Por Marcelo Ribeiro
Ter um negócio próprio ou ter uma franquia? No último post, revelei que o ramo que me identifiquei foi o de pequenos reparos e que a questão agora era saber se optaria por uma franquia ou não. Para isso, foi muito importante levantar dados e informações sobre os dois modelos antes de começar a investir financeiramente.
Em minha opinião e da forma como avaliei cada uma das opções, senti que antes de qualquer coisa e até mesmo da afinidade pelo ramo, vi que era necessário identificar com qual dos dois métodos de trabalho gostaria de me envolver, já que franquia e negócio próprio possuem características bem particulares.
Caso você opte por uma franquia tenha em mente que, no momento que você paga a taxa de franquia você, na verdade, está adquirindo três “bens” da empresa franqueadora: sua marca, seu know how e uma carteira de clientes ávidos pelos serviços oferecidos por essa marca. Procure, agora, responder a essas três básicas, porém fundamentais perguntas:
1. A marca que você está adquirindo tem uma força de mercado proporcional ao valor cobrado pela taxa de franquia?
2. O mesmo vale para o know how. O conhecimento adquirido pela empresa e que agora está sendo oferecido à você é coerente com o valor cobrado por ela?
3. É oferecida uma carteira de clientes que te garanta um mínimo de faturamento para o início de sua operação?
Em meu caso o critério “força da marca” não foi tão decisivo, pois sabia que as empresas que contataria seriam pouco conhecidas pelo mercado..
No quesito Know how, a PraQueMarido me passou um pouco mais de confiança, fruto de sua maturidade de mercado adquirida dos seus mais de 10 anos de existência. Agora, sobre a carteira de clientes, eu percebi que isso varia muito de empresa para empresa, mas que em alguns casos há uma especial dedicação no fechamento de contratos de prestação de serviço com empresas de presença nacional, lhe assegurando uma interessante base de clientes.
Outro diferencial em uma franquia que deve ser destacado, como modelo de negócio é que o franqueado acaba distante da gestão estratégica de sua empresa ficando, de certa forma, refém das decisões da empresa franqueadora. Já em seu próprio negócio, você acaba sendo responsável por tudo, do operacional ao estratégico, tendo mais autonomia, porém tendo também que contar com sua própria estrutura para guiar-lhe na tomada de decisão.
Acredito que a empresa franqueadora precise ouvir as ideias dos franqueados, pois, em muitos casos, são eles o único meio de ligação da companhia com o mercado. Contudo, para que esse processo não descaracterize a companhia mãe, permitindo que cada franqueado faça o que bem entender do seu negócio, ela deve estabelecer critérios de avaliação das ideias/sugestões fornecidas e somente aprovar aquelas que apresentem maior sinergia com a essência da empresa.
Enfim, abrir seu negócio com sua própria marca requer dedicação redobrada. Você tomará decisões nas mais diversas áreas, desde a criação da sua logomarca, escolha de fornecedores, criação de estratégias de marketing, passando até por questões fiscais e tributarias entre tantas outras preocupações. Já na franquia, você recebe a estratégia pronta, precisando dedicar-se à operação, ou seja, ao dia a dia de sua empresa.
Depois dessa avaliação ficou claro para mim que o futuro empreendedor percebendo que possui espirito inovador, tem iniciativa e gosta de criar e implementar suas próprias ideias deve seguir pelo caminho da marca própria. Agora, se seu perfil é o de dar sequência a uma ideia já criada, a franquia talvez corresponda melhor as suas expectativas.
Primeiros passos rumo ao meu próprio negócio
Quando a afinidade fala mais alto na escolha de um negócio
Aguarde o último post da série Diário de um Empreendedor e conheça o que esse futuro empresário decidirá para comerçar o negócio.