Equilibrio entre a Vida Pessoal e Profissional
A desculpa que mais damos e ouvimos é "quando eu conseguir concluir as coisas mais importantes, meu ritmo de vida irá naturalmente se acalmar, e eu vou dar mais atenção à família, à saúde e ao lazer".
Este dia nunca chega, e as pessoas para obter sucesso profissional necessitam de 10 a 12 horas de trabalho, não sobrando espaço para o bem estar individual e familiar. A sensação que nos acompanha dia e noite como um fantasma às nossas costas é a de que o ponteiro das horas que necessitamos para nos dedicar a nós mesmos só faz decrescer. Além das exigências que chegam de todos os lados. Que no mundo de hoje é preciso pressa, porque no mundo de hoje é preciso produzir, é preciso ser eficaz, é preciso ser programado e outras mil coisas que ouvimos diariamente.Na velocidade em que vivemos, o aprendizado da maioria de nós é viver orientado para o processo, somos seres auto programáveis. Porém basta olhar no espelho para perceber que esta solução mecânica funcionaria apenas se a vida fosse uma novela, previsível, como um cenário imóvel e perfeito. Acontece que a vida é imprevisível: as mudanças são constantes e devemos sempre conseguir alternativas para se adequar a essas transformações diárias.
A vida profissional não deve ser preferida em detrimento da vida pessoal e vice-versa por várias razões. A primeira é que um profissional engajado e que tem um bom desempenho no trabalho tem que estar em dia com o seu bem estar e com seus relacionamentos sociais. "O colaborador deve buscar ao máximo desfrutar de momentos felizes, em casa, no lazer e no trabalho. Quem tem êxito na carreira e também na vida pessoal irá produzir mais e melhor, além de aumentar sua qualidade de vida", afirma.
Na teoria até parece fácil, mas na prática a conciliação entre o pessoal e o profissional é bem mais difícil. Ter disciplina, organização e definir metas e objetivos é um bom começo. "Muitas pessoas não sabem aproveitar o tempo que possuem e no fim acabam se dedicando mais a uma tarefa do que outra sem necessidade. O profissional deve estabelecer as tarefas do dia e o tempo para realizá-las, deixando espaço para o lazer, cuidados pessoais, momento com a família e o momento para o trabalho", explica o especialista.
Outra dica é determinar prioridades – a família, os amigos e o lazer devem estar na lista. Os itens importantes devem ser sempre priorizados, sejam urgentes ou não, como por exemplo sair com os filhos. "A tendência é as pessoas resolverem primeiro tudo o que é urgente, mesmo quando a tarefa não é significativa, e deixar o resto de lado. Por isso o recomendado é fazer o que é importante, filtrando todas as atividades consideradas urgentes. Como diz o ditado, nem tanto ao céu nem tanto ao mar", acrescenta.
Se desconectar é uma exigência para quem não quer trabalhar 24 horas por dia. Computador, celular, pager e demais acessórios eletrônicos utilizados no trabalho devem estar ligados somente durante o expediente, ou seja, nada de esticar a jornada durante o almoço, jantar e em casa. "O colaborador deve deixar um contato, como um número de telefone, para casos urgentes. Caso contrário o trabalho deve ficar do portão da empresa para dentro. É bom lembrar que as exceções existem, mas não devem virar rotina", destaca.
O gestor esclarece que os funcionários também não podem fazer corpo mole e durante o expediente cada um deve dar o seu máximo, se dedicar as tarefas que lhe foram atribuídas. "Um bom profissional é aquele que trabalha com qualidade, aproveitando bem seu tempo. Afinal não adianta enrolar durante o horário de trabalho e depois dizer que não eu tempo de fazer tudo devido a quantidade. Ser honesto e se esforçar é fundamental".
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