Gestão de marca também é registro!
Não dá pra fazer gestão de algo que não lhe pertence, né? Todo mundo fala em gestão de marca, branding, mas pulam a fase inicial, que é proteger a marca, um passo que vem logo depois do naming, esse povo tá apressado demais, querem a sobremesa antes do jantar.
Continuando de onde parei no artigo anterior, quero explicar onde a questão da proteção da marca integra o processo de Branding.
Enquanto o pessoal do marketing, RP e Design fazem a sua parte na questão da Gestão da Marca, o pessoal de propriedade intelectual (quem registra marcas, patentes, direito autoral, etc.) tem que cuidar da proteção da marca, não só o registro no INPI, mas também questões de domínios na internet, registros em outros países, etc.
Esse tipo de planejamento estratégico é chamado por nós, nerds do registro de marcas, de "Blindagem de Marca".
No processo de "Blindagem" são consideradas as variações da marca, conotações pejorativas, erros de digitação (para prevenir o o cybersquatting - vamos falar disso outro dia, combinado?), países em que se pretende atuar com a marca, enfim, você tem que pensar na marca em 360º.
Para que isso funcione, a comunicação entre as equipes de Marketing, Design, RP, Propriedade Intelectual e a direção da empresa deve ser direta e constante, o que um pensa deve ser compartilhado com todos, assim é possível "gerir" marcas no sentido amplo da expressão.
É como faz a Apple e o Google, acho que esses dois exemplos já dizem tudo não é mesmo?
Então vamos seguir o exemplo das marcas mais "badaladas" do mundo. No próximo artigo vou abordar o tema do Cybersquatting, espero vocês por aqui.
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