07 de junho de 2010, às 11h55min
Feitas para durar - principais idéias do livro
Principais idéias e ensinamentos do clássico "Feitas para durar" (Jim Collins)
Egos e ideologias à parte, é fato que o livro traz algumas boas idéias, varias das quais já incorporadas nas teorias de gestão atuais, mas que valem ser relembradas. Na minha opinião, são elas:
- Não existe um conjunto "correto" de valores para ser uma empresa visionária. O crucial não é o conteúdo da ideologia que guia a empresa, mas sim o quanto ela acredita nela e a maneira como vive, respira e expressa com consistência em tudo aquilo que faz.
- Empresas visionárias não são um ótimo lugar para se trabalhar. Aqueles que se ajustam com a ideologia central e padrões exigentes irão considerá-la um ótimo lugar. Ou a pessoa se dá bem ou é demitida, não há meio termo, é uma situação binária, quase uma religião.
- As empresas visionárias tem tanta certeza daquilo que representam e das suas metas que simplesmente não tem espaço para pessoas com má vontade ou incapacidade de se encaixar nos seus padrões rígidos.Não devemos enxergar a empresa como um meio para os seus produtos, mas sim os seus produtos como um meio para a empresa. A maior criação de Bill Hewlett e Dave Packar não foram os produtos, mas sim a empresa HP e sua filosofia. Produtos e serviços, por mais visionários que sejam, tornam-se obsoletos; uma empresa não deve jamais se tornar obsoleta.
- A lucratividade é uma condição indispensável para a sobrevivência, e um meio importante para atingir objetivos, mas não deve ser o objetivo em si.
- Uma forma de descobrir a ideologia (valores centrais+objetivos) de sua empresa é fazer a seguinte pergunta: "Por que nós simplesmente não fechamos esta organização, pegamos o dinheiro e vendemos todos os bens?". Tente obter uma resposta que seja válida hoje e por vários anos.
- Não confundir ideologia com estratégia, cultura, operações ou política. Com o tempo a estratégia deve mudar, a cultura irá mudar, as operações podem mudar; a única coisa que não pode mudar é a ideologia. Isso se a empresa quiser ser uma visionária.
- Intenções são uma coisa boa, mas é a transformação destas intenções em itens concretos que faz a diferença entre uma empresa visionária ou ficar querendo para sempre.
- Uma empresa visionária nunca se pergunta "como estamos nos saindo" ou "como podemos acompanhar a concorrência?". Elas se perguntam "como poderemos nos sair melhor amanhã do que nos saímos hoje?". Isso é um estilo de vida, o desempenho excepcional não é uma meta, mas um subproduto de um ciclo interminável de auto-estimulo. Não há linha de chegada, nunca se consegue algo definitivo, não há um ponto em que elas sentem que podem relaxar e continuar progredindo sem esforço.
- Para uma empresa ser e continuar sendo visionária ela precisa ter muita disciplina, trabalhar duro e ter uma aversão visceral por qualquer tendência para a satisfação consigo mesma.O conforto não é o objetivo de uma empresa visionária; de fato elas buscam criar o desconforto, anular a complacência e estimular mudanças e melhorias antes que o mundo as exija. Contentamento leva à complacência, que por sua vez leva à decadência.
- Não existem práticas boas ou ruins, o que existem são práticas adequadas aos objetivos de uma empresa.
- Ser uma empresa visionária depende de uma continuidade. A única maneira de fazer isso é através de um compromisso de longo prazo.
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Formação acadêmica : Bacharel em Ciência da Computação, MBA pela Fundação Getulio Vargas com extensão internacional pela Ohio University, especialização em Economia Empresarial pela Universidade Estadual de Londrina, Master em Empreendedorismo e Inovação pelo BI International com extensão em Inovação pela Berkeley University of California.
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