20 de maio de 2010, às 13h07min

Entrevista no programa "Mulheres"

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A origem da palavra trabalho já nos dá uma indicação de nossa relação com esta parte tão importante de nossa vida. Trabalho tem origem na palavra latina TRIPALIUM. Tri significa três. Palio (no plural palium) quer dizer lança, pedaço de madeira com ponta. Tri-palium: três lanças, o que no português chamamos de tridente. E isto mesmo, aquele garfo grande de três pontas que o diabo usa para torturar as pobres almas penadas.
No Império Romano, o trabalho estava ligado à escravidão. Só os escravos trabalhavam. Os homens livres, os cidadãos, não executavam tarefa tão degradante como trabalhar.
Esta relação com o trabalho está na base de nossa cultura ocidental, em especial nos países católicos, como o Brasil. Encaramos o trabalho como um fardo, como algo que temos que carregar pela nossa vida. E muitas vezes, com um chefe que nos cutuca com o seu tridente que tem como pontas a falta de educação, o não reconhecimento de nosso valor e a indiferença com nossas opiniões. Por isso, muitos de nós consideramos que devemos ser sérios, carrancudos e mal humorados no trabalho.
Quem já não acordou em um dia no qual tudo parece dar errado? Levantar no momento errado, enfrentar um trânsito enorme, pressão no trabalho, chefe bravo. Em um dia como estes, não há como evitar o mau humor.
Mas a cara fechada não vai ajudar a resolver os problemas. Pelo contrário: o profissional passará pelo menos oito horas no ambiente de trabalho de mau humor, e o clima a sua volta ficará pesado, complicando ainda mais a situação. Ninguém é uma ilha. No trabalho, os funcionários se relacionam com os demais participantes do grupo. Portanto, o mau humor afastará o grupo, impossibilitando um clima cooperação.
É por isso que as empresas têm valorizado cada vez mais profissionais bem humorados, que saibam sorrir de forma espontânea, que enfrentam os reveses do trabalho de forma positiva. Da mesma forma que o mau humor contagia os demais funcionários e desestabilizava a equipe, o bom humor cria um clima de cooperação, que agrega as pessoas em torno de objetivos comuns
Não cabe mais acreditar que competência, comprometimento e resultado só podem ser obtidos por pessoas sérias. Mas é preciso conhecer bem o limite entre o humor e o desrespeito. Bom humor não é contar piadas e ser sarcástico o tempo todo. O engraçadinho, aquele que faz piada com tudo e com todos, é tão desagradável quanto o mal-humorado.
O bom humor no ambiente de trabalho não depende apenas dos funcionários. O alto astral dos funcionários depende também da infra-estrutura física e organizacional da empresa.
Um ambiente limpo, organizado, claro, que possibilita a interação entre as pessoas, sem salas fechadas, portas trancadas, divisórias ajuda na criação de um clima positivo. Da mesma forma, estruturas hierárquicas mais flexíveis, nos quais os chefes são acessíveis, programas que valorizem o talento pessoal, criam um ambiente saudável que cria um impacto positivo na produtividade.
Wellington Nogueira, fundador do grupo Doutores da Alegria, dá uma boa dica de como começar a praticar o bom humor no seu dia-a-dia: "O humor começa na capacidade de a pessoa rir de si mesma - de abrir espaço para se encantar e se divertir - antes de rir de qualquer coisa".
Então comece agora: ria de si mesmo!



 

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Autor
Prof. Fabiano Caxito, mestre em Administração Estratégica. Coordena os MBA´s em Gestão Comercial e Supply Chain Management e os cursos de Especialização em Logística das Operações Comerciais, Comércio Exterior e Gestão em Vendas da Universidade Cidade de São Paulo, instituição na qual atua também como professor e assessor acadêmico.

A ampla experiência profissional em todos os escalões da área comercial e de logística foi desenvolvida em grandes empresas, sendo que se destaca a atuação como repositor, vendedor, auxiliar de marketing, supervisor de marketing, supervisor de vendas, gerente de vendas, gerente comercial e gerente de planejamento estratégico em revendas AmBev, com as Marcas Brahma, Skol e Antarctica nas cidades de São Paulo, Guarulhos e Campinas.

Autor dos livros Não Deixo a Vida me Levar, a Vida, Levo Eu! pela Ed. Saraiva, Recrutamento e Seleção, e Administração da Produção pela Ed. IESDE, e do Guia dos Cursos Tecnológicos – Do Ensino Médio à pós-graduação em apenas 3 anos, pela Ed. Digerati.

Ministra palestras sobre Geração Y, Marketing Pessoal, Empreendedorismo, Planejamento de Carreira e Network e atua como consultor de empresas nas áreas de Treinamento, Recrutamento e Seleção.

Site: www.aceleresuacarreira.com.br
         www.consultoriaboss.com.br
 
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