01 de agosto de 2009, às 00h51min

“NADA COMO UMA BOA ESTRATÉGIA”.

Por Gemir Cassan
 
Era um destes dias de fins de primavera o “Seu Antonio” estava ali na soleira da sua casinha olhando para o seu pequeno sitio com aquele belo campo que precisava ser arado, a terra preparada para o semeio das sementes, pois a previsão do tempo dizia que o verão seria dos bons e o que se plantasse tudo podia nascer, mas como sozinho poderia fazer todo aquele trabalho. Meio que cabisbaixo lembrou-se de quando o seu filho o ajudava e que tudo se tornava mais fácil.

O “Dinho”, seu filho, era um destes rapagões forte e bem disposto que enfrentava o trabalho de “sol a sol”, sem reclamar ou desanimar, mas infelizmente por um erro da justiça estava preso numas destas prisões agrícolas do interior do estado e não podia agora ajudá-lo, pois fora acusado de participar de um assalto a banco sozinho, pois seus comparsas conseguiram escapar e as noticias corriam que o dinheiro do assalto era em valores altos, porém as investigações nada conseguirão até aquele inicio de verão.

Muito desolado passou a mão no celular e ligou para o seu filho na prisão, para ao menos ouvir a voz de seu filho e até falar sobre as dificuldades que estava passando ali tão sozinho.

Seu filho em prantos ouviu as lamentações do pai e disse:
__ Pai, por favor, na mecha em nada no campo, deixe tudo como esta, pois foi lá que “eu tenho certeza” que os meus amigos enterraram o dinheiro do banco. Portanto este ano é melhor nem pensar em plantar. A ligação acabou caindo e o “Seu Antonio”, mal pode se despedir do filho querido.
A noite chegou e o “Seu Antonio”, levantou e caminhou até a sua cozinha para preparar o seu jantar. Já tarde da noite e pensativo lembrando-se das palavras do “Dinho”, acabou dormindo.
Acordou com o galo cantando, barulhos de tratores e com vozes próximas da casa. Abriu a janela e se deparou com vários homens cavando o seu campo e pode notar que alguns carros da policia lá estavam.
Meio que sem jeito, vestiu-se e foi de encontro às pessoas e perguntou o que eles estavam fazendo em seu campo? E a resposta de um dos investigadores foi:
__Não está vendo que estamos cavando para encontrar o dinheiro do assalto - e completou -, não se faça de desentendido, nos temos a gravação da conversa com seu filho pelo celular e nós só vamos sair daqui quando encontrar o que procuramos.
“Seu Antonio” olhou bem para o investigador, pediu licença e caminhou para a soleira da porta sentando e ali permaneceu quase durante o dia todo.

Já no final do tarde o numero de pessoas estava diminuindo e o investigador veio a até o “Seu Antonio” falando:
__ Não encontramos nada, mas não pense que vamos desistir assim tão fácil, se for necessário vamos voltar quantas vezes quisermos. Já entrando numa das camionetes batendo a porta e o pó levantando saindo em disparada.

“Seu Antonio” nada falou, apenas levantou e dirigiu-se para dentro de sua casa. Lá pelas dez horas da noite o telefone toca o “Seu Antonio” atende e o “Dinho” fala:
__ E aí Pai, tudo bem... Ouvi dizer que a policia esteve te visitando! Olha... Pai me desculpe, mas foi à única forma que encontrei para te ajudar no preparo do campo... Um beijo e boa plantação.

MORAL DA HISTÓRIA:

O “Dinho” se utilizou de uma simples “dica” de gerenciamento que é: conseguir os objetivos e os resultados através de seus “pseudo-s” colaboradores. Nada é impossível quando nos utilizamos da nossa inteligência e estratégia.

“NUNCA DESISTA, POIS O IMPOSSIVEL É ALGO QUE AINDA NÃO FOI TENTADO”.
GEMIR CASSAN – Consultoria de Gestão – www.gemircassan.com.br –
 
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