Com o avanço da tecnologia e a Revolução Industrial, a concorrência entre as empresas se tornou uma preocupação para o administrador. Que deve estar atento ao ambiente em que sua empresa se encontra, focando o ambiente externo e o ambiente interno da organização. Porter afirma que existem algumas forças competitivas básicas, que regem a concorrência na indústria.
São elas: entrada, ameaça de substituição, poder de negociação dos compradores, poder de negociação dos fornecedores e rivalidade entre os atuais concorrentes – Elas indicam que a concorrência não está limitada às empresas. Mas os clientes, fornecedores, substitutos e os entrantes se tornam tambem “concorrentes” para as empresas. Esses concorrentes podem ter maior ou menor importância em alguns casos, essa concorrência mais forte é definida por rivalidade ampliada.
Em geral as empresas trabalham constantemente, Planejamento estratégico, O melhor atendimento possível, reduzir custos. Para assim sobreviver neste mercado Mutavel e Competitivo.
O administrador não se preocupa somente com o concorrente mas sim com muitas possibilidades, como a ameaça de novos entrantes, que pode ser o surgimento de um novo serviço com preço menor pelo mesmo resultado, existem inúmeras ameaças que devem ser estudadas e até previstas pelos Administradores.
As ameaças de entrada dependem das barreiras de entrada já existentes ou pré impostas pela empresa, sendo as barreiras altas, o recém-chegado pode esperar forte retaliação dos concorrentes.
Existem algumas barreiras de entradas, que dividen-se em: Economias de Escala, Diferenciação do Produto, Necessidades de Capital, Custos de Mudança, Acesso aos Canais de Distribuição, Desvantagens de Custo Independente de Escala e Política Governamental, como afirma Porter.
A organização deve traçar seu planejamento usando essas barreiras afim de se proteger de novas entradas, e obter vantagem competitiva. Uma industria pode obter vantagem através de economias de escala, produzindo em grande quantidade obtendo assim um menor custo unitário dos produtos; ou com a diferenciação do produto, ter sua marca identificada e desenvolver a fidelidade em seus clientes.
Investir recursos em publicidade, em pesquisa e desenvolvimento também cria uma grande barreira de entrada, pois gera a necessidade de um alto capital para o concorrente poder competir. Bem como os custos de mudança, que são os custos que se defronta o comprador quando muda de um fornecedor para outro, o acesso aos canais de distribuição, se a empresa criar um relacionamento duradouro com os canais no atacado e no varejo, essa barreira pode ser tão alta que para ultrapassa-la uma nova empresa precisa criar um canal de distribuição inteiramente novo.
As empresas já estabelecidas podem ter vantagens de custos impossíveis de serem igualadas ou superadas, qualquer que seja o seu tamanho e as economias de escala obtida, como por exemplo, tecnologia patenteada do produto, ter as características do projeto protegidas por patentes ou segredo.
A política governamental também pode ser uma barreira de entrada. O governo pode limitar ou mesmo impedir a entrada em industrias com controles como licenças de funcionamento, limites ao acesso à matéria-prima, padrões de poluição do ar e da água e índice de segurança e de eficiência do produto.
A ameaça de substituição é uma grande preocupação para a industria, pois todas as empresas em uma indústria estão competindo, em termos amplos, com industrias que fabricam produtos substitutos, esses produtos surgem através das pesquisas na busca de outros produtos que possam desempenhar a mesma função que aquele da indústria, mas os substitutos reduzem os retornos potenciais de uma industria, colocando um teto nos preços que as empresas podem fixar com lucro.
Para a Empresa conquistar seu espaço no mercado ela tem que conhecer seus pontos fortes e seus pontos fracos, e ter um poder de negociação muito grande, principalmente com os compradores e os fornecedores. Os compradores competem com a empresa forçando a queda dos preços, exigindo melhor qualidade ou mais serviços e jogando os concorrentes uns contra ou outros. Os fornecedores podem exercer poder de negociações sobre os participantes de uma indústria ameaçando elevar preços ou reduzir a qualidade dos bens e serviços fornecidos.
O esquema de Learned, inter-relaciona os seguintes tópicos:
1. Pontos fortes e pontos fracos
2. Ameaças e oportunidades econômicas, técnicas e da industria
3. Valores pessoais dos responsáveis pela implementação
4. Expectativas gerais da sociedade
O esquema mostra que deve haver um ajuste entre a empresa e o mundo exterior, para se conseguir o ajuste tem que haver uma abordagem definida, ou seja, uma abordagem baseada no posicionamento ou uma abordagem baseada nos recursos.
Seguindo o esquema de Learned o implementador da estratégia deve conhecer os pontos fortes e os pontos fracos da empresa, e se ele for se basear nos recursos que a empresa disponibiliza, ele deverá ajustar os recursos com as ameaças e as oportunidades que o mercado oferece.
A empresa também pode conseguir uma vantagem competitiva se ela tiver sua Visão Baseada em Recursos (RBV) baseando sua estratégia sobre seus próprios recursos e capacidades. Os recursos são categorizados em três classes: ativos tangíveis, ativos intangíveis e capacitações.
Dentro das capacitações da empresa está o capital intelectual, visto atualmente como a nova vantagem competitiva. Se o pessoal constitui uma vantagem competitiva principal, como é, Precisa-se investir no mesmo desenvolvendo-o e cedendo-lhe espaço para suas ideias e talentos.
Para a Empresa manter-se competitiva no mercado a mesma deve valorizar o capital humano, pois os colaboradores são os responsáveis pelo desempenho das empresas e constituem vantagens num mercado cada vez mais Competitivo. As empresas estão investindo em capital humano, com o objetivo de ter retorno mais rápido, e de eliminar erros, transformando o ambiente de trabalho, em algo sublime, e familiar, o colaborador sente-se parte importante no processo e dedica-se ao maximo.