Terminamos o ano de 2009 assistindo pela grande imprensa os debates da COP 15 em Copenhague sobre os necessários acordos das nações para a redução de emissões de poluentes como o metano e o CO², gases responsáveis pelo efeito estufa e consecutivamente pelo aquecimento global.
A grande dificuldade do mundo político e econômico hoje é conciliar o crescimento da economia com a redução dos impactos ambientais, tema que está na agenda mundial. A partir do início da década de 1970, os países vêm tentando um acordo para solucionar estas preocupações, mas sempre terminam num impasse: desenvolvimento econômico tem custo financeiro e quem paga a conta?
Entendemos que a economia se move como um ser vivo e para tanto, precisa de energia. Atualmente se discute com muita freqüência a substituição de fontes altamente poluentes por fontes mais limpas. Durante os cinco anos que estive no mandato de senador da república me debrucei sobre o assunto e posso afirmar que o Brasil é um dos países que mais diversificou suas fontes energéticas, tendo uma matriz das mais limpas que existe.
Fontes como o carvão mineral e o petróleo são os mais abundantes e mais utilizados no mundo, pela facilidade de fornecimento de matéria prima e a implantação de usinas nos mais longínquos lugares, porém, são os vilões de emissão de CO² e o efeito estufa; a fissão nuclear, seu principal problema é guardar o resíduo e a segurança contra vazamentos, essa fonte custa caro e sua tecnologia é para poucos; hidroelétricas, só produz energia elétrica e é zero de poluição atmosférica, mais é um problema para flora, fauna e social e só é possível onde existe água corrente; eólica, é muito cara e só é possível onde existem ventos permanentes a uma velocidade de 8m/s; solar, é muito cara, de baixa geração e as baterias que utiliza é um lixo químico; biocombustíveis, precisa de terra para cultivar oleaginosas e sacarose e portanto, pode reduzir o fornecimento de alimentos básicos. Por fim, todas as fontes têm seus problemas e um dado interessante é que quanto mais suja a fonte, mais abundante e mais barata e quanto mais limpa, mais escassa e mais cara.
Outro problema que impede um acordo internacional é a relação de poder e domínio sobre determinada fonte. O Brasil tenta a liderança sobre o etanol, mas os EUA, Europa e Japão não aceitam isso e procuram inviabilizar as exportações brasileiras deste produto esperando que eles dominem esta tecnologia ou descubram algo melhor. Como vemos, se a lógica é capitalista, o meio ambiente é uma questão de economia: sem pagamento, não há acordo.
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/energia-desenvolvimento-e-meio-ambiente-como-conciliar/37413/