01 de julho de 2009, às 15h56min
Desenvolvimento sustentável - a lição da menininha
A alguns dias atrás fui ao Supermercado e me deparei com uma cena engraçada, mas, que me fez refletir muito.
Uma menininha linda no alto de seus 12 aninhos esperava tranquilamente chegar sua vez de passar pelo caixa.
Quando iria começar a ser atendida, séria e resoluta disse a menina do caixa que gostaria de falar com o gerente.
A princípio não percebi nada que justificasse este pedido e muito menos a menina do caixa.
Por insistência a caixa pediu que o chamassem, uma vez que a menininha estava decidida a não se retirar sem antes falar com o gerente.
Muito educadamente o gerente se aproximou:
- Pois não, em que posso ajudá-la?
A menininha encheu o peito e começou a falar:
- Aqui neste supermercado vocês não estão usando sacolas biodegradáveis, o senhor sabe as conseqüências e o mal que o senhor esta fazendo para o meio ambiente?
O gerente, estupefato pela ousadia e surpreso pela colocação da menininha, não sabia se ria ou se respondia a questão.
Após alguns longos minutos de uma aula com dados e estatísticas impressionantes sobre as conseqüências do uso de sacolas não biodegradáveis, não somente para o gerente, mas, também para um grupo de curiosos que se aproximou, a menininha olhou para mim e disse:
- Papai, agora vamos embora?
Eu não sabia onde me esconder com a nítida impressão de que estava pagando o maior mico.
No caminho conversamos e compreendi que ela estava coberta de razão, sendo assim, resolvi escrever este texto sobre desenvolvimento sustentável.
A vida é a coisa mais adaptável em nosso planeta. Apesar de todas as catástrofes, queda de meteoros, erupções vulcânicas, mudanças climáticas, a vida não apenas perdurou, ganhou pujança.
Com isso ela se tornou cada vez mais complexa e capaz.
A vida não pode predizer, antecipar, nem se preparar para o futuro, mas pode se adaptar, e continua se adaptando, porém, como sabemos, tudo tem limite.
Você deve estar perguntando, mas, o que eu tenho a ver com isso?
Vejamos:
Nos últimos 200 anos o Planeta perdeu seis milhões de quilômetros quadrados de florestas para a utilização dos seus recursos na indústria e na geração de energia. Além disso, essas áreas vão cedendo espaço para as cidades, agricultura, extrativismo mineral e criação de animais.
A carga sedimentar resultante da erosão do solo aumentou de três a oito vezes nas bacias hidrográficas nos últimos anos.
O volume de água retirado dos mananciais cresceu de cem para três mil e seiscentos quilômetros cúbicos por ano, nas últimas décadas.
Uma em cada cinco pessoas não tem alimento suficiente para manter uma vida ativa de trabalho, problema atrelado ao desemprego;
Poluiçao hidrica aumentou assustadoramente e um quarto da população mundial não dispõe de água potável e a maioria das cidades brasileiras lançam seus esgotos diretamente nos rios, sem nenhum tratamento.
As grandes cidades, principalmente dos países menos desenvolvidos, crescem vertiginosamente, aumentando a pressão da população sobre os recursos naturais e excluindo milhões de pessoas do acesso à saúde, moradia, lazer, educação e cultura.
Os Estados Unidos, com cinco por cento da população mundial, utiliza quase um quarto do total da energia produzida. Seu consumo por habitante é doze vezes maior do que o da China
Segundo o UNICEF, existem cerca de quarenta e cinco mil crianças trabalhando em lixões no Brasil, sujeitas a vários problemas de saúde e deixando de freqüentar a escola.
Em menos de 200 anos o Planeta Terra perdeu mais de 6 milhões de quilômetros quadrados de florestas.
E como resolver esta situação?
O desenvolvimento sustentável somente pode ser atingido caso os principais atores façam esforços conjuntos no sentido de encontrar soluções de longo prazo e compromentam-se a implementá-las em parceria. Somente a ação coletiva trará a esperança a milhões de pessoas em todo mundo.
Este objetivo só pode ser alcançado através de um programa que satisfaça hoje as necessidades dos indivíduos sem destruir os recursos que serão necessários no futuro.
Este programa deve ser baseado em um planejamento de longo prazo e no reconhecimento de que, para manter os recursos que tornam possível a vida, devemos admitir os limites de tais recursos
O desenvolvimento sustentável apóia-se no reconhecimento de que os desgastes ambientais estão quase sempre inter-relacionados.
Por exemplo, os desmatamentos implicam não só na destruição das florestas, mas também em uma aceleração da erosão do solo e do assoreamento de rios e lagos, disseminação de espécies, etc..
Sendo assim, devemos respeitar os princípios da vida sustentável, tais como, respeitar e cuidar da comunidade, respeitar e cuidar de todos os seres vivos, melhorar a qualidade da vida humana, conservar a vitalidade e a diversidade do Planeta Terra, permanecer nos limites da capacidade de suporte da Terra, modificar atitudes e práticas pessoais e empresariais, permitir e incentivar para que as comunidades cuidem de seu próprio meio ambiente e, principalmente, construir uma aliança global em prol do planeta.
Diante de tudo isso podemos afirmar que desenvolvimento sustentável refere-se a melhoria na qualidade de vida humana, respeitando-se ao mesmo tempo os limites da capacidade de provisão dos ecossistemas nos quais vivemos.
Ou seja, desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras atendam a suas próprias necessidades.
Em um sentido mais amplo, a estratégia do desenvolvimento sustentável busca promover a harmonia entre os seres humanos e, entre a humanidade e a natureza.
Para isso as ações econômicas, políticas e sociais devem estar de acordo para implantação do Desenvolvimento Sustentavel, como por exemplo o uso de novos materiais na construção civil, a reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais, o aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a solar, a eólica, e a geotérmica, a reciclagem de materiais aproveitáveis, o não desperdício de água e de alimentos e a diminuição, nos processos de produção alimentar, do uso de produtos químicos prejudiciais a saúde.
Enfim, estas são algumas idéias de um adulto que se sensibilizou com a história da menininha, mas, se você quiser se aprofundar mais no assunto, converse com qualquer garotinho ou garotinha de sua rua, com certeza eles terão muita mais sensibilidade para convencê-lo da gravidade e da necessidade de ajudar o planeta.
Uma menininha linda no alto de seus 12 aninhos esperava tranquilamente chegar sua vez de passar pelo caixa.
Quando iria começar a ser atendida, séria e resoluta disse a menina do caixa que gostaria de falar com o gerente.
A princípio não percebi nada que justificasse este pedido e muito menos a menina do caixa.
Por insistência a caixa pediu que o chamassem, uma vez que a menininha estava decidida a não se retirar sem antes falar com o gerente.
Muito educadamente o gerente se aproximou:
- Pois não, em que posso ajudá-la?
A menininha encheu o peito e começou a falar:
- Aqui neste supermercado vocês não estão usando sacolas biodegradáveis, o senhor sabe as conseqüências e o mal que o senhor esta fazendo para o meio ambiente?
O gerente, estupefato pela ousadia e surpreso pela colocação da menininha, não sabia se ria ou se respondia a questão.
Após alguns longos minutos de uma aula com dados e estatísticas impressionantes sobre as conseqüências do uso de sacolas não biodegradáveis, não somente para o gerente, mas, também para um grupo de curiosos que se aproximou, a menininha olhou para mim e disse:
- Papai, agora vamos embora?
Eu não sabia onde me esconder com a nítida impressão de que estava pagando o maior mico.
No caminho conversamos e compreendi que ela estava coberta de razão, sendo assim, resolvi escrever este texto sobre desenvolvimento sustentável.
A vida é a coisa mais adaptável em nosso planeta. Apesar de todas as catástrofes, queda de meteoros, erupções vulcânicas, mudanças climáticas, a vida não apenas perdurou, ganhou pujança.
Com isso ela se tornou cada vez mais complexa e capaz.
A vida não pode predizer, antecipar, nem se preparar para o futuro, mas pode se adaptar, e continua se adaptando, porém, como sabemos, tudo tem limite.
Você deve estar perguntando, mas, o que eu tenho a ver com isso?
Vejamos:
Nos últimos 200 anos o Planeta perdeu seis milhões de quilômetros quadrados de florestas para a utilização dos seus recursos na indústria e na geração de energia. Além disso, essas áreas vão cedendo espaço para as cidades, agricultura, extrativismo mineral e criação de animais.
A carga sedimentar resultante da erosão do solo aumentou de três a oito vezes nas bacias hidrográficas nos últimos anos.
O volume de água retirado dos mananciais cresceu de cem para três mil e seiscentos quilômetros cúbicos por ano, nas últimas décadas.
Uma em cada cinco pessoas não tem alimento suficiente para manter uma vida ativa de trabalho, problema atrelado ao desemprego;
Poluiçao hidrica aumentou assustadoramente e um quarto da população mundial não dispõe de água potável e a maioria das cidades brasileiras lançam seus esgotos diretamente nos rios, sem nenhum tratamento.
As grandes cidades, principalmente dos países menos desenvolvidos, crescem vertiginosamente, aumentando a pressão da população sobre os recursos naturais e excluindo milhões de pessoas do acesso à saúde, moradia, lazer, educação e cultura.
Os Estados Unidos, com cinco por cento da população mundial, utiliza quase um quarto do total da energia produzida. Seu consumo por habitante é doze vezes maior do que o da China
Segundo o UNICEF, existem cerca de quarenta e cinco mil crianças trabalhando em lixões no Brasil, sujeitas a vários problemas de saúde e deixando de freqüentar a escola.
Em menos de 200 anos o Planeta Terra perdeu mais de 6 milhões de quilômetros quadrados de florestas.
E como resolver esta situação?
O desenvolvimento sustentável somente pode ser atingido caso os principais atores façam esforços conjuntos no sentido de encontrar soluções de longo prazo e compromentam-se a implementá-las em parceria. Somente a ação coletiva trará a esperança a milhões de pessoas em todo mundo.
Este objetivo só pode ser alcançado através de um programa que satisfaça hoje as necessidades dos indivíduos sem destruir os recursos que serão necessários no futuro.
Este programa deve ser baseado em um planejamento de longo prazo e no reconhecimento de que, para manter os recursos que tornam possível a vida, devemos admitir os limites de tais recursos
O desenvolvimento sustentável apóia-se no reconhecimento de que os desgastes ambientais estão quase sempre inter-relacionados.
Por exemplo, os desmatamentos implicam não só na destruição das florestas, mas também em uma aceleração da erosão do solo e do assoreamento de rios e lagos, disseminação de espécies, etc..
Sendo assim, devemos respeitar os princípios da vida sustentável, tais como, respeitar e cuidar da comunidade, respeitar e cuidar de todos os seres vivos, melhorar a qualidade da vida humana, conservar a vitalidade e a diversidade do Planeta Terra, permanecer nos limites da capacidade de suporte da Terra, modificar atitudes e práticas pessoais e empresariais, permitir e incentivar para que as comunidades cuidem de seu próprio meio ambiente e, principalmente, construir uma aliança global em prol do planeta.
Diante de tudo isso podemos afirmar que desenvolvimento sustentável refere-se a melhoria na qualidade de vida humana, respeitando-se ao mesmo tempo os limites da capacidade de provisão dos ecossistemas nos quais vivemos.
Ou seja, desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras atendam a suas próprias necessidades.
Em um sentido mais amplo, a estratégia do desenvolvimento sustentável busca promover a harmonia entre os seres humanos e, entre a humanidade e a natureza.
Para isso as ações econômicas, políticas e sociais devem estar de acordo para implantação do Desenvolvimento Sustentavel, como por exemplo o uso de novos materiais na construção civil, a reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais, o aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a solar, a eólica, e a geotérmica, a reciclagem de materiais aproveitáveis, o não desperdício de água e de alimentos e a diminuição, nos processos de produção alimentar, do uso de produtos químicos prejudiciais a saúde.
Enfim, estas são algumas idéias de um adulto que se sensibilizou com a história da menininha, mas, se você quiser se aprofundar mais no assunto, converse com qualquer garotinho ou garotinha de sua rua, com certeza eles terão muita mais sensibilidade para convencê-lo da gravidade e da necessidade de ajudar o planeta.
Assuntos
a, vida, e, coisa, mais, adaptavel, em, nosso, planeta, apesar, de, todas, as, catastrofes, queda, meteoros
Autor
Rubens Fava é formado em Ciências Econômicas e Administração com ênfase em marketing, especialização em Productivity Improvement pelo JPC – Japan Productivity Center for Sócio-Economic Development – Tokyo - Japan, Teoria das Restrições – Institute Goldratt – Saint Paul – USA., Management Study – Baldwin-Wallace College – Berea – Ohio – USA. Mestre em Administração pelo ESADE de Barcelona ES e doutorando em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina - USFC. Autor dos livros Caminhos da Administração, Arauto, Gestão Empresarial – Volume II, Um tributo a Peter Drucker – capítulo 2, Gestão & Administração – A trajetória de uma executiva de sucesso e Espiritualidade Organizacional.
É autor dos livros
1- Caminhos da Administração.
2- A trajetória de uma executiva de sucesso.
3- Espiritualidade Organizacional
É autor dos livros
1- Caminhos da Administração.
2- A trajetória de uma executiva de sucesso.
3- Espiritualidade Organizacional
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