20 de novembro de 2008, às 18h48min
Mercados Financeiros, Política Monetária e Política Cambial
O novo contexto econômico exige das organizações inovação. Uma nova visão de negócios e procedimentos caracteriza o seguimento empresarial atualmente. Esta visão está ligada principalmente ao sistema econômico atual, onde é grande a dependência de políticas econômicas ao processo de desenvolvimento que traz consigo uma série de riscos econômicos provocados principalmente pela globalização.
O assunto é bastante extenso e exige profissionais capacitados para atuarem na área. O presente texto enfoca de forma resumida os principais aspectos econômicos relevantes aos tempos atuais: Mercados Financeiros; Política Monetária e Política Cambial. Sendo este último o principal instrumento no jogo estratégico da competição global.
Para o bom desenvolvimento da economia é imprescindível acompanhar o desenvolvimento da economia a qual está inserida. Neste sentido há várias questões as serem consideradas por envolver todos os setores econômicos (primário, secundário e terciário).
Mercados Financeiros, Política Monetária e Política Cambial
Ao falar em mercados financeiros deve ser levado em consideração as características da economia mundial e suas variações na economia nacional. O Conselho Monetário Nacional é Órgão normativo, responsável pela fixação das políticas monetária, creditícia e cambial do país. Pelo desenvolvimento destas políticas no cenário econômico, o CMN acaba transformando-se num conselho de política econômica.
Analisando a participação das organizações neste processo, de uma forma geral a política monetária é utilizada para manter a integridade da moeda para o bom desenvolvimento da economia, o que torna imprescindível acompanhar o desenvolvimento da economia a qual está inserida de forma global.
Há vários fatores a serem considerados por envolver todos os setores econômicos (primário, secundário e terciário). Fatores estes que completados com dados de consumo ditam parâmetros para análise da microeconomia a macroeconomia. Qualquer economia no novo contexto econômico mundial, que, quando bem traçada vem a favorecer o equilíbrio de mercado proporcionando a estabilidade financeira e evitando o processo inflacionário que só por si é responsável pela perda da confiança na moeda favorecendo a especulação.
A importância da Política Cambial neste sentido é justamente administrar a taxa de câmbio para garantir o funcionamento regular do mercado através do gestor BACEN que atua nas transações entre o Brasil e o exterior. A taxa de câmbio pode estimular ou desestimular as trocas internacionais, ou seja, movimentos de mercadorias, serviços e capitais entre os países, que influencia bastante o resultado da Balança Comercial pode ser bastante influenciado pela taxa de câmbio, uma vez que um câmbio favorável pode contribuir para aumentar a competitividade do produto nacional do exterior.
Com relação aos investimentos, um outro componente importante a ser considerado é o grau de “volatilidade da taxa de câmbio”. Uma empresa que deseja investir no país, abrir uma fábrica, um supermercado, uma empresa de telecomunicações etc., estará interessada em saber qual será o retorno do capital investido. Se a receita dessa multinacional for gerada somente dentro do país, isto é, em reais, a estabilidade cambial é crucial para essa decisão.
Pode-se considerar, a título de exemplo, que determinada empresa produza e venda seu produto a R$ 10,00 a unidade, e que a taxa de câmbio seja de R$ 2,20 x US$ 1,00. A receita, em dólares, por unidade vendida desse produto será de US$ 4,54 (10,00 ÷ 2,20). Suponha agora, que houve uma desvalorização cambial de 12,5%, de R$ 2,20, o dólar passou a valer R$2,474. O preço do produto, em reais, continua o mesmo, mas, em dólares, esse preço passou para US$ 4,04 (10,00 ÷ 2,47), 11% menor. Se nada mais se alterou na formação de preço do produto, o lucro da empresa em dólares deverá, igualmente, cair 11%.
Claro que essa “volatilidade” não vai sempre na mesma direção. No instante seguinte, a taxa de câmbio pode se valorizar, o que provocaria um resultado oposto, isto é, um aumento nos lucros da empresa. A valorização cambial, por outro lado, aumenta os salários quando medidos em dólares. O poder de compra do assalariado, em dólares, eleva-se. A relação salário/câmbio é favorável aos trabalhadores assalariados. O salário mínimo de R$ 350,00 equivale, em dólares, pelo câmbio atual (04.05.2006), a aproximadamente US$ 169,00. Se a taxa de câmbio estivesse em US$ 1,00 x R$ 3,00, o salário mínimo, em dólares, seria de US$ 116,00.
Com a valorização do câmbio, os insumos e bens intermediários importados, que entram na composição de diversos produtos, tornam-se mais baratos em reais. Isso se reflete na variação do IGP-M, que se reduz. Para se ter uma idéia, a variação do IGP-M passou de 12,41%, em 2004, para 1,21%, em 2005. Isso devido à valorização cambial. Com isso, os contratos de locação de imóveis (aluguel) que, via de regra, são indexados ao IGP-M e os produtos com insumos importados, sofrem reajustes reduzidos.
Nesse sentido, o câmbio valorizado ajuda a manter baixos os índices de inflação,contribuindo para preservar o poder de compra dos salários. Assim, na medida em que os salários se beneficiam com a valorização cambial, tornando mais acessíveis as importações, os aluguéis e produtos que utilizam matérias primas importadas, qualquer medida na direção da desvalorização cambial poderia soar como arrocho salarial. Visto sob este ponto de vista restrito, sim. No entanto, o câmbio valorizado, associado às altas taxas de juros e à elevada carga tributária, reduz a competitividade de muitos setores da indústria, diminuindo sua rentabilidade, tendo como conseqüência, o desemprego.
Para o bom desenvolvimento da economia é imprescindível acompanhar o desenvolvimento da economia a qual está inserida. Neste sentido há várias questões as serem consideradas por envolver todos os setores econômicos (primário, secundário e terciário).
Mercados Financeiros, Política Monetária e Política Cambial
Ao falar em mercados financeiros deve ser levado em consideração as características da economia mundial e suas variações na economia nacional. O Conselho Monetário Nacional é Órgão normativo, responsável pela fixação das políticas monetária, creditícia e cambial do país. Pelo desenvolvimento destas políticas no cenário econômico, o CMN acaba transformando-se num conselho de política econômica.
Analisando a participação das organizações neste processo, de uma forma geral a política monetária é utilizada para manter a integridade da moeda para o bom desenvolvimento da economia, o que torna imprescindível acompanhar o desenvolvimento da economia a qual está inserida de forma global.
Há vários fatores a serem considerados por envolver todos os setores econômicos (primário, secundário e terciário). Fatores estes que completados com dados de consumo ditam parâmetros para análise da microeconomia a macroeconomia. Qualquer economia no novo contexto econômico mundial, que, quando bem traçada vem a favorecer o equilíbrio de mercado proporcionando a estabilidade financeira e evitando o processo inflacionário que só por si é responsável pela perda da confiança na moeda favorecendo a especulação.
A importância da Política Cambial neste sentido é justamente administrar a taxa de câmbio para garantir o funcionamento regular do mercado através do gestor BACEN que atua nas transações entre o Brasil e o exterior. A taxa de câmbio pode estimular ou desestimular as trocas internacionais, ou seja, movimentos de mercadorias, serviços e capitais entre os países, que influencia bastante o resultado da Balança Comercial pode ser bastante influenciado pela taxa de câmbio, uma vez que um câmbio favorável pode contribuir para aumentar a competitividade do produto nacional do exterior.
Com relação aos investimentos, um outro componente importante a ser considerado é o grau de “volatilidade da taxa de câmbio”. Uma empresa que deseja investir no país, abrir uma fábrica, um supermercado, uma empresa de telecomunicações etc., estará interessada em saber qual será o retorno do capital investido. Se a receita dessa multinacional for gerada somente dentro do país, isto é, em reais, a estabilidade cambial é crucial para essa decisão.
Pode-se considerar, a título de exemplo, que determinada empresa produza e venda seu produto a R$ 10,00 a unidade, e que a taxa de câmbio seja de R$ 2,20 x US$ 1,00. A receita, em dólares, por unidade vendida desse produto será de US$ 4,54 (10,00 ÷ 2,20). Suponha agora, que houve uma desvalorização cambial de 12,5%, de R$ 2,20, o dólar passou a valer R$2,474. O preço do produto, em reais, continua o mesmo, mas, em dólares, esse preço passou para US$ 4,04 (10,00 ÷ 2,47), 11% menor. Se nada mais se alterou na formação de preço do produto, o lucro da empresa em dólares deverá, igualmente, cair 11%.
Claro que essa “volatilidade” não vai sempre na mesma direção. No instante seguinte, a taxa de câmbio pode se valorizar, o que provocaria um resultado oposto, isto é, um aumento nos lucros da empresa. A valorização cambial, por outro lado, aumenta os salários quando medidos em dólares. O poder de compra do assalariado, em dólares, eleva-se. A relação salário/câmbio é favorável aos trabalhadores assalariados. O salário mínimo de R$ 350,00 equivale, em dólares, pelo câmbio atual (04.05.2006), a aproximadamente US$ 169,00. Se a taxa de câmbio estivesse em US$ 1,00 x R$ 3,00, o salário mínimo, em dólares, seria de US$ 116,00.
Com a valorização do câmbio, os insumos e bens intermediários importados, que entram na composição de diversos produtos, tornam-se mais baratos em reais. Isso se reflete na variação do IGP-M, que se reduz. Para se ter uma idéia, a variação do IGP-M passou de 12,41%, em 2004, para 1,21%, em 2005. Isso devido à valorização cambial. Com isso, os contratos de locação de imóveis (aluguel) que, via de regra, são indexados ao IGP-M e os produtos com insumos importados, sofrem reajustes reduzidos.
Nesse sentido, o câmbio valorizado ajuda a manter baixos os índices de inflação,contribuindo para preservar o poder de compra dos salários. Assim, na medida em que os salários se beneficiam com a valorização cambial, tornando mais acessíveis as importações, os aluguéis e produtos que utilizam matérias primas importadas, qualquer medida na direção da desvalorização cambial poderia soar como arrocho salarial. Visto sob este ponto de vista restrito, sim. No entanto, o câmbio valorizado, associado às altas taxas de juros e à elevada carga tributária, reduz a competitividade de muitos setores da indústria, diminuindo sua rentabilidade, tendo como conseqüência, o desemprego.
Pela complexidade que envolve os assuntos abordados neste trabalho percebe-se que a relação existente entre organizações e o contesto econômico atual é bastante complexa, posto que envolve a interação entre vários ambientes (externo, e interno) na busca de resultados satisfatórios de seu desempenho. Desde a implantação do plano real a economia brasileira vem se destacando positivamente e a tendência é que esta fase se estenda ao futuro diante principalmente da estabilidade existente, o administrador deve estar focado no mercado financeiro e considerar os fatores monetários e cambial, e assim, preparar a organização para enfrentar desafios e aproveitar novas oportunidades mantendo-se informado de maneira global, processar estas informações para agir localmente (na empresa), assumindo riscos e agindo com bom senso e muitas vezes com inconformismo. Somente assim, o administrador pode conduzir sua empresa dentro de uma melhoria contínua.
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Seja membro de nossa comunidade e compartilhe sua opnião, dúvidas, etc. Endereço:
http://www.administradores.com.br/comunidades/futuros_administradores_ucbv/399/
Bibliografia:
- Banco Central do Brasil – Sistema Financeiro Nacional: http://www4.bcb.gov.br/?SFN (acessado em 09/11/2006).
- DIESE – Nota Técnica “O cambio e suas influencias na economia”: http://www.dieese.org.br/notatecnica/notatec24cambio.pdf (acessado em 10/11/2006).
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Autor
Administrador de empresas formado junto à Universidade Católica de Brasília-UCB. Como profissional, desenvolvi atividades por mais de vinte anos em empresa privada de grande porte, atuando nos departamentos de materiais, compras, patrimônio, recursos humanos, financeiro, departamento tributário, fiscal e gestão de contratos.
Atualmente reside em Manaus, empresário no ramo do varejo, presta serviços de assessoria e consultoria administrativa e financeira para micro e pequenas empresas no seguimento de prestação de serviços e comércio varejista.
- Controle Gerencial
- Estratégia;
- Finanças;
- Gestão de Operações;.
- Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho
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