15 de julho de 2009, às 16h31min
Não caia nas suas próprias armadilhas: Fale o necessário
Publicado em 15/07/2009 no Jornal da Comunicação Corporativa http://www.megabrasil.com.br/colunistas2.asp?codcol=22
Às vezes, você pode não perceber imediatamente, mas está caindo em armadilhas que você mesmo criou. Quando perceber, poderá ser tarde demais. São as famosas situações em que você sente que perdeu a chance de ficar calado.
Ao contrário do que pensa a sabedoria popular, ser comunicativo não significa falar demais. Ser comunicativo é bem diferente de ser o “tagarela” do escritório. Lembre-se: tudo o que você disser poderá um dia ser usado contra você – está na lei! Se você tem uma personalidade extrovertida e se comunica facilmente com todos, não interprete isso como um sinal vermelho alarmante. Talvez seja só um sinal amarelo: atenção.
É verdade que a comunicação é uma característica extremamente valorizada no cenário profissional na atualidade. E é preciso lhe dar a devida importância com atenção, sem ofuscar em demasia outras competências, exagerando seu brilho, e sem se esquecer do fulgor próprio da comunicação.
A comunicação permeia várias esferas do cenário executivo, por isso, é importante lidar com as competências e técnicas em comunicação verbal. Minha proposta neste artigo é abordar um fator relevante para os pontos relacionados à comunicação verbal, mas que muitas vezes passa despercebido. Trata-se da atenção para com os deslizes e falhas de comunicação que são causados por nós mesmos. São as armadilhas que sem querer deixamos por nosso próprio caminho.
Se você é o tipo de profissional expansivo e “falante”, atenção. A partir do momento em que você dissemina informações – que não necessariamente eram sigilosas, mas que não deveriam ser divulgadas levianamente e sem critérios – você está deixando seus rastros de comunicação, o que um dia pode se tornar um campo minado.
Por isso, é recomendado medir suas palavras. Isso não quer dizer que você não pode se expressar ou deve permanecer calado para não se comprometer, tudo depende do contexto em que a comunicação se desenrola. Enfatizo que é melhor que você pense antes de compartilhar uma informação delicada ou contar uma história particular no ambiente de trabalho. É indicado que você comunique apenas o necessário.
Comunicar o necessário? Qual é o limite entre a informação necessária e a fofoca? Bom senso, sensibilidade e visão estratégica podem garantir que você não se deixe levar pela tentação de ter uma atitude fofoqueira.
Outro ponto a ser destacado é a forma de falar. Pode ser que a sua intenção seja apenas ser firma e assertivo, mas a interpretação pode ser de uma pessoa agressiva ou “grossa”. Se falar com brandura e amorosidade pode ser decodificado com fraqueza ou fragilidade.
A sabedoria está em dosar os ingredientes. Fale o necessário, entre os excessos e cuidado em relação ao seu (ou seus) ouvinte(s).
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Comunicativa, gosto de tecnologia, internet, bons programas de TV como documentários, jornalismo, debates.
Apoio o voluntariado e a defesa do meio-ambiente.
Trabalho com assessoria de imprensa e Relações Públicas, em São Paulo.
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