Fumar faz mal a saúde... E ao bolso também.
Neste domingo começou, no programa Fantástico da Rede Globo, o quadro Brasil sem cigarro. Neste artigo, exponho o impacto financeiro que o cigarro causa na vida financeira de uma pessoa. O texto mostra que não são os grandes gastos que geram caos as finanças de uma pessoa, mas sim os pequenos.
Algumas horas conversando, organizando as informações em planilhas, calculando, em fim; chegamos a algumas conclusões. Já sabíamos quais despesas eliminar, quais podiam ser reduzidas ou trocadas por despesas mais saudáveis. Agora precisávamos planejar os investimentos.
Nesse momento ele me pediu um tempo, precisava relaxar um pouco. Puxou um cigarro e acendeu. A minha primeira pergunta foi:
- Você sabe que isso faz mal não sabe?
- Sim – respondeu-me o guri.
- Mas não estou falando de saúde, estou falando que faz mal ao bolso. Você sabia disso?
A resposta eu já sabia. Então perguntei quantas carteiras de cigarro ele fumava por dia e quanto pagava em cada uma. Fiz um cálculo básico, levando em consideração o valor pago em cada carteira, que era de R$ 3,00. O cálculo seria multiplicar o valor gasto por dia com os cigarros pelos dias mensais (nesse caso, fiz o calculo em ano comercial, ou seja, meses de 30 dias). Destarte, o calculo é:
Valor mensal=R$6,00 X 30 dias= R$180,00/mês
Expliquei que a cada mês ele transformava R$ 180,00 em fumaça e que em um ano esse valor chegava à R$ 2.160,00. Nesse momento ele sentiu uma forte dor – no bolso. Perguntei então, há quanto tempo ele fumava; então ele disse que fumava à 15 anos. Calculando, em 15 anos ele havia deixado de guardar R$ 32.400,00.
Antes que ele pudesse cair para traz pedi que esperasse, porque a coisa era pior do que aquilo. Se meu colega tivesse aplicado esse valor na poupança – fazendo uma média chula de 0,57% ao mês, teria em 15 anos um montante de R$ 56.266,38. Após ter dado essa notícia, expliquei que aquilo era o custo de oportunidade que o cigarro havia lhe proporcionado. Além disso, havia também as questões de saúde.
O que quero mostrar com o exemplo deste amigo, é que não são os grandes gastos que geram caos as finanças de uma pessoa, mas sim as pequenas. São os reais diários que, somados no final do mês, geram um pequeno montante que aplicado e somado no final de um ano, podem ajudar e muito, no planejamento de uma pessoa. Então, fica a dica!
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