14 de junho de 2008, às 02h46min

Gestão do caos e profissionais da saúde

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Exercer qualquer profissão em ambiente seguro é aquilo que fomos capacitados a fazer quando fizemos nossas especializações e graduações. Atuar em situação de emergência requer outras competências e habilidades para quais muito de nós não fomos capacitados.
Temos assistido a um número cada vez maior de ocorrência de catástrofes, fomes, terremotos e guerras em maiores proporções. Essas são situações em que as vítimas estão necessitando de socorro emergencial imediato. Momentos pontuais e imprevisíveis. São situações em que os profissionais da saúde podem desempenhar um papel importantíssimo demonstrando solidariedade e o cuidado para com o próximo, além de exercemos o exercício do sacerdócio na profissão que escolhemos.
No entanto, é necessário estarmos preparados para servir da melhor forma. Precisamos preparo físico, emocional, espiritual e técnico, para diminuir o risco tanto para nós como para aqueles a quem vamos servir. O risco deste tipo de ação é altíssimo. É preciso estar disposto a dar a própria vida. Me alegro ao ver organizações surgirem e tão capacitadas.
Algumas lições aprendidas e que me foram passadas com o tsunami de 2004:
1. Catástrofes vêm quando menos esperamos.
2. Catástrofes são oportunidades de servir usando nossos dons e habilidades.
3. Catástrofes podem abrir portas para a demonstração de um espírito de colaboração e solidariedade para com o outro.

Sugestões para ações emergenciais nas catástrofes

1. Formação de um grupo de interessados, voluntários na maior parte das vezes.
2. Reuniões periódicas para estudo, preparo, inclusive orações que é o alimento da alma e outros (vacinas, passaporte, licenças em dia, fazer cursos ACLS, ATLS);
3. Um coordenador de campo que irá primeiro para ver a situação e necessidades, traçar a estratégia e coordenar o grupo. O grupo não se desloca no momento exato em que ocorre a catástrofe, pois não sabe o que encontrará lá.
4. Equipe de logística: providencia os materiais necessários, faz os contatos, busca informações.
5. A primeira equipe precisa de cirurgião, ortopedista, fisioterapeutas, clínico, enfermeira, auxiliares de enfermagem e tradutores. Poderão ficar de duas a três semanas;
6. A segunda equipe poderá ser de clínico, pediatra, fisioterapeutas, enfermeira, auxiliares e tradutor. Poderão ficar de duas a três semanas;
7. Meios de comunicação são essenciais: celular, internet;
8. Comunicação com bases de apoio locais. Hospitais, igrejas, e todos os outros profissionais necessários para pensar estrategicamente no caos.

Conheçam o trabalho de algumas dessas equipes através dos grupos:
• ASAS DO SOCORRO;
FAZEDORES DE TENDAS. 

Conheça mais sobre programas voluntariados no site:
http://www.igrejaresponsavel.com.br
 

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Autor

Todos os semestres milhares de profissionais de saúde saem das suas universidades após cursar de 5 a 6 anos de Faculdade e não encontram espaço no mercado de trabalho.
Precisamos repensar os modelos educacionais vigentes que não nos permitem (de modo geral) adquirir habilidades e competências básicas para o exercício da profissão.

Em 2008, ano em que concluí o meu curso, atuei em UTIs em hospitais em diversas realidades. Passeando pela Net e conheecendo a realidade de outras universidades e outros países vejo como é difícil para o profissional de saúde no Brasil enxergar uma luz no fim do túnel. E como são amplas as oportunidades. Basta-nos apenas criatividade. Eu quero fazer diferença como profissional da minha área!
____________________________________________

Bacharel em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais .

Pós Graduanda em Fisioterapia Respiratória.

Interesse : Administração Hospitalar , Gestão e Educação em Saúde.

• Participação do curso “Ergonomia Mercado em Expansão” (Jun.2007). 

• Participação do Congresso de Cardiologia da Sociedade de Cardiologia Brasileira em Nov. 2006.

ASSOCIAÇÃO MINEIRA DE REABILITAÇÃO
• Estágio voluntário na área de neuropediatria. 

Hospital N. Sra de Lourdes (SP)
• Estágio voluntário na UTI Geral

Hospital da Polícia Militar de MG - 
Estagio em Fisioterapia Respiratoria até o final do curso.

Hospital João XXIII - Fisioterapia Hospitalar.

Hospital Belo Horizonte - Estágio em Fisioterapia Respiratória.

Programa de Extensão sobre Obesidade Infantil.

Várias palestras para alunos dos cursos de Fisioterapia e outros em saúde sobre as perspectivas setoriais.

 
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