Um dos empresários mais conhecidos de Igrejinha, no Vale do Paranhana, Nilso Ries, 43 anos, foi perseguido e morto a tiros enquanto dirigia seu carro na BR-116, em Sapucaia do Sul, por volta das 4h de ontem. O autor do disparo estava em um carro não identificado. Em um feriadão com pelo menos 36 homicídios, o assassinato do empresário chama a atenção pelo mistério que o envolve. Conforme a polícia, Nilso esteve no Status Club, no Centro de São Leopoldo, até as 3h30min. Lá encontrou três mulheres, operárias de fábricas no Vale do Sinos, com as quais conversou, tomou cervejas por poucos minutos e se ofereceu para levá-las em casa, em Sapucaia do Sul. As três embarcaram no Fusion modelo 2010 de Nilso. O empresário seguiu pela pista lateral da BR-116 quando, perto do pórtico de entrada de Sapucaia do Sul, um veículo emparelhou pela esquerda e, em seguida, começaram os disparos contra o Fusion. Um tiro se alojou na porta do motorista, e o outro quebrou o vidro e atingiu o rosto de Nilso, que morreu na hora. Desgovernado, o Fusion bateu contra o meio-fio, atravessou a pista, subiu a calçada e colidiu contra o muro de uma fábrica. Com o impacto, os airbags foram acionados, e as mulheres sofreram apenas escoriações. Elas disseram que não poderiam identificar o veículo nem o autor dos tiros. – A gente conheceu ele (Nilso) no baile e vinha conversando, o carro ia devagar. Só ouvi o estouro do vidro. Pensei que fosse um tijolo e me abaixei – contou uma das mulheres, de 39 anos, que estava no banco do carona e pediu para ter o nome preservado.