O gerente demissionário deve fechar as avaliações de desempenho de sua área de supervisão. Este é um problema bem mais comum do que parece, no qual muitas organizações incidem no equívoco de liberar o gerente demissionário, ou em vias de transferência, da responsabilidade de processar as avaliações dos seus subordinados.
Não cabe a transferência dessa responsabilidade ao novo gerente da área, seu substituto.
Nada mais disfuncional para o moral da equipe do que transferir a alguém ainda desconhecido a responsabilidade de outrem.
Afinal, o novo gerente não negociou os contratos de desempenho em vigor, as expectativas, as metas e os padrões de comportamento dos funcionários.
É claro que a assunção da nova gerência implica a renegociação de todos os contratos de desempenho, o que só deve ser efetivado após a conclusão ou a revogação consensual dos contratos vigentes pactuados com o gerente demissionário ou transferido.
O fechamento dos contratos de desempenho deve ser a ultima responsabilidade de um gerente demissionário, independentemente dos tempos de vigência que hajam sido estabelecidos de comem acordo com os membros da equipe.
Gerentes autoritários alimentam o mau desempenho, fecundam maus comportamentos.
É muito mais fácil apontar más atitudes nos empregados. Mas muitas vezes estilos gerenciais ou culturas organizacionais criam as condições objetivas necessárias ao florescimento do mau desempenho.