Deus dá, Deus tira
O Partido dos Trabalhadores (PT) foi fundado com a intenção única, embora quase impossível, de conquistar o poder.
Inicialmente, era um minúsculo partido, pobre e sem nomes de expressão política; era um fusca pilotado por um torneiro mecânico conhecido por "Lula". O referido motorista não possuía nenhum tipo de bagagem curricular, nem realizações ou projetos de qualquer natureza. Sua única arma era uma metralhadora de críticas, incluindo, também, mentiras como munição.
O PT assistia a tudo, procurando tirar proveito para melhorar e adequar sua estratégia a caminho do poder. Lula, o grande líder do então pequeno PT, era sua única bandeira, que sequer fazia cócegas nos demais partidos.
O PT ainda recebeu uma verdadeira ducha fria: o governo Itamar Franco, tendo como ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, cria o Plano Real. O povo enxergou o sucesso do plano e elegeu, por duas vezes consecutivas, FHC como presidente, pelo PSDB. De fato, o Brasil encontrou, assim, o rumo do primeiro mundo, e a população percebeu as conseqüentes melhorias.
Parecia tudo perdido para o PT. Entretanto, o próprio PSDB deu o primeiro ponta-pé em direção à incompetência: o partido lançou a candidatura de José Serra à Presidência da República, mas o candidato repudiou o apoio de FHC, que, por outro lado, cruzou os braços.
Daí a primeira vitória do candidato sem bagagem e sem ética, com sua velha metralhadora, porém totalmente remodelada.
A falta de ética é comportamento comum de gente que nasceu sem o berço de bons exemplos, dos bons costumes morais. Sem educação doméstica, como se diz vulgarmente, rodam a baiana, soltam pum, arrotam em qualquer lugar. Alguém já disse: "o que trazemos do berço, somente a morte tira". Ninguém acreditava mesmo naquele partido anão de um só líder, mas um líder de comportamento popular, até mesmo na falta de bons modos.
Foi o Plano Real o responsável pelo controle da inflação; foi o mesmo plano que permitiu o financiamento a longo prazo de bens duráveis ou não; foi este plano que permitiu, também, o acesso à faculdade particular; o Plano Real assegurou, ainda, o aumento da arrecadação do governo.
Essa arma poderosíssima do PSDB foi esquecida pelos políticos e pela mídia, que, em consequência, dançaram na metralhadora de Lula, sem notar que as balas que ele usava eram de festim.
Com maestria, Lula soube blefar e, por duas vezes, ganhar as eleições presidenciais.
FHC disse, certa vez: "Não pensei que governar o Brasil fosse tão fácil".
Realmente, recebeu de Itamar Franco a casa arrumada com o Plano Real.
Da mesma forma, Lula recebeu de FHC a casa arrumada, manteve a política econômica e partiu para o abraço. Enxergou, também, que o povo tem memória curta, e que realizações não lhe dariam vida longa no poder.
Enxergou, ainda, que a barriga do miserável é imediatista e tem memória longa. Por isso, usou a política social, dando esmolas para colher prestígio pessoal, não importando se a consequência era o surgimento de um gigantesco mundo de marginais.
Naturalmente que, para o PT se manter no poder por mais tempo, coisa pior está por vir. Uma víbora, talvez.
Porém, escravizar o pobre com esmolas é crime hediondo. Por isso, uma luz no fim do túnel avisa: Deus dá, Deus tira!
Todo este artigo pertence ao Sr.
Bruno Villaça, Bacharel em Administração
villaca.bruno@hotmail.com
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