25 de dezembro de 2009, às 12h40min
Mais um Ano Novo, Ainda Velhos Problemas e Muitas Novas Oportunidades – Claudio Raza - Economista
Estamos chegando ao final de mais um ano, com a crise baixando já aos nossos tornozelos, com aquecimento da economia, pois ela anda sozinha, com a falta de juízo dos parlamentares aumentando, a impunidade aumentando, e os gastos públicos aumentando dia a dia.
As eleições de 2010, já estão ai, e mais gastos públicos virão, e a Economia tentando andar, mas sempre tem alguém no Banco Central, na Fazenda fazendo traquinagem.
Este é o retrato do país, esperando acontecer algo, sem investimentos, sem planejamento, sem educação, sem cultura, sem rodovias, sem ferrovias, sem portos, sem aeroportos, sem segurança, sem saúde, sem planos para a agricultura, para o etanol, para o pré-sal, para o analfabetismo, sem planos de frentes de trabalho para minimizar o desemprego dos sem qualificação e jovens sem expectativas de emprego por falta de políticas públicas, a corrupção tornou-se uma cultura no país e tolerada como se fosse um diferencial necessário aos parlamentares e aos altos cargos públicos.
A única instituição que ainda se mantinha sem mácula era a dos representantes da Justiça, já está manchada com atos impróprios; sem falar dos governos paralelos, das nossas fronteiras abertas ao contrabando, e nossas florestas sendo eliminadas sem qualquer ação efetiva.
Será que só temos coisas ruins? Não, mas as ruins estão superando as boas; a falta de uma Governança Qualificada e de um Corpo Diretivo mais amplo, não só na mão de três pessoas para tomar decisões e dirigir a vida de mais de duzentos milhões de brasileiros e de uma extensão territorial como a nossa, e como uma das maiores riquezas naturais, minerais e de um povo pacífico.
O palanque está sempre armado, com discursos e mais discursos com intenções eleitoreiras, como aqueles dirigentes da Venezuela, Bolívia, etc. etc., que tentam a todo instante nos colocar contra um dos maiores compradores mundiais dos nossos produtos, os Estados Unidos.
Afinal, quem realmente dita as regras da Economia, o Presidente, o Ministro da Fazenda ou Presidente do Banco Central.? Pois cada um tem opinião própria, um prega o consumo o desenvolvimento e quer abertura do crédito, outro é contra juros altos, outro quer inflação baixa, ora compra dólar, no mercado, ora vende dólar, tentando segurar a inflação ou manter o dólar em um patamar irreal, prejudicando nossas exportações, ou não existe consenso ou é um teatro.
Somos um país voltado principalmente para a agricultura, pecuária, avicultura e suinocultura, isto é o Agronegócio, mas as políticas públicas e os incentivos para favorecer a fixação do homem ao campo são insuficientes e até mesmo inexistentes.
O que nos impede de transformar nosso nordeste em algo produtivo, como já temos exemplos de agriculturas de uvas, mangas e outras frutas, com irrigação dos rios ali existentes? Será que ainda existem coronéis, que impedem o desenvolvimento da região? Até quando esse povo viverá na miséria sem alternativas de sobrevivência?
Os planos ou programas para o Brasil não podem ser de quatro em quatro anos, tem que ser de longo prazo, isento de influências partidárias, independente de quem será o Presidente, evitando desperdícios com obras e projetos parados; nunca nosso país foi administrado por equipes competentes de Administradores, Economistas, Engenheiros, Educadores, Advogados, Ambientalistas, com um só pensamento crescimento sustentável.
Já que não conseguimos um Plano de Longo Prazo para o país, pois não existe entendimento sobre isso e nem vontade política para tal, vamos aproveitar as novas oportunidades dentro das nossas empresas e no mercado que atuamos.
Muitos pequenos empresários ainda são resistentes ás novas idéias e novas maneiras de administrar seus negócios, não gostam que funcionários participem com suas sugestões de melhoria, não têm informações suficientes para ajudá-los a tomar decisões, informações tais como; Pesquisa de Mercado, Rentabilidade da empresa por produto, para identificar quais estão com lucro baixo ou até mesmo dando prejuízo, informações mais rápidas, pedindo aos escritórios de Contabilidade mais eficiência e mais informações com detalhes compreensíveis aos dirigentes.
Controlar seus estoques, exigir uma previsão de Vendas por produto e região, Fazer um pequeno Fluxo de Caixa ou “Cash Flow”, Fazer uma Previsão Orçamentária Anual, onde constarão as Vendas, menos os Impostos sobre as Vendas, os Custos dos Produtos, o Lucro Bruto, menos as Despesas Variáveis e encontrar a Margem de Contribuição, se possível até mesmo por produto, para verificar se cobre suas Despesas Fixas e assim obter lucro, também são fundamentais.
Outra oportunidade é verificar seu Regime Tributário; fale com seu contador, calcule cada um deles, Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, talvez você possa lucrar mais ou deixar de recolher mais impostos por uma simples opção, uma vez ao ano, na escolha do Regime ideal para sua empresa.
Outra situação, que encontramos com freqüência, é das empresas que não estão no Regime Simples Nacional e tem seus produtos isentos de IPI na saída ou Vendas, mas não se creditam do IPI nas compras das matérias primas, que com esse crédito poderão pagar o PIS, COFINS, IRPJ, CSSL, por compensação através de petição a Receita Federal, ou até mesmo pagar seus fornecedores, consulte seus contadores.
Uma pequena análise de sua empresa poderá ajudá-lo a identificar quais seus pontos fortes, seus pontos fracos, quais suas ameaças, e principalmente quais as suas oportunidades no mercado.
Exemplo: Você fabrica armações de ferro para cadeiras escolares, para um só cliente, ou para poucos; primeiro, você corre o risco de perder alguns clientes para os concorrentes e enfraquecer seu negócio; segundo, você poderia diversificar seu negócio, fazendo a cadeira inteira, com apenas a colocação da madeira, exatamente o que seu cliente está fazendo, e vender em mercados não atingidos pelos seus clientes; terceiro, fazer armações para outros produtos ou segmentos de mercado; quarto, verificar o potencial produtivo de suas máquinas, para aproveitar horas ociosas em outros produtos sem precisar comprar outras máquinas, utilizando as mesmas, com pequenos ajustes de ferramental.
As possibilidades e oportunidades são muitas, só precisamos parar e enxergar com olho clínico de empreendedor, a empresa e o mercado.
Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Palestrante, Mestrando em Educação, Administração e Comunicação, com ênfase em Políticas Públicas, Professor Universitário da Uninove, parceiro do Núcleo de Desenvolvimento Profissional da Câmara Alemã, Instrutor de cursos do CIESP-Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, 2 livros publicados sobre Gestão e Capacitação de Empresas, mais de 35 anos assessorando empresas.
site: www.razaconsulting.com.br e E-mail: c.raza@terra.com.br
As eleições de 2010, já estão ai, e mais gastos públicos virão, e a Economia tentando andar, mas sempre tem alguém no Banco Central, na Fazenda fazendo traquinagem.
Este é o retrato do país, esperando acontecer algo, sem investimentos, sem planejamento, sem educação, sem cultura, sem rodovias, sem ferrovias, sem portos, sem aeroportos, sem segurança, sem saúde, sem planos para a agricultura, para o etanol, para o pré-sal, para o analfabetismo, sem planos de frentes de trabalho para minimizar o desemprego dos sem qualificação e jovens sem expectativas de emprego por falta de políticas públicas, a corrupção tornou-se uma cultura no país e tolerada como se fosse um diferencial necessário aos parlamentares e aos altos cargos públicos.
A única instituição que ainda se mantinha sem mácula era a dos representantes da Justiça, já está manchada com atos impróprios; sem falar dos governos paralelos, das nossas fronteiras abertas ao contrabando, e nossas florestas sendo eliminadas sem qualquer ação efetiva.
Será que só temos coisas ruins? Não, mas as ruins estão superando as boas; a falta de uma Governança Qualificada e de um Corpo Diretivo mais amplo, não só na mão de três pessoas para tomar decisões e dirigir a vida de mais de duzentos milhões de brasileiros e de uma extensão territorial como a nossa, e como uma das maiores riquezas naturais, minerais e de um povo pacífico.
O palanque está sempre armado, com discursos e mais discursos com intenções eleitoreiras, como aqueles dirigentes da Venezuela, Bolívia, etc. etc., que tentam a todo instante nos colocar contra um dos maiores compradores mundiais dos nossos produtos, os Estados Unidos.
Afinal, quem realmente dita as regras da Economia, o Presidente, o Ministro da Fazenda ou Presidente do Banco Central.? Pois cada um tem opinião própria, um prega o consumo o desenvolvimento e quer abertura do crédito, outro é contra juros altos, outro quer inflação baixa, ora compra dólar, no mercado, ora vende dólar, tentando segurar a inflação ou manter o dólar em um patamar irreal, prejudicando nossas exportações, ou não existe consenso ou é um teatro.
Somos um país voltado principalmente para a agricultura, pecuária, avicultura e suinocultura, isto é o Agronegócio, mas as políticas públicas e os incentivos para favorecer a fixação do homem ao campo são insuficientes e até mesmo inexistentes.
O que nos impede de transformar nosso nordeste em algo produtivo, como já temos exemplos de agriculturas de uvas, mangas e outras frutas, com irrigação dos rios ali existentes? Será que ainda existem coronéis, que impedem o desenvolvimento da região? Até quando esse povo viverá na miséria sem alternativas de sobrevivência?
Os planos ou programas para o Brasil não podem ser de quatro em quatro anos, tem que ser de longo prazo, isento de influências partidárias, independente de quem será o Presidente, evitando desperdícios com obras e projetos parados; nunca nosso país foi administrado por equipes competentes de Administradores, Economistas, Engenheiros, Educadores, Advogados, Ambientalistas, com um só pensamento crescimento sustentável.
Já que não conseguimos um Plano de Longo Prazo para o país, pois não existe entendimento sobre isso e nem vontade política para tal, vamos aproveitar as novas oportunidades dentro das nossas empresas e no mercado que atuamos.
Muitos pequenos empresários ainda são resistentes ás novas idéias e novas maneiras de administrar seus negócios, não gostam que funcionários participem com suas sugestões de melhoria, não têm informações suficientes para ajudá-los a tomar decisões, informações tais como; Pesquisa de Mercado, Rentabilidade da empresa por produto, para identificar quais estão com lucro baixo ou até mesmo dando prejuízo, informações mais rápidas, pedindo aos escritórios de Contabilidade mais eficiência e mais informações com detalhes compreensíveis aos dirigentes.
Controlar seus estoques, exigir uma previsão de Vendas por produto e região, Fazer um pequeno Fluxo de Caixa ou “Cash Flow”, Fazer uma Previsão Orçamentária Anual, onde constarão as Vendas, menos os Impostos sobre as Vendas, os Custos dos Produtos, o Lucro Bruto, menos as Despesas Variáveis e encontrar a Margem de Contribuição, se possível até mesmo por produto, para verificar se cobre suas Despesas Fixas e assim obter lucro, também são fundamentais.
Outra oportunidade é verificar seu Regime Tributário; fale com seu contador, calcule cada um deles, Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, talvez você possa lucrar mais ou deixar de recolher mais impostos por uma simples opção, uma vez ao ano, na escolha do Regime ideal para sua empresa.
Outra situação, que encontramos com freqüência, é das empresas que não estão no Regime Simples Nacional e tem seus produtos isentos de IPI na saída ou Vendas, mas não se creditam do IPI nas compras das matérias primas, que com esse crédito poderão pagar o PIS, COFINS, IRPJ, CSSL, por compensação através de petição a Receita Federal, ou até mesmo pagar seus fornecedores, consulte seus contadores.
Uma pequena análise de sua empresa poderá ajudá-lo a identificar quais seus pontos fortes, seus pontos fracos, quais suas ameaças, e principalmente quais as suas oportunidades no mercado.
Exemplo: Você fabrica armações de ferro para cadeiras escolares, para um só cliente, ou para poucos; primeiro, você corre o risco de perder alguns clientes para os concorrentes e enfraquecer seu negócio; segundo, você poderia diversificar seu negócio, fazendo a cadeira inteira, com apenas a colocação da madeira, exatamente o que seu cliente está fazendo, e vender em mercados não atingidos pelos seus clientes; terceiro, fazer armações para outros produtos ou segmentos de mercado; quarto, verificar o potencial produtivo de suas máquinas, para aproveitar horas ociosas em outros produtos sem precisar comprar outras máquinas, utilizando as mesmas, com pequenos ajustes de ferramental.
As possibilidades e oportunidades são muitas, só precisamos parar e enxergar com olho clínico de empreendedor, a empresa e o mercado.
Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Palestrante, Mestrando em Educação, Administração e Comunicação, com ênfase em Políticas Públicas, Professor Universitário da Uninove, parceiro do Núcleo de Desenvolvimento Profissional da Câmara Alemã, Instrutor de cursos do CIESP-Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, 2 livros publicados sobre Gestão e Capacitação de Empresas, mais de 35 anos assessorando empresas.
site: www.razaconsulting.com.br e E-mail: c.raza@terra.com.br
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As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
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Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Pessoas para Negócio, Palestrante, Mestrando em Educação, Administração e Comunicação, com ênfase em Políticas Públicas, Professor Universitário Uninove, parceiro do Núcleo de Desenvolvimento Profissional da Câmara Alemã, Instrutor de cursos do Ciesp- Centro das Industrias do Estado de São Paulo - Distrital Sul, mais de 35 anos assessorando empresas.
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