A Copa do Mundo da África acabou. As vuvuzelas, enfim, silenciaram-se. As bandeiras também saem de cena. O Brasil não trouxe o hexa, mas começa a se preparar para receber o mundial de 2014. Finda a maratona futebolística, o país agora volta a sua atenção para as eleições presidenciais que elegem, também, governadores, senadores e deputados. A disputa sai dos campos e vai para as urnas eletrônicas. E, ao que tudo indica, essa será umas das eleições mais acirradas já vividas no Brasil, pois as pesquisas eleitorais de intenção de votos indicam pequenas diferenças entre um candidato e outro. Uma das razões para tamanha disputa pode estar nos inúmeros escândalos de corrupção. Desconfiados com a idoneidade dos candidatos, muitos eleitores estão indecisos. Para convencê-los, os concorrentes terão pela frente um grande desafio. Há quem diga, por exemplo, que as eleições 2010 serão do povo brasileiro. Hoje, qualquer cidadão que goze de direitos políticos pode pedir a inelegibilidade de candidatos registrados que estão com a ficha suja. O pedido deve ser feito à Justiça Eleitoral até cinco dias após a publicação da lista, por meio de petição fundamentada. A Lei da Ficha Limpa também promete impugnar, por oito anos, as candidaturas de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada, ou seja, tomada por vários juízes ou desembargadores, mesmo que o trâmite do processo não tenha sido concluído no Judiciário. O projeto, que torna inelegível, ainda, os excluídos do exercício de uma profissão por decisão de órgão competente – no caso os conselhos profissionais, é uma proposta de iniciativa popular, apresentada à Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, com mais de 1,6 milhão de assinaturas e que já está valendo para as eleições deste ano. Como é possível perceber, os eleitores têm em mãos a chance de mudar o cenário político do país. É importante analisar a ficha, mas também é essencial conhecer a história do candidato para saber se ele tem experiência em gestão e se está preparado para representar milhares de brasileiros. Assim como o articulista Stephen Kanitz, defendo que o Brasil precisa de Administradores sérios e comprometidos com a nação. Este profissional foi preparado para gerir recursos e fazer planejamento a curto, médio e a longo prazo. A história prova, por exemplo, que em momentos de crises financeiras e políticas as empresas com um bom sistema de gestão conseguiram superar as dificuldades. O Brasil necessita, portanto, de Administradores para gerenciar uma nação com 190 milhões de brasileiros. Mais do que eficiente e capaz, este profissional é um homem acostumado às mudanças e sabe o que é necessário para adaptar-se a elas. Adm. Roberto Carvalho Cardoso Presidente do Conselho Federal de Administração