil, como religiões cristãs e grandes religiões do mundo.

A formação do povo brasileiro é uma realidade que nos mostra várias atitudes de encontros e desencontros culturais e como esse processo repercutiu nas diferentes manifestações religiosas.
As expressões religiosas que são praticadas pelo índios, negros e brancos – catolicismo, protestantismo, cultos afros e orientais, e xamânicos; o diálogo inter-religioso, enquanto possibilidade ou não, e sobre a promoção da cultura da paz:

Índios, negros e bancos com suas culturas são os responsáveis pela formação e desenvolvimento do povo brasileiro, graças a esta cultura bem diversificada, nas religiões do Brasil podem ser verificadas diferenças envolvendo o catolicismo, por exemplo, em comparação a diferentes países da América Latina. Esta diferença justifica-se por valores assimilados pelas pessoas durante séculos envolvendo as matrizes étnicas representadas pelos portugueses, indígenas e africanos tornando a religiosidade com características bem brasileira.
Dentre as expressões religiosas praticadas no Brasil há predominância do catolicismo de origem ibérico e da magia européia presente desde a colonização que se impôs a vivencia religiosa dos índios, e até mesmo dos negros. Durante muito tempo o catolicismo imperou como a religião oficial do país marcado pelo autoritarismo do estado abrindo espaço para a chegada e disseminação do protestantismo. A pesar da predominância do catolicismo, o Brasil herdou dos africanos os cultos afro-brasileiros que foram trazidos pelos escravos a partir do século XVI, dando origem a religiões como o Candomblé, culto Vodu e a Umbanda.
O Candomblé basicamente é uma religião que cultua os orixás, deuses associados às forças da natureza, e sua liturgia é realizada no interior dos terreiros (o culto aos orixás também é uma prática de Xamanismo) que ao longo dos tempos adquiriu sincretismo religioso relacionado ao catolicismo. O Culto Vodu não é tão popular no Brasil como o Candomblé e a Umbanda, mas conta com um número de adeptos, baseia-se em dois pilares principais: a incorporação dos próprios deuses pelos fiéis e a invocação dos espíritos dos antepassados, com o objetivo de se fazer consultas oraculares. A Umbanda é uma religião tipicamente brasileira. Na verdade, pode-se dizer que ela não existe em nenhuma outra parte do mundo. Além do sincretismo clássico entre a herança religiosa africana e o Catolicismo, a Umbanda absorveu elementos do Espiritismo kardecista, de modo que, no decorrer dos rituais, o fiel se comunica com espíritos desencarnados.
O Termo Xamanismo, hoje em dia é utilizado para definir determinadas práticas espirituais e ritos religiosos, proto-históricos, e primitivos. Estas práticas tem em comum o culto a Natureza, e estão divididos em diversas modalidades, dentre elas:
Xamanismo dos aborígines (índios) siberiano;
Xamãs de tribos indígenas de todas as América.
O diálogo inter-religioso deve ser favorecido por todas as religiões como possibilidade da promoção da cultura da paz, e tem na reestruturação do ensino religioso uma grande possibilidade para alcançar este objetivo, conforme citado no comentário do item I.

A Antropologia é uma ciência que pesquisa as Culturas Humanas em todas suas manifestações. A Antropologia da Religião está inclusa na Antropologia Social Cultural. A história dessa disciplina realça as principais teorias que têm sustentado todas as pesquisas.

Sobre essas teorias e seus fundadores, considerando suas repercussões nas sociedades de todo o mundo:

Seguindo a ordem sistemática desde os primeiros estudos no campo da Antropologia a Teoria evolucionista teve início no século XIX, com Jacques Boucher de Perthes (1788-1868), primeiro autor a utilizar o termo “homem pré-histórico”. Anos mais tarde John Lubock (1834-1913) reavaliou numerosos dados acerca da “Cultura da Idade da Pedra” e organizou uma classificação em que enumerava as diferenças culturais e artísticas entre o Paleolítico (Idade da Pedra Lascada) e o Neolítico (Idade da Pedra Polida), mas foi com Charles Darwin (1809-1882) que início à sistematização da Teoria Evolucionista, com a publicação de dois livros que terão uma grande repercussão no mundo científico: A Origem das Espécies (1859) e A descendência do homem (1871), Nascia, então, a Antropologia Biológica (Física), a partir da discussão trazida à tona por estes autores.
Esta visão tomava a Europa como modelo de “civilização”, que podia classificar, julgar e justificar a dominação de outros povos. Esta maneira de pensar o mundo, a partir de sua “evolução” civilizatória, valorizando-a como superior às demais, ignorando as diferenças entre os povos, tidos como inferiores, recebeu o nome de etnocentrismo.
Com a Teoria Funcionalista se abandonam as teorias evolucionistas, partindo do princípio de que cada sociedade deve ser analisada em sua singularidade, fazendo parte de um conjunto bem integrado de relações e costumes. Para o funcionalismo a sociedade é tida como análoga a um organismo, e os processos sociais são comparados a processos fisiológicos que exercem o papel de satisfazer às exigências essenciais para manter o sistema funcionando. A função da cultura é satisfazer as necessidades da sociedade, que precisa dela para poder se manter e ser transmitida para as futuras gerações tal como ela é.
Bronislaw Kasper Malinowski (1884-1942) e Alfred Reginald Radcliffe-Brown (1881-1955) são os representantes mais conhecidos do funcionalismo. Suas obras foram uma reação positiva às teorias evolucionistas, sobretudo ao conceito abrangente de “sobrevivência de uma cultura” através dos tempos, que permite relacionar o presente com o passado. Entre os livros mais conhecidos de Malinowski estão: Argonautas do Pacífico Ocidental (1922), Crime e costume na sociedade selvagem (1926), A vida sexual dos selvagens (1929) e Magia, ciência e religião (1948).
Radcliffe-Brown é considerado como um funcionalista estrutural, fazendo a transição entre esta escola e a próxima, o estruturalismo. Ele analisa os sistemas sociais particulares, em um contexto mais completo, de muitas sociedades diferentes, identificando costumes similares em sociedades diferentes e comparou-as a fim de descobrir as funções inerentes dos seus costumes. Com este método comparativo, tentou explicar os princípios que ajudam a preservar a estrutura de cada sociedade.
A Antropologia estrutural , surgiu logo após a Antropologia Funcionalista, que foi visto anteriormente, seu maior teórico foi Claude Lévi-Strauss (1908), que esteve no Brasil, lecionando na USP e viveu entre os índios brasileiros. Fez diversos questionamentos aos autores vistos anteriormente e suas teorias, como Durkheim e o totemismo, Malinowski e o funcionalismo, etc. Para propor sua teoria do estruturalismo, Lévi-Strauss seguiu duas correntes anteriores: a psicológica, criada por Wilhelm Wundt (1832-1920), e a lingüística, de Ferdinand de Saussure (1857-1913), denominada de Estruturalismo. O autor reconhece em sua obra a influência de Karl Marx (1818-1883) e de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778).
Para Lévi-Strauss, a família representa a aliança, por isso não é um fenômeno de ordem natural. Desse modo, toda sociedade tem, como universal, mais do que o casamento, tem a questão da aliança. Publicou obras como: O pensamento selvagem (1962).
Outro autor que segue as idéias de Lévi-Strauss é o sociólogo Pierre Bourdieu (1931-2002), que trata a diferença entre os sexos como uma instituição "inscrita há milênios na objetividade das estruturas sociais e na subjetividade das estruturas mentais" (A dominação masculina, 1999, p. 48). A diferença aqui
A Teoria Interpretativa é A Antropologia Interpretativa - também chamada de Hermenêutica - foi fundada nos anos 60, nos Estados Unidos, e analisa a cultura como possuidora de uma série de significados que podem ser hierarquizados, ou seja, colocados conforme uma ordem de importância e de poder. O seu maior expoente é o antropológo americano Clifford James Geertz (1926), que já publicou vários livros e cujas idéias causaram grande impacto nas ciências humanas após os anos 50, Seu primeiro trabalho de campo foi o estudo da religião em Java, uma ilha da Indonésia, que ficou conhecido no livro The religion of Java (1976). No livro Nova luz sobre a Antropologia (2000), Geertz afirma que um dos principais deveres dos antropólogos e dos cientistas sociais é o de tentar fazer com que as diversas sociedades sejam capazes de atingir alguma compreensão sobre si mesmas. Para ele, a prática etnográfica constituía em fazer entrevistas a informantes, observar rituais, deduzir os termos de parentesco, traçar linhas de propriedade, fazer o censo doméstico.

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Autor
Administrador de empresas formado junto à Universidade Católica de Brasília-UCB. Como profissional, desenvolvi atividades por mais de vinte anos em empresa privada de grande porte, atuando nos departamentos de materiais, compras, patrimônio, recursos humanos, financeiro, departamento tributário, fiscal e gestão de contratos.
Atualmente reside em Manaus, empresário no ramo do varejo,  presta serviços de assessoria e consultoria administrativa e financeira para micro e pequenas empresas no seguimento de prestação de serviços e comércio varejista.
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Obrigado, adorei as dicas desta materia, abraço grande.
Fabiojrweb em 1 hora(s) em
Meu colega é gay. E daí?
 
A opcao sexual nao define o caracter da pessoa. Mas problemas com homosexuais sempre vai existir. ´´...
 
estou aqui para tirar 10 em hitoria
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