* Por Bruno Espinoza e Andre Trez A Comunicação Interna é fundamental para definir o discurso de uma organização. A qualidade da comunicação que uma empresa presta ao mercado e à imprensa é, muitas vezes, consequência da eficiência da comunicação exercida nos seus corredores e pelas equipes. Para que a comunicação externa tenha eficácia é necessário que o público interno compreenda bem as principais mensagens da empresa e suas estratégias. Com a Comunicação Interna, a própria equipe refletirá exatamente a mensagem que a empresa quer passar ao mercado. Mas, como se trata de uma atividade para públicos específicos, permeados por culturas organizacionais distintas, as ferramentas e os canais de Comunicação Interna precisam estar alinhados aos objetivos da empresa. Existem diversas ferramentas e canais, mas a aplicação de cada uma varia de empresa para empresa, dependendo da sua realidade e dos seus objetivos. As principais ferramentas encontradas nas empresas são os Kits de Boas-Vindas; o Manual de Políticas e Procedimentos; Campanhas de Conscientização, Incentivo e Motivação; Programas Culturais, Sociais ou Esportivos; Vídeos Institucionais; Publicações Eletrônicas e Digitais; Intranet; TV Corporativa; Web Cast; Chat; Blog Corporativo; Publicação Impressa; Workshops e Jornal Mural. Para cada realidade e a partir da identificação das necessidades específicas das equipes de uma empresa, é possível combinar esses e outros canais de comunicação. O importante é ter o pacote de ferramentas a serviço do livro fluxo das informações estratégicas para os times de colaboradores. Diagnósticos obtidos em pesquisas prévias podem revelar a combinação de ferramentas e conteúdos mais adequada. O executivo que quer obter sucesso organizacional também deve saber da sua importância no centro do processo de Comunicação Interna. Todo bom e moderno gestor tem papel preponderante como o 'primeiro comunicador' entre a sua equipe e a organização. O crescimento da Comunicação Interna – estes eficientes gestores já sabem – é resultado de uma mudança comportamental no mundo dos negócios. Hoje, tornou-se imprescindível integrar colaboradores e, para isso, as empresas precisam transmitir a sensação de que eles são parte integrante do negócio. A experiência nos dá claros testemunhos de que colaboradores envolvidos com a realidade organizacional trabalham em grande sintonia com os valores da empresa e com as expectativas que se cultivam todos os dias, seja das organizações, seja dos profissionais. Conhecimento recíproco é a alma da Comunicação Interna. O que é possível? O gestor pode reforçar as mensagens institucionais e atualizar as orientações do mercado em que a empresa atua. Quando um colaborador tem clareza do seu papel na organização e reconhece o seu posicionamento no todo empresarial, fica mais fácil obter coerência entre as suas expectativas e potencialidades com os objetivos, as metas e os desafios da organização. Em sintonia, 'atingir os objetivos' é frase que gera prazer, crescimento e satisfação. Tudo isso porque a Comunicação Interna, se bem desenvolvida e fomentada com base na realidade da organização, promove o diálogo entre colaborador e gestor. Nada mais produtivo do que a clareza própria de cada peça atuante na máquina empresarial. A harmonia dos processos agradece. Mas não é só envolver e integrar, é preciso gerar valor. Toda Comunicação Interna de sucesso passa por reformas e correções de rumos depois de instalar pesquisas que diagnosticam a sua eficiência prática. Aprende-se errando, confirmam os melhores cases de Comunicação Interna. Não é a toa que consultar o público interno para medir resultados ajuda a mensurar a eficiência estratégica das ferramentas. Nada é mais aguardado por quem inaugura programas de Comunicação Interna do que agregar valor à marca. Quando a pesquisa de resultados se transforma em prática na rotina empresarial, ao setor de Comunicação cabe o desafio de encontrar os métodos e indicadores para medir o desempenho dos canais empregados. Medir sempre foi a melhor fórmula para revigorar e orientar a capacidade efetiva de se comunicar internamente. Mensurar resultados em comunicação também é importante para difundir, de forma concreta, a contribuição da Comunicação Interna na obtenção dos objetivos traçados. O processo instaurado, se não for testado, pode ser encarado como uma despesa, e não como um investimento estratégico. Mas, de nada adianta medir resultados se a comunicação não for orientada para estar em sintonia com o Planejamento Estratégico Corporativo da empresa. Lembre-se: a Comunicação Interna não é um objeto suspenso na vida da organização, ela também está a serviço da viabilização dos objetivos e das metas estabelecidas. A coerência estratégica é a medida cautelar para que todos os colaboradores sejam capazes de valorizar os canais e o fluxo saudável das informações internas. Nenhum Jornal Mural deve ser inaugurado sem a convicção e o sentimento coletivo de relevância do canal e do seu conteúdo. Alinhamento estratégico é fundamental. Sempre nos depararemos com um grande volume de cases de Comunicação Interna. Eles comprovarão que é possível, para a Comunicação Interna, exercer papel fundamental em determinada empresa para gerar resultados de braços dados com as suas estratégias de construção da marca. O que os gestores de todos esses casos de sucesso têm em comum? Todos enxergaram e admitiram o público interno como estratégico. Todos dedicaram diversos esforços para fomentar a melhor sintonia entre comunicação, colaboradores e organização. Mas, nenhum deles teve o receio de abrir os canais internos por onde trafegariam com saúde e vigor os valores e a visão estratégica das suas corporações. André Trez é pós-graduado em marketing e o Bruno Espinoza é jornalista.