02 de março de 2009, às 10h47min

Fator RH

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De uma forma ou de outra, o fator humano nas organizações sempre foi decisivo, não importando se escravo, remunerado, voluntário, etc. Com isso, uma das áreas mais importantes é o departamento de Recursos Humanos, hoje chamado de Gestão de Pessoas. Deixando de lado a discussão sobre nomes (se RH, se GP), o que vale é que as empresas deveriam ter um propósito (missão, visão. Valores) bem definido. Algumas têm, outras não. Só existe departamento de RH (ou GP) verdadeiro se a empresa sabe o que tem que fazer, onde quer chegar.

Há algum tempo, a revista Exame fez uma pesquisa sob o título “Para o que serve uma empresa?”. Os empresários disseram, em sua maioria, que ela serve para dar lucro. Os funcionários responderam, em sua maioria, que uma empresa existe para gerar emprego. Os dois grupos estão equivocados! Vicente Falconi, tem uma definição de empresa que gosto muito: “uma empresa é uma organização de seres humanos que trabalham para facilitar a vida de outros seres humanos”. É verdade, uma empresa é composta de pessoas que se juntam para trabalhar a fim de oferecer soluções para quem tem determinados problemas, necessidades, desejos. É óbvio que, se essa organização de pessoas não gerar lucro, ela irá acabar. Sendo assim, cessa sua capacidade de gerar soluções. Uma empresa que não gera lucros não serve para a sociedade por estar com os dias contados. O mercado precisa entender isso. Os funcionários precisam entender isso. Deixar o seu patrão mais rico é consequência do seu trabalho. Servir ao cliente que foi buscar uma solução na empresa que você trabalha é seu dever! Essa é a sua causa. É nisso que você tem que pensar. É isso que o RH (ou GP) deve propiciar com seu trabalho.

O que precisa ficar claro é que o departamento de Recursos Humanos não é sindicato. Ele não existe para “lutar” por benefícios, redução de jornadas, aumento de salários, etc. Ele existe para dar as diretrizes de trabalho para as pessoas que acreditam na missão da organização à qual pertencem e, ao mesmo tempo, possibilitar a implantação, aí sim, de recursos que ajudem essas pessoas, e que, ao mesmo tempo, vão fazer com que trabalhem melhor, com mais conforto, com mais dignidade. Não se pode perder de vista que o cliente sempre deve estar em primeiro lugar. A necessidade dele é o combustível da empresa. Por esse prisma, pessoas são o meio que uma organização tem para oferecer soluções.

Embora eu já esteja cansando de ser mal atendido, na terça-feira de carnaval estava em um shopping da cidade, onde fui comprar uma boneca para minha filha e alguns DVDs (em uma dessas grandes lojas de departamento). Eram dez para as dez da noite e eles estavam só com um caixa. Quando, após longa espera, fui atendido, conversei com a caixa sobre o ocorrido, ela disse que os outros caixas fecharam para ir recolhendo os produtos espalhados pela loja. Bom, isso não é problema dos clientes, é problema da loja, de modo que não cabe como desculpa.

De qualquer forma, o ocorrido ilustra bem o que quero dizer: as empresas devem voltar-se aos seus clientes (vocês, empresas, fizeram um plano de negócios, descobriram quem eram, onde estavam, enfim, a quem gostariam de atender com as soluções das quais dispõem); os funcionários das empresas devem voltar-se para os clientes (lembrem-se, vocês procuraram o emprego, quiseram pertencer à organização, acreditaram, um dia, que poderiam ser felizes com aquilo que fazem). Antes de pensar no lucro, as empresas têm que trabalhar pelos seus clientes (aí o lucro vem). Antes de pensar em seus salários e em seus benefícios, os funcionários têm que procurar resolver o problema (ou dar a diversão) de quem os procura. Só depois disso você pode pensar no seu salário, em benefícios, etc.

Enfim, a área de RH (ou GP) existe para mostrar aos investidores a importância das pessoas para a organização e, ao mesmo tempo, para mostrar aos funcionários, a importância da organização e de seu trabalho para a comunidade. Você tem um emprego porque alguém precisa do que você faz. O resto é consequência!

Claudinet Antônio Coltri Júnior é palestrante; consultor organizacional nas áreas de gestão estratégica (organizacional e pessoal), marketing e de pessoas; coordenador da área de gestão da Educação Tecnológica do UNIVAG e escreve em A Gazeta às quintas-feiras. Web-site: www.coltri.com.br - E-mail: junior@coltri.com.br






 

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Consultor organizacional
- Marketing
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Coordenador e professor de cursos da áera de Gestão da Educação tecnológica - UNIVAG
Coordenador do curso MBA Compacto em Adm. de Consultório - ABO/MT
Coordenador do curso de formação de ACD - ABO/MT
Consultor e instrutor do Sebrae/MT
Articulista do jornal A Gazeta
 
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