21 de julho de 2009, às 20h49min
GÊNIO INDOMÁVEL - CINEMA E ADMINISTRAÇÃO
Quais seriam suas escolhas se você nascesse com um dom, uma genialidade inexplicável, que superasse o conhecimento de mestres e doutores com anos de estudo e especialização? Esse é o dilema vivido por Will no filme Gênio Indomável. Will é um jovem órfão e problemático que trabalha como faxineiro em uma das mais renomadas faculdades dos Estados Unidos, e, que após resolver um problema matemático deixado como desafio por um dos professores, sai do anonimato e demonstra seu talento.
Ao se revelar ele se vê orientado por dois mestres que fizeram escolhas de vidas significantemente diferentes. Gerald, um professor do MIT, ganhador do “Nobel” da matemática, que tem uma filosofia de dedicação ao trabalho e ao estudo, tendo como prioridade a realização profissional. Em sua perspectiva a coisa mais importante na vida é deixar um legado cientifico que transforme a história, e ser lembrado por isso, vendo em Will a possibilidade de concretizar este sonho.
O professor demonstra ser “work holic”, voltado essencialmente para o trabalho a ser desenvolvido e não para os relacionamentos. Ele não aceita outras possibilidades para o jovem, definindo os caminhos que devem ser tomados, como também as conseqüências caso suas definições não sejam cumpridas, comportamentos típicos de um estilo autocrático. Isto pode ser verificado desde o começo, quando busca Will da cadeia, definindo que deveria trabalhar com ele e freqüentar sessões de terapia, ameaçando-o com a prisão se não aceitasse.
Com um comportamento e uma trajetória essencialmente diferente está o psiquiatra Sean, que foi colega de classe de Gerald, mas que nunca atingiu o sucesso e reconhecimento de seu colega, optando por uma vida mais simples ao lado da mulher amada. Para ele as coisas mais importantes da vida são os relacionamentos. Ele passou anos ao lado da esposa enfrentando o câncer que a afligia, até que a perdeu, não superando esta perda e deixando o consultório para apenas dar aulas.
Mostra-se muito mais sensível aos problemas de Will, como os maus tratos que sofreu quando criança, usando suas próprias dores e experiências como pontes para alcançar o jovem.
Seu estilo como líder é evidentemente democrático, concentrando-se nos relacionamentos, e incentivando que emoções sejam demonstradas e discutidas.
A entrada de Skylar na vida de Will faz com que ele entenda as emoções que levaram Sean a abandonar uma possibilidade de sucesso profissional por um grande amor. Em paralelo, o psiquiatra e seu melhor amigo o fazem entender que não deve desperdiçar seu potencial.
O filme traz uma temática sobre vida pessoal e profissional e o peso que cada uma deve ter. Passamos a maioria de nossas horas trabalhando e estudando, na maioria das vezes para dar o melhor para aqueles que amamos, mas, por quantas vezes, este mesmo esforço compromete nossos relacionamentos? De outra perspectiva como podemos crescer como pessoas se não nos esforçarmos por crescer em nossas profissões e conhecimento? Cabe a cada um de nos trabalhar para conciliar carreira e família, trabalho e relacionamentos, apesar de uma árdua batalha, um não deve comprometer ao outro, pois de outra forma seremos incompletos. O ser humano tem a necessidade de realizar um trabalho que considere significativo, porém precisa de relacionamentos que o sustentem. O líder deve também conciliar os dois campos, vendo a tarefa que deve ser realizada, mas sem se esquecer que lida com pessoas e sentimentos, e, que exerce um importante papel na vida das pessoas com que convive.
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Tenho 25 anos e formado em Administração de Empresas. Sou apaixonado pelo curso e pela profissão, considero uma excelente área, onde somos levados a constantemente lidar com diversas questões e conhecimentos, permitindo um aprimoramento muito grande, como pessoa e como profissional, por quem se permite envolver.
Trabalho como Fiscal Municipal, mas já atuei no comércio e na indústria, experiências que me permitiram crescer como profissional e aprender um pouco de cada realidade.
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