Dia do Trabalho
Primeiro de maio, Dia do Trabalho, quantas batalhas a comemorar e quantas ainda serão travadas, em nome do respeito que se deve ao trabalhador e, para que seja o Trabalho uma busca constante de realização profissional e conseqüentemente pessoal. Mezomo (2001, p.20), destaca a importância de melhorar os serviços para tornar a empresa sempre mais competitiva e para garantir-lhe apoio e credibilidade. “... e para isto é preciso acreditar nas pessoas, nos gerentes, nos chefes e nos funcionários, garantindo-lhes e possibilitando-lhes o espaço de que necessitam para sua própria expressão e manifestação”.
Infelizmente, nem todos pensavam assim: desde os primórdios da humanidade os relacionamentos do homem sempre se realizaram de duas formas: “Eu mando” e “Você obedece” ou “Eu sou superior” e “Você inferior”, gerando queima de pessoas nas fogueiras da Inquisição ou cabeças a rolarem nas guilhotinas, fora outras barbáries em nome do poder. Essa visão embora muitas vezes camuflada na contemporaneidade, ainda existe de forma sutil em todos os tipos de relações desde as afetivas até as referentes ao trabalho, onde cada um a sua maneira tenta subjugar o outro ou ser objeto de submissão. O risco invisível nas relações e condições de trabalho comprometem a identidade, a dignidade e as relações afetivas e sociais ocasionando graves danos à saúde física e mental do trabalhador, evoluindo para incapacidade laboral, desemprego ou, até mesmo a morte.
Quanto mais ampliamos nosso conhecimento sobre determinado assunto menor será a vulnerabilidade em relação a opressão que o trabalho e a relações hierárquicas imprimem no trabalhador, por isso vamos conhecer um pouco sobre o Assédio Moral. Leymann, em 1995, difundiu o resultado de pesquisa sobre o assunto por toda Europa, despertando em outros países interesse pelo tema como a Alemanha que promoveu atendimento médico específico para as vítimas e viabilizou estudos inseridos em disciplina da Psicologia do Trabalho. Na França, a Vitimologia surge como especialidade da área médica analisando os processos de vitimação e suas conseqüências. Mais tarde, em 1998 , o pesquisador divulga índices do sofrimento do trabalhador com a violência no ambiente interno de trabalho, sendo 8,1% na Europa; 16,3% na Grã-Bretanha; 10,2% na Suécia; 9,9% na França; 7,3% na Alemanha e 4,2% na Itália .
O Assédio Moral é conceituado como exposição do trabalhador a situações humilhantes, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, predominando relações desumanas, condutas hostis de longa duração, de um ou mais chefes. Comum nas relações hierárquicas autoritárias envolvendo gestores e chefias que perseguem um ou mais subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o muitas vezes a desistir do emprego. Presente nas relações de trabalho do mundo todo não sendo relacionada a especificidade profissional. Muitas vezes a vítima é isolada do grupo sem explicações sendo hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares e, em associação com a competitividade os colegas rompem laços com o trabalhador e reproduzem ações e atos semelhantes ao agressor no ambiente interno do trabalho.
O Assédio Moral se instala de forma gradativa ou abrupta, variando com o tipo da organização, atingindo o trabalhador no prazo de seis a trinta e seis meses de exposição aos estímulos negativos. Os setores de prevalência são: a) Setor terciário, Setor de medicina social e de ensino; b) Setor privado caracterizando reduzida incidência devido pedido de demissão da vítima; c) Setor público cuja incidência e o tempo de exposição são elevados devido a estabilidade que o setor oferece.
Tipos de Assédio: a) Assédio Horizontal: comum entre colegas que disputam a obtenção de um mesmo cargo ou pela dificuldade de conviver com diferenças racial, sexual e religiosa. A inveja e inimizades pessoais aparecem como causa do conflito interpessoal: a inveja é um sentimento de cólera que o sujeito experimenta quando percebe que o outro possui um objeto desejável, sendo sua reação a de apropriar-se dele ou de destruí-lo, podendo influenciar radicalmente o desempenho e a efetividade de um grupo (TOMEI,1994, p.6). A organização deve agir de forma educativa, aplicando sanções aos empregados envolvidos, sem tomar partido; b) Assédio Vertical Ascendente: tipo de assédio raro de acontecer relacionado com os níveis hierárquicos da organização onde um chefe recém contratado não alcança um nível de simpatia ou cujos métodos são reprovados por seus subordinados. Uma forma desse assédio é a falsa alegação de assédio sexual com o objetivo de atentar contra a integridade e reputação moral do chefe; c) Assédio Vertical Descendente: as chefias agridem de diversas formas um ou demais empregados, sendo levado a crer que deve aceitar tudo que lhe é imposto se quiser se manter no emprego; caracteriza uma forma de gestão tirânica, sendo o mais perverso dos assédios, deixando a vítima desamparada e desprotegida, causando-lhe maiores prejuízos físicos e mentais; d) Assédio Misto: predominância em organizações com elevado nível de competitividade interna imperando a gestão por estresse através de elevado nível de exigências; os colegas com receio de represálias colaboram com o comportamento tirânico e agressivo da chefia, subjugando o colega.
Os fatores estressores do Assédio Moral desencadeiam sintomas aparentemente inofensivos que dependendo do tempo de exposição e do perfil do funcionário poderão causar graves danos à saúde física e mental do mesmo. Os principais sintomas físicos e mentais são: irritabilidade, distúrbios do sono, choro, tonturas, perda de apetite, taquicardia, hipertensão, dores no corpo e /ou cabeça, distúrbios digestivos, descontrole emocional, angústia, ansiedade, depressão, fuga através do álcool e outras drogas, idéias de suicídio.
No Brasil, a demanda crescente de problemas relacionados com a saúde do trabalhador motivou o Ministério da Saúde em 2003 a desenvolver ações através da Política Nacional de Segurança do Trabalhador estabelecendo diretrizes fundamentais como:
1) Atenção integral à saúde do trabalhador; 2) Articulação intra e intersetorial; 3) Estruturação de uma rede de informações em saúde do trabalhador; 4) Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos; 5) Participação da comunidade na gestão das ações em saúde do trabalhador.
Maria Lúcia Lacanna
marialucialacanna.blogspot.com
Consultoria: Programas de Prevenção de Estressores Ocupacionais
Programas de Prevenção de Drogas nas Empresas
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1.Graduação
Terapia Ocupacional pela U.S.P.
>Atua como Terapeuta Ocupacional em Psiquiatria foco Transtorno Mental e Dependência Química
>Experiência de trabalho em Hospital Integral do SUS, CAPS II ,Comunidade Terapêutica AD e Ambulatório de Saúde Mental
>Experiência em Oficinas Terapêuticas em Hospital Psiquiátrico e CAPS II
>Atuou como Terapeuta Ocupacional no Programa de Cultivo de Plantas Medicinais voltado ao tratamento do portador de transtorno mental crônico
>Atuou como Terapeuta Ocupacional: Geriatria, Neuro-Ortopedia , Neurologia Adulto/Infantil , Deficiência Visual
2.Especialização
MBA-Administração Hospitalar com complementação em Magistério Superior
>Coordenação do Serviço de Atendimento ao Usuário e Familiares de Álcool e Drogas em Ambulatório de Saúde Mental
>Exerceu cargo de Diretora Administrativa de Hospital Psiquiátrico Integral Estadual
>Pesquisadora na área de Administração Hospitalar com ênfase em Saúde Mental na Gestão de Recursos Humanos. Pesquisa dos Fatores de Risco que Interferem na Qualidade de Vida dos Profissionais de Enfermagem e suas Estratégias Defensivas
3.Magistério
>Coordenadora e professora de Cursos de Extensão e Capacitação presenciais na área da Saúde
>Atuou como docente no ensino superior nas disciplinas Clínica Médica e Deficiência Visual na Faculdade de Terapia Ocupacional e Supervisora de estágios no ensino superior nas disciplinas Psiquiatria - Geriatria/Gerontologia da Universidade Metodista
4. Consultoria e Projetos
Agente Sócio-Ambiental -UFPR
Consultora em Feng-Shui
>Consultoria e implantação de Projetos em Serviços de Saúde e Programas de Prevenção às Drogas nas Empresas
>Coordenação do Programa de Cultivo de Plantas Medicinais voltado ao tratamento do portador de transtorno mental crônico.
>Implantação e Coordenação de Programas nas Oficinas Terapêuticas em Hospitais e Clínicas >Implantação e gerenciamento hospitalar de Resíduos Sólidos e Orgânicos
>Consultoria na arte-milenar do Feng-Shui aplicada ao indivíduo e empresas
5.Voluntariado
> Implantação do Programa Ação Voluntária em Hospital Psiquiátrico
>Ações de Prevenção às Drogas na SEJÚ-CEAD/PR e no IPAD/PR
6. Outras Atividades
>Organização de eventos institucionais e na comunidade
>Artigos em jornais e internet
>Autora de Livros
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