Mais do que apenas iniciativa!
Quantos projetos você já iniciou em sua vida? Quantas coisas você já fez por que lhe disseram que era para fazer? Quantas outras você sequer começou, pelo motivo que lhe disseram que não adiantaria fazer? De quantos projetos ou idéias você já desistiu antes mesmo de começá-los?
Não são raras as pessoas, aliás, são muitas, que têm planos, algumas até traçam metas para realizá-los, todavia, acabam com seus planos quando eles ainda estão na fase embrionária.
Ocorre que, com freqüência, não somos capazes de iniciar aquilo que pretendíamos, por vários motivos, dentre os quais:
• Medo do desconhecido;
• Ausência de metas escritas;
• Escassez de recursos;
• Dificuldades e obstáculos previstos;
• Julgamentos antecipados vindos do externo;
• Outros.
Todos esses motivos relacionados têm seu peso, mas não duvide que o pior deles seja os “julgamentos antecipados vindos do externo”. Pessoas medíocres que nos impedem, psicologicamente, de darmos seguimento aos projetos, idéias, vontades e desejos que possuímos e até poderíamos ter boas chances de realizá-los, mas paramos porque essas pessoas nos induzem ao negativo, ao “não dará certo”.
O mais importante que ter idéias é iniciá-las. Entretanto, mais do que iniciá-las é preciso seguir em frente e, se você está convicto de suas idéias, se ponderou as conseqüências, se se preparou para realizá-las, não dê ouvidos aos negativos, inicie seu projeto, fique ao lado de pessoas que lhe digam coisas boas e que o motivem ao sucesso.
Porém, é preciso mais que isso. O mundo está repleto de pessoas com iniciativa, mas pouquíssimas têm “acabativa”. O que é isso? Calma, chegamos lá!
Muitas pessoas param seus estudos muito cedo, por vários motivos, como já vimos anteriormente. Ocorre que muitas delas com o passar dos anos, tentam reiteradas vezes, retornar, mas, quando percebem o tempo que precisará ser dedicado, coisas que deverão deixar de fazer (assistir novelas, ficar enrolado no cobertor naquele frio, dormir depois da meia-noite) ou até mesmo, alguns motivos justos (trabalhos temporários ou permanentes, mas não na carreira e salário que deseja) elas desistem no meio do caminho, quando chegam a iniciá-lo. E se não começarem nunca? O tempo passa e elas continuarão reclamando de não ter estudado, e passarão a vida inteira culpando o governo pelas políticas que não colaboram, as empresas por exigirem “estudo” até para trabalhar de gari, enfim, culparão enquanto estarão caindo, cavando um pouco mais o poço já transformado num abismo.
Outro exemplo claro são as pessoas que iniciam regimes. Toda vez que se olham nuas em frente ao espelho (coisa linda), que tentam vestir aquela roupa de dois ou três anos atrás, quando reencontram antigos amigos que dizem: “nossa, você está mais fofinho (a) (gentileza), elas logo iniciam, mentalmente, um regime. Mas, quando é hora de pôr em prática todas as idéias mentais, “stop”; depois de mais alguns meses a idéia volta, vai, volta, vai...
Profissionalmente não é diferente. Boa parte das pessoas vive reclamando que não trabalha no que gosta, que o trabalho toma todo o seu tempo. Entretanto, quando estão sem trabalho reclamam que não têm como viver; que paradoxo!
Acompanho muitos profissionais que afirmam que no próximo pagamento falarão com o chefe sobre as condições inadequadas a que são submetidos. O “próximo” deles já faz uns dez anos. Outros reclamam, reclamam da empresa, do baixo salário, da falta de reconhecimento, todavia, faz quinze anos que laboram no mesmo lugar e, é claro, na mesma função.
Em várias consultorias e orientações que prestei a profissionais que estão há tempos obsoletos, mas que, por um instante, pensam retornar ao mercado de trabalho, percebo a falta de tenacidade dessas pessoas quando o assunto é iniciar a atualização, seja em cursos universitários, técnicos ou profissionalizantes. Elas logo encerram novamente o que pensaram iniciar.
Portanto, quero dizer-lhe que, a parte mais fácil, embora pareça que não, é iniciar algum projeto, porque até então, na maioria das vezes, o único esforço que você teve foi pensar (embora para muitos, isto seja um grande esforço). O que vem após esse início é que faz com que apareça o medíocre que há em nós, que não nos deixa evoluir, que não nos permite seguir em frente, enfim, que não nos permite que tenhamos ACABATIVA, que é concluir o que iniciamos.
Este módulo foi elaborado de forma bastante simples e rápida, apenas para que você não desista dos seus objetivos. Não duvido que esteja cansado, às vezes dê vontade de parar, que julgue que não dará em nada. Bem, você já sabe que tudo aquilo que acredita que pode...
Um beijo no seu coração e até mais! SIGA EM FRENTE...
Professor Paulo Sérgio












