26 de dezembro de 2011, às 11h38min

Mudanças rápidas: Pode-se ver nos jornais o que antes só se via nos livros amarelados

Nenhuma outra geração na humanidade teve o privilégio de acompanhar mudanças em velocidade e profundidades jamais vistas. A gestão global de empresas vem sendo alterada pelo avanço de tecnologias da informação e da comunicação. Hoje verifica-se uma uniformização mundial dos padrões de consumo.

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Não está distante o momento em que a hegemonia econômica dos Estados Unidos da América- EUA será seriamente ameaçada, se é que isso não já está acontecendo. A concorrência entre as grandes corporações multinacionais vem estimulando a criação de uma infinidade de produtos e serviços em um ritmo alucinante. Segmentos de mercado até agora inexpressivos em termos de volume poderão suplantar em breve setores solidamente enraizados. As veredas abertas pela pesquisa na área biotecnológica podem revolucionar a medicina e a produção de alimentos. Pesquisas sobre novos materiais e fontes energéticas alternativas podem alterar profundamente o comércio internacional de commodities. A utilização do computador ligado à internet está revolucionando a maneira como a sociedade se educa.


No entanto, os avanços da humanidade nos campos da ciência, tecnologia e produção convivem com antigos problemas até agora não solucionados. A miséria ainda é uma realidade na maior parte da população mundial. Os efeitos ambientais do processo de produção capitalista, iniciado com a Revolução Industrial do século XVIII, podem comprometer seriamente a vida de futuras gerações. O padrão enegético, baseado na queima de minerais fósseis (carvão, petróleo e gás natural), coloca o problema da sustentabilidade energética e, principalmente, do efeito estufa. Aos bilhões de excluídos econômicos se junta agora uma legião de excluídos digitais, que por não poder se conectar às novas tecnologias tende a pertetuar o baixo nível de vida em que se encontra. No entanto, o homem só entende como problema aquilo que ele pode resolver. Do ponto de vista material, a humanidade tem como resolver grande parte desses problemas. Cabe encontrar os meios políticos e sociais para atingir esse fim.


É com esse mundo contraditório, ora confortável e ameaçador, ora inovador e tradicional, ora pacífico e bélico, ora cintífico e místico, que se deparam os novos administradores. Conforme já advertira o brilhante economista canadense norte-americano John Keneth Galbraith, há mais de 25 anos, vive-se em uma era de incertezas, repleta de medos e desafios. No entanto, é isso que torna a existência fascinante... a possibilidade de mudar o rumo da vida.


Diante desse quadro, o estudante de administração deve criar ao longo de sua formação os pré-requisitos para compreender as mudanças que acontecem à sua volta. Nesse caso, a formação não se restringe mais aos quatro anos do curso de graduação, e, sim, se prolonga por toda a vida. O profissional do futuro não é aquele que possui um estoque de conhecimentos técnicos, mas, sim, aquele que possui uma capacidade de análise e de adaptação ao novo, que o possibilite lidar de forma criativa com os desafios com que se depara. Nesse sentido, professores e estudantes devem mudar o foco de suas atuações: no lugar do ensino ( em que um ensina e ou outro aprende) aplicar o aprendizado (processo em que são criados os mecanismos em que cada estudante possa desenvolver sua capacidade analítica e de aprendizado). Por conta disso, aquelas pessoas que querem obter sucesso em suas atividades e ainda se manter em condições de empregabilidade precisam compreeder que a educação e o aprendizado são tarefas que devem realizadas ao longo de toda a vida.


Esta educação tem por objetivo atender a essas premissas. Ela não deve ser tomada como a última palavra sobre os temas com que trabalha. A rapidez com que a realidade se transforma e o grande volume de informações criado e transmitido fazem com que o conhecimento recém saído do forno torne-se obsoleto no instante seguinte após sua criação. Por isso, em vez de ampliar a fronteira do conhecimento socioeconômico, esta educação procura tornar acessível uma gama de temas complexos em suas essências, valendo-se para isso da contribuição de diversos especialistas.


Esta é a intenção desta educação: auxiliar os estudantes, acadêmicos ou não, a compreender as modificações que vêm ocorrendo às suas voltas e também oferecer instrumentos de análise, particularmente aqueles ligados à vida das organizações. Para atingir pelo menos em parte esses objetivos, indica-se a leitura do livro:


Economia para administradores, de autoria de Jayr Figueiredo de Oliveira.


Mais em:


http://portalcontadores.com.br/hoje/3246-mudancas-rapidas-pode-se-ver-nos-jornais-o-que-antes-so-se-via-nos-livros-amarelados

 

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As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião do Administradores.com.br.
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Especializando em Sistemas de Planejamento e Gestão pela Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC. CRA-SC nº 600285.

 
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