12 de maio de 2009, às 15h30min
Gestão de Conduta
Estamos vivendo em tempos exponeciais onde não basta a empresa ter sua missão, visão e um código de valores exposto no rol de entrada.
A gestão empresarial não pode e não dever ficar limitada somente a um bom planejamento estratégico, excelentes processos, uma boa estrutura, utilização de modernos software de controles, incentivos e benefícios para que as pessoas melhorem sua produtividade e um forte foco na eficiência e eficácia da organizaçao.
Ter o conhecimento, um bom produto não significa que a empresa tem o poder, pois, além do conhecimento é preciso ter postura, ter atitude, ser ético, enfim, ter sabedoria, daí a necessidade da empresa desenvolver e criar uma Gestão de Contuta eficaz.
Problemas de relacionamento, dificuldade em obter cooperação, falta de motivaçao e compromisso tem como consequência a ausência de coleguismo, o stress e a competição desenfreada onde o fim justificam os meios.
O conhecimento técnico e a qualidade dos produtos contam muito no processo de alcance dos objetivos traçados, mas, nenhum deles substitui o valor de virtudes tais como: discernimento, inspiração, confiança, serenidade, introspecção, gentileza, solidariedade, cortesia, harmonia, sabedoria.
E qual seria a condição para que tais virtudes possam se transformar no diferencial dos profissionais de uma empresa?
Uma consciente Gestão de Conduta.
Conduta é uma manifestaçao de comportamento do indivíduo, que pode ser tanto para o bem quanto para o mal.
Gestão de Conduta pode ser um novo jeito que pode ser aprendido e aplicado pelas pessoas e organizações com o intuito de transformar o trabalho numa experiência que transcenda as ações diárias, no qual a cooperação, o respeito, a motivação e o entusiasmo venham de dentro para fora, naturalmente.
Uma boa Gestão de Conduto é o que cria as reais condições de um relacionamento harmônico entre as pessoas.
O ser humano é constituído de um esplêndido conjunto de dimensões, dons e talentos. O mais excepcional valor de uma pessoa é sua índole humana em perene gestão e aprimoramento. Nasce com a incumbência de, por todos os meios, ir desvelando o melhor de sua humanidade.
Infelizmente, as pessoas nem sempre são respeitadas em sua individualidade e cabe ao gestor estar atento para que seus colaboradores mantenham uma conduta de respeito mútuo.
A luta pelo poder está brutalizando o ser humano e a palavra “cooperação” foi substituída por uma competição desenfreada que leva as pessoas a destruírem-se a si mesmas no inveterado intuito de atingir o que para elas significa sucesso.
Infelizmente, a maneira como constroem o seu sucesso é agressiva e a vitória é saboreada, na maioria das vezes, a sós em razão do medo que se tem do adversário
Uma coerente Gestão de Conduta nos leva a ousadia de não maquiar a verdade, a hombridade de nunca dar asas à vaidade e a presunção de nos achar todo-poderoso e melhor do que os outros.
O bom êxito em qualquer empreendimento humano, torna-se possível quando sustentado por atitudes simples, precedidas de discernimento. Pessoas imbuídas de valores e da virtude do discernimento marcam a história, universalizam o lugar onde nasceram, têm incidência cívica, atraem a admiração de todos, enfim, não cairão jamais no esquecimento.
A natureza é sem dúvida uma enciclopédia repleta de ensinamentos. A psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross foi buscar esta lição quando disse “a águia gosta de pairar nas alturas, acima do mundo, não para ver as pessoas de cima, mas para estimulá-las a olhar para cima.
Ela compara, ainda, o ser humano a um precioso vitral quando diz: As pessoas são como vitrais coloridos: cintilam e brilham quando o sol está do lado de fora, mas quando a escuridão chega, sua verdadeira beleza é revelada apenas se existir luz no interior.
De tanto ver, já não vê, de tanto acostumar-se a somente agir de forma competitiva as pessoas estão perdendo facilmente a capacidade de manter uma conduta embasada em valores e no respeito às pessoas e passam a não confiar plenamente nas pessoas, a fazer julgamentos precipitados e não torcer pelo sucesso de seus colegas.
Gestão de Conduta é conduzir os colaboradores ao exercício dos valores mais essenciais também no ambiente de trabalho, é permitir que vivam em harmonia com suas crenças mais profundas, é fazê-los reconhecer que o trabalho transcende os aspectos materiais e reconhecer que em um ambiente harmônico se é feliz e se trabalha melhor, é fazê-los compreender que a competitividade pode conviver em harmonia com as relações pessoais e com a ética, sem esquecer que disciplina vem na mesma raiz de discípulo que significa ensinar, treinar e não punir.
Para implantar uma Gestão de Conduta coerente e justa, talvez, São Bento possa servir de exemplo.
São Bento fez de sua regra um código completo, aborda a organização, as atribuições e a distribuição dos cargos, o emprego do tempo, o exercício das virtudes e a repressão das faltas,
Ele nos deixou como legado os doze passos progressivos na escada do aprendizado da humildade.
Em termos modernos são estes:
Passo 1 – Respeite as regras simples, não corra, pare no sinal vermelho, honre seus prazos.
Passo 2 – Respeite seus desejos pessoais, não coma quando estiver sem fome, não compre por impulso.
Passo 3 – Obedeça aos outros, de bom grado obedeça a seus superiores.
Passo 4 – Agüente a aflição, consciente dê a outra face quando se sentir contrariado ou correto.
Passo 5 – Admita sua fraqueza, reconheça regularmente, mesmo que seja só para si mesmo, suas falhas e fraquezas.
Passo 6 – Pratique satisfação, tente ficar satisfeito com seu trabalho, com a situação, com o carro velho.
Passo 7 – Aprenda a repreender, faça um esforço para se enxergar humilde e afortunadamente pelos seus bens.
Passo 8 – Obedeça a regra comum, obedeça a todas as regras organizacionais na prática e no espírito.
Passo 9 – Entenda que o silêncio é precioso, tente escutar mais do que falar, evite, sempre que possível, dar ordens.
Passo 10 – Reflita sobre a humildade, medite sobre a seriedade e deixe que ela tome conta de sua vida.
Passo 11 – Aja com simplicidade, converse em voz baixa, fale com delicadeza e com gentileza a todos.
Passo 12 – Seja humilde na aparência e no coração, não valorize muito uma roupa cara e os gastos exagerados.
Não é por acaso que São Bento coloca “as aparências” no décimo segundo passo, talvez, prevendo que esta seria o norte de conduta para muitas pessoas.
O modo de vida moderno e a luta pela sobrevivência neste mundo tão competitivo nos deixa habituados a assistir às dificuldades, limitando-nos à crítica, ao comodismo, às coisas feitas.
Não somos o que deveríamos ser, ou, somos mais ou menos.
Uma coerente Gestão de Conduta nos leva a ser aquilo que somos ou como deveríamos ser.
A gestão empresarial não pode e não dever ficar limitada somente a um bom planejamento estratégico, excelentes processos, uma boa estrutura, utilização de modernos software de controles, incentivos e benefícios para que as pessoas melhorem sua produtividade e um forte foco na eficiência e eficácia da organizaçao.
Ter o conhecimento, um bom produto não significa que a empresa tem o poder, pois, além do conhecimento é preciso ter postura, ter atitude, ser ético, enfim, ter sabedoria, daí a necessidade da empresa desenvolver e criar uma Gestão de Contuta eficaz.
Problemas de relacionamento, dificuldade em obter cooperação, falta de motivaçao e compromisso tem como consequência a ausência de coleguismo, o stress e a competição desenfreada onde o fim justificam os meios.
O conhecimento técnico e a qualidade dos produtos contam muito no processo de alcance dos objetivos traçados, mas, nenhum deles substitui o valor de virtudes tais como: discernimento, inspiração, confiança, serenidade, introspecção, gentileza, solidariedade, cortesia, harmonia, sabedoria.
E qual seria a condição para que tais virtudes possam se transformar no diferencial dos profissionais de uma empresa?
Uma consciente Gestão de Conduta.
Conduta é uma manifestaçao de comportamento do indivíduo, que pode ser tanto para o bem quanto para o mal.
Gestão de Conduta pode ser um novo jeito que pode ser aprendido e aplicado pelas pessoas e organizações com o intuito de transformar o trabalho numa experiência que transcenda as ações diárias, no qual a cooperação, o respeito, a motivação e o entusiasmo venham de dentro para fora, naturalmente.
Uma boa Gestão de Conduto é o que cria as reais condições de um relacionamento harmônico entre as pessoas.
O ser humano é constituído de um esplêndido conjunto de dimensões, dons e talentos. O mais excepcional valor de uma pessoa é sua índole humana em perene gestão e aprimoramento. Nasce com a incumbência de, por todos os meios, ir desvelando o melhor de sua humanidade.
Infelizmente, as pessoas nem sempre são respeitadas em sua individualidade e cabe ao gestor estar atento para que seus colaboradores mantenham uma conduta de respeito mútuo.
A luta pelo poder está brutalizando o ser humano e a palavra “cooperação” foi substituída por uma competição desenfreada que leva as pessoas a destruírem-se a si mesmas no inveterado intuito de atingir o que para elas significa sucesso.
Infelizmente, a maneira como constroem o seu sucesso é agressiva e a vitória é saboreada, na maioria das vezes, a sós em razão do medo que se tem do adversário
Uma coerente Gestão de Conduta nos leva a ousadia de não maquiar a verdade, a hombridade de nunca dar asas à vaidade e a presunção de nos achar todo-poderoso e melhor do que os outros.
O bom êxito em qualquer empreendimento humano, torna-se possível quando sustentado por atitudes simples, precedidas de discernimento. Pessoas imbuídas de valores e da virtude do discernimento marcam a história, universalizam o lugar onde nasceram, têm incidência cívica, atraem a admiração de todos, enfim, não cairão jamais no esquecimento.
A natureza é sem dúvida uma enciclopédia repleta de ensinamentos. A psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross foi buscar esta lição quando disse “a águia gosta de pairar nas alturas, acima do mundo, não para ver as pessoas de cima, mas para estimulá-las a olhar para cima.
Ela compara, ainda, o ser humano a um precioso vitral quando diz: As pessoas são como vitrais coloridos: cintilam e brilham quando o sol está do lado de fora, mas quando a escuridão chega, sua verdadeira beleza é revelada apenas se existir luz no interior.
De tanto ver, já não vê, de tanto acostumar-se a somente agir de forma competitiva as pessoas estão perdendo facilmente a capacidade de manter uma conduta embasada em valores e no respeito às pessoas e passam a não confiar plenamente nas pessoas, a fazer julgamentos precipitados e não torcer pelo sucesso de seus colegas.
Gestão de Conduta é conduzir os colaboradores ao exercício dos valores mais essenciais também no ambiente de trabalho, é permitir que vivam em harmonia com suas crenças mais profundas, é fazê-los reconhecer que o trabalho transcende os aspectos materiais e reconhecer que em um ambiente harmônico se é feliz e se trabalha melhor, é fazê-los compreender que a competitividade pode conviver em harmonia com as relações pessoais e com a ética, sem esquecer que disciplina vem na mesma raiz de discípulo que significa ensinar, treinar e não punir.
Para implantar uma Gestão de Conduta coerente e justa, talvez, São Bento possa servir de exemplo.
São Bento fez de sua regra um código completo, aborda a organização, as atribuições e a distribuição dos cargos, o emprego do tempo, o exercício das virtudes e a repressão das faltas,
Ele nos deixou como legado os doze passos progressivos na escada do aprendizado da humildade.
Em termos modernos são estes:
Passo 1 – Respeite as regras simples, não corra, pare no sinal vermelho, honre seus prazos.
Passo 2 – Respeite seus desejos pessoais, não coma quando estiver sem fome, não compre por impulso.
Passo 3 – Obedeça aos outros, de bom grado obedeça a seus superiores.
Passo 4 – Agüente a aflição, consciente dê a outra face quando se sentir contrariado ou correto.
Passo 5 – Admita sua fraqueza, reconheça regularmente, mesmo que seja só para si mesmo, suas falhas e fraquezas.
Passo 6 – Pratique satisfação, tente ficar satisfeito com seu trabalho, com a situação, com o carro velho.
Passo 7 – Aprenda a repreender, faça um esforço para se enxergar humilde e afortunadamente pelos seus bens.
Passo 8 – Obedeça a regra comum, obedeça a todas as regras organizacionais na prática e no espírito.
Passo 9 – Entenda que o silêncio é precioso, tente escutar mais do que falar, evite, sempre que possível, dar ordens.
Passo 10 – Reflita sobre a humildade, medite sobre a seriedade e deixe que ela tome conta de sua vida.
Passo 11 – Aja com simplicidade, converse em voz baixa, fale com delicadeza e com gentileza a todos.
Passo 12 – Seja humilde na aparência e no coração, não valorize muito uma roupa cara e os gastos exagerados.
Não é por acaso que São Bento coloca “as aparências” no décimo segundo passo, talvez, prevendo que esta seria o norte de conduta para muitas pessoas.
O modo de vida moderno e a luta pela sobrevivência neste mundo tão competitivo nos deixa habituados a assistir às dificuldades, limitando-nos à crítica, ao comodismo, às coisas feitas.
Não somos o que deveríamos ser, ou, somos mais ou menos.
Uma coerente Gestão de Conduta nos leva a ser aquilo que somos ou como deveríamos ser.
Assuntos
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Autor
Rubens Fava é formado em Ciências Econômicas e Administração com ênfase em marketing, especialização em Productivity Improvement pelo JPC – Japan Productivity Center for Sócio-Economic Development – Tokyo - Japan, Teoria das Restrições – Institute Goldratt – Saint Paul – USA., Management Study – Baldwin-Wallace College – Berea – Ohio – USA. Mestre em Administração pelo ESADE de Barcelona ES e doutorando em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina - USFC. Autor dos livros Caminhos da Administração, Arauto, Gestão Empresarial – Volume II, Um tributo a Peter Drucker – capítulo 2, Gestão & Administração – A trajetória de uma executiva de sucesso e Espiritualidade Organizacional.
É autor dos livros
1- Caminhos da Administração.
2- A trajetória de uma executiva de sucesso.
3- Espiritualidade Organizacional
É autor dos livros
1- Caminhos da Administração.
2- A trajetória de uma executiva de sucesso.
3- Espiritualidade Organizacional
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