31 de maio de 2009, às 10h32min
Informalidade não é Ilegalidade
Mercado Informal
O texto abaixo foi dirigido à André Egg, amigo do portal de notícias diHITT, em resposta a um seu comentário sobre o post O Brasil Que Dá Certo Cresce 27% em 2008!. É frequente a confusão entre mercado informal e o mundo das ilegalidades, pois ambos ficam à margem - são marginais, na pura acepção da palavra - da sociedade formal. Mas, uma coisa é, por exemplo, costurar para terceiros, de sua própria casa, para os vizinhos, ou manter uma mecânica de fundo de quintal, e outra é comercializar drogas com 'delivery' pela internet, fazer 'gatonet', vender produtos piratas e outras tantas modalidades criminosas. Não dá para confundir.
: - André, gostaria de me fazer entender melhor:
o que dá certo é crescer 27% - duas Chinas(!), em percentual - e não ser obrigado à informalidade, como a legião de profissionais que não têm outra alternativa.
Profissionais com força para trabalhar, e espírito empreendedor, e necessidade de sobreviver, se por um lado, não têm emprego, de outro, não poderiam arcar com as despesas e tarefas necessárias para formalizar a abertura de uma microempresa. Então, partem para informalidade, trabalhando e gerando riquezas, com dignidade e ética, e contribuindo assim com a sociedade, ainda que forçados à margem do mercado formal. Jamais se pode confundir, como num dos comentários acima parece que foi, informalidade com ilegalidade, ou pirataria, ou tráfico e outras atividades criminosas.
Recentemente, foi alterada a legislação, que dá um tratamento aparentemente mais simplificado à figura da firma individual, e uma nova conceituação para empresário. Se, na prática, melhorou, certamente haverá migração de muitos para a formalidade. É o que a maioria quer: desenvolver suas atividades rigorosamente dentro das leis - mas, infelizmente, nem sempre é possível.
A Ítália deu um grande salto como nação econômica, cerca de duas décadas atrás, quando fez uma ação desta natureza, na direção da ampliação do mercado formal.
André, o Brasil precisa ainda de muito mais: some 5º maior país em recursos naturais (apenas considerando que é o 5º em extensão territorial) com 125º colocação em facilidade de fazer negócios, num universo de 181 nação - na verdade este índice mede a dificuldade de gerar riquezas com aqueles recursos naturais, e nós conseguimos a 'tarefa' de estar entre os últimos - e divida por dois, então 5 + 125)/2 = 65, e repare que, exatamente este resultado, representa nossa colocação no IDH - somos 65º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano. Será uma mera coincidência? De que adianta ter recursos abundantes, como os temos, se trabalhamos com dificuldades incríveis para tranforma-los em riqueza e prosperidade? Com as leis normas e procedimentos, todos criados por nossos legisladores e administradores públicos, que nos colocam em 125º país mais difícil de se gerar riquezas, aonde poderíamos, mesmo, estar? É imperativo abrir as portas ao forte espírito empreendedor brasileiro, já aferido, e testado, em inúmeras circunstâncias, e permitir que se tranforme estes recursos em valor, e que esta riqueza possa ser construida por toda a sociedade, abrindo os meios de produção à todos que tenham vontade e disposição. Assim, não há jeito do gigante continuar com os passos de anão. Já perdemos muito terreno, temos que resolver isto de uma vez por todas, e partir para o abraço.
Grato por sua contribuição, e releve a demora em responder - vou até copiá-lo por mensagem. Eduardo Buys
VEJA MAIS: O Brasil que dá Certo: Setor Informal Cresce 27% em 2008!
Blog do Varejo
-se navegar é preciso,
www.varejototal.zip.net
Escrito por edubuys
O texto abaixo foi dirigido à André Egg, amigo do portal de notícias diHITT, em resposta a um seu comentário sobre o post O Brasil Que Dá Certo Cresce 27% em 2008!. É frequente a confusão entre mercado informal e o mundo das ilegalidades, pois ambos ficam à margem - são marginais, na pura acepção da palavra - da sociedade formal. Mas, uma coisa é, por exemplo, costurar para terceiros, de sua própria casa, para os vizinhos, ou manter uma mecânica de fundo de quintal, e outra é comercializar drogas com 'delivery' pela internet, fazer 'gatonet', vender produtos piratas e outras tantas modalidades criminosas. Não dá para confundir.
: - André, gostaria de me fazer entender melhor:o que dá certo é crescer 27% - duas Chinas(!), em percentual - e não ser obrigado à informalidade, como a legião de profissionais que não têm outra alternativa.
Profissionais com força para trabalhar, e espírito empreendedor, e necessidade de sobreviver, se por um lado, não têm emprego, de outro, não poderiam arcar com as despesas e tarefas necessárias para formalizar a abertura de uma microempresa. Então, partem para informalidade, trabalhando e gerando riquezas, com dignidade e ética, e contribuindo assim com a sociedade, ainda que forçados à margem do mercado formal. Jamais se pode confundir, como num dos comentários acima parece que foi, informalidade com ilegalidade, ou pirataria, ou tráfico e outras atividades criminosas.
Recentemente, foi alterada a legislação, que dá um tratamento aparentemente mais simplificado à figura da firma individual, e uma nova conceituação para empresário. Se, na prática, melhorou, certamente haverá migração de muitos para a formalidade. É o que a maioria quer: desenvolver suas atividades rigorosamente dentro das leis - mas, infelizmente, nem sempre é possível.
A Ítália deu um grande salto como nação econômica, cerca de duas décadas atrás, quando fez uma ação desta natureza, na direção da ampliação do mercado formal.
André, o Brasil precisa ainda de muito mais: some 5º maior país em recursos naturais (apenas considerando que é o 5º em extensão territorial) com 125º colocação em facilidade de fazer negócios, num universo de 181 nação - na verdade este índice mede a dificuldade de gerar riquezas com aqueles recursos naturais, e nós conseguimos a 'tarefa' de estar entre os últimos - e divida por dois, então 5 + 125)/2 = 65, e repare que, exatamente este resultado, representa nossa colocação no IDH - somos 65º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano. Será uma mera coincidência? De que adianta ter recursos abundantes, como os temos, se trabalhamos com dificuldades incríveis para tranforma-los em riqueza e prosperidade? Com as leis normas e procedimentos, todos criados por nossos legisladores e administradores públicos, que nos colocam em 125º país mais difícil de se gerar riquezas, aonde poderíamos, mesmo, estar? É imperativo abrir as portas ao forte espírito empreendedor brasileiro, já aferido, e testado, em inúmeras circunstâncias, e permitir que se tranforme estes recursos em valor, e que esta riqueza possa ser construida por toda a sociedade, abrindo os meios de produção à todos que tenham vontade e disposição. Assim, não há jeito do gigante continuar com os passos de anão. Já perdemos muito terreno, temos que resolver isto de uma vez por todas, e partir para o abraço.Grato por sua contribuição, e releve a demora em responder - vou até copiá-lo por mensagem. Eduardo Buys
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Escrito por edubuys
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Autor
Engenheiro Mecânico por 20 anos, com obras na Amazônia (Grupo CAEMI), resolvendo fazer 'arte' perto da Família, no Rio, abraçou o Varejo como nova profissão. Cursou MBA de Varejo e Serviços (deve monografia) e faz Docência Superior, em retoques finais. Em sociedade com sua esposa é proprietário de uma rede de lojas de prestação de serviços e retalhista de aviamentos, a Peccato Costura Mais, de conserto expresso de roupas. Está presente em alguns dos bons shoppings do Rio de Janeiro: NorteShopping, DownTown e Via Parque. Outras duas lojas estão em stripig shoppings de hipermercados, na Avenida das Américas - Barra da Tijuca. No exercício das melhores práticas de administração, a ginástica é sair vivo deste ambiente adverso aos negócios, e encontrar felicidade em perseverar, na luta por um Brasil mais inteligente. Se em termos de riquezas naturais estamos sempre entre os dez maiores, porque onde se aplica a mão dos homens, o Brasil está p'rá lá de qüinquagésimo, conforme vemos nos IDH's, PNUD's e outros estudos? É em tributação, em juros, em dificuldades para abrir e fechar empresas e muito, muito mais. A "inteligência" brasileira tem que se impor, e ajudar a colocar nosso país nos trilhos. Quem está nesta? Um pouco desta tarefa, vai pelo Blog do Varejo www.varejototal.zip.net , onde tudo é misturado, qualquer assunto interessante é válido. Sempre visando unir pessoas, colegas e amigos, no caso, que trabalhem no comércio varejista.
Mais recentemente, ajudo no desenvolvimento do Blog Rotary Avenida Ayrton Senna, clube do qual me orgulho de ser sócio fundador e representativo, e estou lançando um novo blog. Trata-se do Empreendedores do Varejo, na busca de uma ferramenta prática, conforme a generosidade do varejistas em dividirem suas experiências, tendo como laboratório a cadeira de Empreendedorismo, pela qual sou o atual responsável, no Curso Superior de Gestão do Varejo, da Faculdade do Varejo, pioneira iniciativa do Instituto do Varejo, sob a Coordenação Geral do Prof. Juedir Teixeira.
Mais recentemente, ajudo no desenvolvimento do Blog Rotary Avenida Ayrton Senna, clube do qual me orgulho de ser sócio fundador e representativo, e estou lançando um novo blog. Trata-se do Empreendedores do Varejo, na busca de uma ferramenta prática, conforme a generosidade do varejistas em dividirem suas experiências, tendo como laboratório a cadeira de Empreendedorismo, pela qual sou o atual responsável, no Curso Superior de Gestão do Varejo, da Faculdade do Varejo, pioneira iniciativa do Instituto do Varejo, sob a Coordenação Geral do Prof. Juedir Teixeira.
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