O ciclo dos produtos na cadeia comercial não termina quando são descartados. Há muito se fala em reciclagem, e vários fatores cada vez mais as destacam, estimulando a responsabilidade da empresa sobre o fim da vida de seu produto. Sendo assim, a Logística Reversa tem sido citada com freqüência e de forma crescente em livros de Logística Empresarial e em artigos, apresentando novas oportunidades de negócios. No Brasil, o interesse empresarial tem sido demonstrado por palestras, seminários, e também em universidades com a inclusão como disciplina curricular em cursos de especialização em Logística. Este não é nenhum fenômeno novo, já vem sendo utilizada em caso do uso de sucata na produção e reciclagem de vidro. Por outro lado, a reciclagem e reaproveitamento de produtos e embalagens têm aumentado consideravelmente. No entanto, a Logística Reversa esta se tornando cada vez mais comum para uma boa parte das empresas, como por exemplo, fabricantes de bebidas têm que gerenciar todo o retorno de embalagens dos pontos de venda até seus centros de distribuição. A indústria de latas de alumínio é notável no seu grande aproveitamento de matéria prima reciclada. Existem ainda outros setores da indústria onde o processo de gerenciamento da logística reversa é mais recente como na indústria de eletrônicos, varejo e automobilística. Porem em uma visão ecológica, as empresas pensam com seriedade em um cliente preocupado com seus descartes. Desta forma surge uma Logística Verde baseada nos conceitos da Logística Reversa do Pós-consumo. O fato é que essas atividades não acontecem sozinhas, mas, sim vem acompanhada de um projeto maior de educação ambiental. Como no caso da Coca Cola que utiliza o marketing e a publicidade, para informar e prestar esclarecimentos à sociedade em relação à reciclagem, atuando em programas para esse fim como “Reciclou Ganhou”, projeto criado desde 1996, onde promoveu a reciclagem de 178 milhões de latas e embalagens, totalizando 3,9 mil toneladas de material reciclado. Pode-se citar também a Tang, que usa a diversão como forma de inserir na sociedade a responsabilidade da reciclagem e também a logística reversa, em comerciais de TV e Rádio que tem como foco a conscientização das crianças. O projeto é chamado “Esquadrão Verde Tang” que começou sua ação como a “Brigada de Reciclagem Tang” numa espécie de gincana de recolhimento de embalagens do produto, onde os consumidores eram convidados formar grupos, recolher as embalagens de Tang e devolvê-las à empresa ganhando em troca uma quantia por embalagem para doarem a alguma instituição. Após o recolhimento as embalagens eram destinadas para reciclagem. A campanha teve recorde de adesão no Brasil. Este ano as crianças construíram o maior robô com materiais recicláveis do mundo. A escultura de quinze metros de altura foi construída com cerca de um milhão de embalagens de refresco em pó Tang. O recorde foi atestado pelo Guinness World Records. O robô foi levantado no Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo. Mas sabemos que as principais razões que levam as empresas também a atuarem em Logística Reversa são: Legislação Ambiental; Benefícios Econômicos; A Crescente Conscientização Ambiental dos Consumidores; Razões Competitivas; Limpeza do Canal de Distribuição; Proteção de Margem de Lucro, entre outros. Porem, ainda assim em muitas empresas e também em parte da sociedade, a preocupação esta no lucro que isso possa lhe proporcionar, quando que a conscientização e a preocupação com meio ambiente deveriam ser os primordiais.